António Costa poderá sempre dizer em seu abono que nunca desconfiou da conduta de José Sócrates porque era só ministro dele, não seu namorado. Já a namorada do antigo 1° Ministro pode reclamar em sua defesa que nunca desconfiou da conduta dele porque não chegou a fazer parte do governo.
sexta-feira, 4 de maio de 2018
terça-feira, 11 de agosto de 2015
A grande salganhada
Sobre o caso dos cartazes do PS com testemunhos de desempregados, já o dissemos há dias: não passariam de um faits divers sem importância se as pessoas não acreditassem que nas eleições de 4 de Outubro o que está realmente em jogo é competência na gestão de uma crise que não está ainda sanada. Agora, gostaria de conjecturar sobre as causas de tanta incompetência e descuido em matéria tão sensível como a comunicação. Suspeito que a resposta seja muito simples, que tenha afinal que ver causas orçamentais e o velho erro de se subvalorizar as questões de comunicação. Confesso que como profissional, tenho a experiência de me ver obrigado a malabarismos na tentativa de adaptar um projecto a limitações financeiras impostas pelo cliente. Nunca até hoje nada de grave aconteceu porque sempre soubemos dizer “não” quando os resultados dum projecto eram demasiado ameaçados, continha demasiados riscos. Acontece que “queimar etapas” e prescindir de recursos pode resultar na perversão total dos resultados pretendidos: uma ideia tem de ser bem testada em grupos de trabalho devidamente adequados e os riscos éticos, políticos e legais na sua implementação (nada impede a utilização de figurantes voluntários) devidamente acautelados. Por exemplo, parece-me de bastante evidente que um adulto na força da idade, profissionalmente habilitado e socialmente integrado não goste de se confrontar em cartazes gigantes, assumindo cinco anos sem trabalho, e decididamente os "voluntários" não foram devidamente (por escrito) informados sobre os termos e consequências da sua colaboração. Já a questão da data e dos números referentes ao desemprego, é um erro decorrente de uma narrativa política equívoca em si mesma - o desemprego disparou em plenas funções do governo socialista e não há como fugir desse facto. O melhor mesmo é não se brincar com os números nessa matéria.
Finalmente umas palavras sobre o “não caso” dos cartazes da coligação por desforra agora denunciados por fontes socialistas nas redes sociais: ao contrário do provérbio popular, o gosto pode-se discutir, mas comparar a utilização autorizada de imagens em distribuição comercial, adquiridas legitimamente (mesmo que sem exclusividade) nos chamados “bancos de imagens” com o caso dos falsos testemunhos dramáticos na primeira pessoa por (in) voluntários da Junta de Freguesia de Arroios, é comparar a beira da estrada com a estrada da Beira. Não, não foi mau gosto, foi uma enorme salganhada fruto de duma incompetência que marcará indelevelmente a campanha eleitoral de António Costa.
Publicado originalmente aqui
Imagens: Observador
segunda-feira, 8 de junho de 2015
Afeições
José Sócrates ao fim de seis meses já sofre do Síndrome de Estocolmo: não quer sair da prisão de Évora.
quarta-feira, 22 de abril de 2015
As mentiras são mais fascinantes do que a verdade*
É com espanto que oiço analistas entusiasmadíssimos com o plano económico apresentado ontem pelo PS “em nome da pluralidade democrática”. Para eles não interessa que o plano seja mau, irrealista e perigoso, desde que introduza uma diferente narrativa na disputa politica: o fim da austeridade e o crescimento económico fundado no consumo interno. Uma sedutora aldrabice que nos deve fazer gelar de pavor: eles não aprenderam.
*Humberto Eco
terça-feira, 1 de julho de 2014
Luta de galos
António Campos fundador do PS e partidário de António Costa, hoje numa entrevista ao Jornal i acusou a direcção de Seguro de ter alinhado com a direita reaccionária. Não entendo bem em quê, mas admito que talvez lhes tenha escapado a promessa duma ditadura do proletariado.
Eu sei que a disputa entre facções dentro de um partido soa sempre para o exterior como uma redundância, mas quando nela não se jogam ideias e projectos o que transparece é simples aberração.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Para que serve uma boa "narrativa"?
Em editorial, o Diário de Notícias de hoje congratula-se com a promessa de Seguro de "um PS com os dois pés na oposição" em nome do “contraste” e da “clareza política”. Eu sei que a coisa não beneficia a ilusão da "alternância" democrática, mas eu preferia uma oposição com os dois pés na realidade, que é sempre implacável para com qualquer “narrativa”. Uma boa "narrativa", diga-se a mais fantástica invenção dos spin doctors, pode alimentar notícias e manchetes, mas não alimenta ou dá emprego aos portugueses.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
quinta-feira, 24 de maio de 2012
A grande lata
Aqui temos o líder do PS, com a sua cara de acólito, a criticar a direita que sempre criticou as rendas socráticas e que teve de renegociar os pactos energéticos herdados do governo socrático. Recorde-se que estes pactos energéticos nunca foram criticados pelo dr. Seguro. Para o dr. Seguro, as "rendas" eram uma coisa boa, moderna, verde e socialista. E, claro, os jornalistas deixaram Seguro passar entre os intervalos da chuva. Ninguém lhe perguntou "mas onde é que V. Exa. andou nos últimos, vá, cinco anos? A dormir no parlamento?"
Henrique Raposo a ler mais aqui
quarta-feira, 4 de abril de 2012
O inferno de Seguro
Sabemos bem como os “aparelhos” partidários são implacáveis no cumprimento da sua vocação natural, que é o poder: sem contemplações, a empresa é pragmática e cega em concessões "laterais", quantas vezes aos princípios, ideias, Causas e até à Pátria. O mais das vezes essas matérias ingratas servem só para a “construção duma narrativa” entretanto entregues a uma reserva de idiotas úteis que escrevam nos jornais, nos blogues ou falem na TV. É a vida.
Vem isto a propósito da sobrevivência de António José Seguro à Páscoa que tudo indica está garantida. A oportunidade que a História lhe concedeu aparentemente era a do cordeiro a imolar para o oblívio dos pecados de seis anos de desgovernação socialista. Mas tudo indica que não sobreviveria ao destino duma normalíssima liderança “intercalar”, se a factura da perda de soberania nacional e o acordo da Troika não estivesse diariamente a martelar a consciência portugueses, cujos brandos costumes vêm sendo postos à prova: basta andarmos com os olhos abertos para ver como a pobreza grassa na nossa comunidade, impreparada e dependente dum benemérito Estado falido.
Por tudo isto o Partido Socialista necessita urgentemente do definitivo enterro do socratismo, dum luto que se prevê doloroso e porlongado. A ressurreição do PS certamente demorará muito mais do que três dias e a Seguro resta-lhe ter paciência, cujo significado etimológico significa “saber esperar”… nas chamas do inferno que são os compromissos do seu partido para com o resgate de Portugal. E resistir ao voraz e implacável "aparelho". É obra.
Créditos da imagem aqui
terça-feira, 13 de março de 2012
Jornalismo de causas ou fidelidade canina?
É irónico como as opiniões de Fernanda Câncio afinal revelem por estes dias uma extraordinária e devota religiosidade, no sentido de relação com “o absoluto”. Sem imaginação, as suas "nobres" causas resumem-se a um cinzento exercício de fidelidade canina, digna de um vulgar assessor Abrantes, na ingrata promoção duma fantástica narrativa maniqueísta, de intriga artificial. Uma fórmula mirabolante que branqueie e indulgencie a ressabiada troupe de José Sócrates que nos enterrou neste atoleiro.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Lamurias: líder do PS confessa-se limitado por memorando da troika
«Aquilo que eu quero é que os portugueses saibam que há limitações na minha actividade como líder da oposição porque eu honro o memorando, porque é importante honrar os compromissos que o Estado português assina», afirmou António José Seguro. Enfim, Seguro, Passos Coelho e os portugueses, a mesma luta: uma dívida externa de 120% do PIB e um país sem economia.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Esquizofrenia aguda
Enquanto a inconsequente extrema-esquerda do “quanto pior melhor” exulta com terríveis desafios que Portugal enfrenta, preparando as máquinas para incendiarem a rua, o Partido Socialista mantém o discurso esquizofrénico herdado da era Sócrates, elevado ao absurdo durante a campanha Alegre à presidência, quando os mesmos actores verberavam contra o descalabro económico e as medidas impopulares implementadas pelos próprios. Pelos vistos a negação da realidade é uma patologia, um vício profundamente impregnado nos inquilinos do Rato. Tenho é muitas dúvidas que esta estratégia alcance resultados, para lá de servir de entretém aos seus embaraçados barões. O problema deles é não podem esconder-se todos em Paris a estudar filosofia.
sábado, 28 de maio de 2011
A pulhitiquice ou uma Causa nacional
Na segunda-feira dia 6 de Junho inicia-se a hercúlea tarefa do País apanhar os cacos partidos, de modo a enfrentar-se a mais penosa conjuntura política e económica vivida na frágil democracia portuguesa. Se é compreensível que o PSD e o CDS recusem a inclusão do protagonista desta vertiginosa espiral de ruína para a árdua missão de resgate, já não me parece razoável que no PS alguém venha agora impor condições para o auxílio.
É de facto muito pouco o que separa hoje Portugal duma enorme catástrofe política e social. Nesse sentido, as declarações de Manuel Alegre ontem em Coimbra, reclamando o estatuto de oposição para o seu partido caso não vença as eleições, pecam não só por um escabroso tacticismo politiqueiro, mas uma deplorável falta de patriotismo. Deformidade essa que já constava na duvidosa folha de serviço deste lírico bardo da 3ª república.
Em estéreo
domingo, 22 de maio de 2011
Novas oportunidades: PS paga apoiantes
Imigrantes provenientes da Índia e Paquistão, trabalhadores nas lojas do Martim Moniz, Lisboa, e na construção civil seguem José Sócrates para todo o lado, de norte a sul do País, em autocarros pagos pelo PS. São usados para compor os comícios, agitar bandeiras, e puxar pelo partido, apesar de muitos deles não perceberem uma palavra de português e não poderem votar. Em troca têm refeições grátis.
Ler mais Correio da Manhã
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Uma convenção de carpideiras
Mesmo depois do atribulado e abrupto pedido de ajuda ao FMI/FEEF, no mesmo dia antecipado por Teixeira dos Santos, negado e comunicado ao País por José Sócrates, que há dias se recusava governar nessas condições, prevê-se que o congresso do partido socialista no fim-de-semana, se limite a uma consagração do seu grande timoneiro. Com o PS assim encalhado, adivinha-se um extraordinário exercício de hipocrisia, demagogia, e carpir de lágrimas de crocodilo.
Admirável é como, após seis anos de negação, confronto e cedências à realidade, encalhados no fundo do pântano, esta troupe de ilusionistas ainda represente nas sondagens de 30% do eleitorado. Isso é um mau augúrio.
sábado, 26 de março de 2011
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
A teia
João Marcelino, terá impedido a publicação de uma notícia sobre o facto da operadora de telecomunicações TMN ter destruído parte dos dados de tráfego telefónico de Armando Vara (ex-vice-presidente do BCP), de Rui Pedro Soares (ex-administrador da PT) e de Paulo Penedos (ex-assessor da PT), no âmbito do processo Face Oculta. Esta terá sido a causa da demissão de David Dinis de editor de Política do DN. Tudo sob controlo rapazes!
Do Público
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
A república no pântano
A regra é não agitar muito para não se precipitar o afundamento. Mas a partir de hoje o presidente respira de alívio, impedido de dissolver a assembleia e poderá descartar-se de qualquer responsabilidade para com a actuação do governo e do ambiente de protesto que se irá assistir por via dos efeitos das medidas anti-crise que em breve começarão a fazer-se sentir. A reeleição de Cavaco será de bandeja, que perante a catástrofe, falando o mínimo possível, reservar-se-á atrás da sua impotência constitucional. A Passos Coelho resta-lhe engolir mais um sapo, a ambiguidade de recalcitrar um Orçamento que afinal está condenado a aprovar. O facto custar-lhe-á alguma popularidade, nada irrecuperável, se considerar-se que irá ter cerca de um ano para embalar para umas eleições antecipadas, com o país em rápido naufrágio moral e financeiro. Se não souber aproveitar será porque foi aselha, ou então porque a crise terá enveredado a Nação para algum cenário muito diferente daquilo a que nos habituámos. Quem sabe uma grande oportunidade de verdadeira mudança.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Boa memória e a propaganda em chamas
Tenho para mim que, tirando o muito trabalho preventivo que fica por fazer todos os anos nas matas e florestas nacionais onde o proprietário Estado é o primeiro incumpridor, com as altas temperaturas verificadas pouco mais há a fazer para evitar os incêndios, sejam eles de origem natural ou criminosa. Mas, perante a tragédia que grassa de norte a sul do país em chamas, incomodam-me particularmente os auto-elogios e justificações do ministro Rui Pereira que ouvi hoje na televisão, principalmente porque me lembram como a tragédia de 2003 e toda algazarra e aproveitamento político feito então pelos socialistas. Depois dos muitos milhões de euros gastos em “programas” e quatro Verões amenos e até chuvosos em que as estatísticas dos incêndios foram exibidas como propaganda do governo, aí está de novo o implacável calor a trazer à ribalta mediática o degradante espectáculo que é este país a arder.
A ignorância é tão atrevida...
É absolutamente espantoso André Ventura ter usado ontem, no debate da sua Moção de Censura, como “bom exemplo” a Revolução Puritana de Olive...
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Sabendo de como é coisa complexa e eu sei pouco do assunto, não perdi muito tempo a ver os pormenores das alterações ao código do trabalho. ...
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"Grossa asneira" foi como um amigo meu classificou o que fizeram Fernando Alexandre e Alexandre Homem Cristo. Quando perguntei qua...
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Estou cada vez mais irritado (e é difícil ficar ainda mais irritado, partindo do ponto em que estou) com a falta de qualidade e a estupidez...