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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

O grande aldrabão

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 «A minha classificação sobre as agências de rating é que são lixo. Foi por isso que rescindi, aliás, o contrato com todas quando era presidente da Câmara de Lisboa. É uma gente que já demonstrou não ser minimamente credível, fiável.»


 


António Costa


Jornal de Negócios,4 de Julho de 2015


(Via Pedro Correia no Delito de Opinião)


 

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Virar de página

"O que não se pode resolver resolvido está", diz o povo: António Costa, que será sempre lembrado como "o derrotado", sem o "beneficio da dúvida" ou "estado de graça" conseguiu a proeza de chegar a primeiro-ministro de Portugal e traz de volta alguns dos protagonistas da bancarrota de 2011. Apesar dos maus sinais, para bem dos portugueses espero que impere algum sentido de responsabilidade e que os ventos da fortuna internacionais não precipitem o País de novo no abismo. 

terça-feira, 11 de agosto de 2015

A grande salganhada

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Sobre o caso dos cartazes do PS com testemunhos de desempregados, já o dissemos há dias: não passariam de um faits divers sem importância se as pessoas não acreditassem que nas eleições de 4 de Outubro o que está realmente em jogo é competência na gestão de uma crise que não está ainda sanada. Agora, gostaria de conjecturar  sobre as causas de tanta incompetência e descuido em matéria tão sensível como a comunicação. Suspeito que a resposta seja muito simples, que tenha afinal que ver causas orçamentais e o velho erro de se subvalorizar as questões de comunicação. Confesso que como profissional, tenho a experiência de me ver obrigado a malabarismos na tentativa de adaptar um projecto a limitações financeiras impostas pelo cliente. Nunca até hoje nada de grave aconteceu porque sempre soubemos dizer “não” quando os resultados dum projecto eram demasiado ameaçados, continha demasiados riscos. Acontece que “queimar etapas” e prescindir de recursos pode resultar na perversão total dos resultados pretendidos: uma ideia tem de ser bem testada em grupos de trabalho devidamente adequados e os riscos éticos, políticos e legais na sua implementação (nada impede a utilização de figurantes voluntários) devidamente acautelados. Por exemplo, parece-me de bastante evidente que um adulto na força da idade, profissionalmente habilitado e socialmente integrado não goste de se confrontar em cartazes gigantes, assumindo cinco anos sem trabalho, e decididamente os "voluntários" não foram devidamente (por escrito) informados sobre os termos e consequências da sua colaboração. Já a questão da data e dos números referentes ao desemprego, é um erro decorrente de uma narrativa política equívoca em si mesma - o desemprego disparou em plenas funções do governo socialista e não há como fugir desse facto. O melhor mesmo é não se brincar com os números nessa matéria. 


 


Finalmente umas palavras sobre o “não caso” dos cartazes da coligação  por desforra agora denunciados por fontes socialistas nas redes sociais: ao contrário do provérbio popular, o gosto pode-se discutir, mas comparar a utilização autorizada de imagens em distribuição comercial, adquiridas legitimamente (mesmo que sem exclusividade) nos chamados “bancos de imagens” com o caso dos falsos testemunhos dramáticos na primeira pessoa por (in) voluntários da  Junta de Freguesia de Arroios, é comparar a beira da estrada com a estrada da Beira. Não, não foi mau gosto, foi uma enorme salganhada fruto de duma incompetência que marcará indelevelmente a campanha eleitoral de António Costa.


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Publicado originalmente aqui


Imagens: Observador

quarta-feira, 22 de abril de 2015

As mentiras são mais fascinantes do que a verdade*

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 É com espanto que oiço analistas entusiasmadíssimos com o plano económico apresentado ontem pelo PS “em nome da pluralidade democrática”. Para eles não interessa que o plano seja mau, irrealista e perigoso, desde que introduza uma diferente narrativa na disputa politica: o fim da austeridade e o crescimento económico fundado no consumo interno. Uma sedutora aldrabice que nos deve fazer gelar de pavor: eles não aprenderam.


*Humberto Eco

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Lisboa mal amada

António Costa abandona o barco e eis que é cooptado para presidente da Câmara Municipal de Lisboa um portuense desconhecido, à revelia dos lisboetas. E depois queixam-se da falta de confiança nas instituições políticas e da abstenção.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

O bailarino


A dada altura ficamos a saber que António Costa estudou ballet no Conservatório de Lisboa, escola onde “havia de tudo: os filhos das famílias ricas de Santa Catarina, mas também os filhos das prostitutas e dos operários”.


 


Victor Cunha Blasfémias

domingo, 1 de junho de 2014

A grande ilusão


Estou persuadido de que António Costa tem mais tarimba política que António José Seguro e até dou de barato que a sua figura associada à institucionalidade dos cargos que já exerceu no governo infunda ao Zé Povinho acrescida “ilusão”. Mesmo que os tenha exercido sob a liderança de José Sócrates, o primeiro-ministro que conduziu o País à falência e que assinou o acordo de resgate com a Troika que acabámos de cumprir com língua de palmo. Mas se em situações de aperto histórico é conhecida a tendência dos portugueses para o sebastianismo, nem isso justifica as expectativas infantis que gera a possível troca de liderança no Partido Socialista. Mais a mais na actual conjuntura em que o centro de decisão das mais importantes questões políticas e económicas para o País se transferiu para tão longe de S. Bento. Tentar iludir os portugueses sobre isso, além de uma puerilidade, constituirá uma fatal machadada no regime. 


 


Foto: André Kosters/Lusa

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

A quem deseja António Costa agradar?

 



Ao que consta, ontem, as intensas chuvas que caíram sobre Lisboa inundaram a rotunda do Marquês de Pombal, caso inédito não fosse a mal amanhada "engenharia" promovida por António Costa numa acção de propaganda barata cuja única consequência prática é o afunilamento do trânsito da Avenida da Liberdade e definitivo bloqueio ao acesso das pessoas à desertificada baixa pombalina.
Acontece que nos dias de hoje, para os milhares de lisboetas que foram atirados para os subúrbios por causa da especulação imobiliária e duma desgraçada lei de arrendamentos, uma viagem pontual para o centro da cidade em transportes públicos é mais oneroso que a utilização do transporte próprio. Ir a um teatro da baixa ou visitar um familiar naquela zona de Lisboa tornou-se um autêntico pesadelo para os “degredados” como eu. O mais irónico é que isso não acontece aos seus habitantes… pela pior das razões: estão em processo de absoluta extinção. Envelhecidos e abandonados em pequenas ilhas decrepitas, resta conformem-se com o isolamento. 


 


 


Foto: Nuno Castelo Branco

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Malfadado sítio...




Entrar, contornar e sair incólume da rotunda do marquês foi até há pouco tempo a extrema prova de perícia para o condutor Lisboeta. A CML balança-se agora a mudar todo o esquema: para já conseguiu-o, paralisando o trânsito

Justiça e povo: um divórcio perigoso

O Supremo Tribunal espanhol decretou que pessoas que atravessassem a fronteira numa zona onde não existissem «barreiras físicas» não poderia...