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sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Só por amor

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Carlos Santos Silva reconheceu ontem que tinha o hábito de andar com muito dinheiro vivo consigo, coisa de construtores civis que para bem do negócio tantas vezes se vêm obrigados a pagar luvas a “facilitadores”. Curioso é como José Sócrates era o único parceiro a quem entregava milhões só por amor.


Imagem daqui

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Ninguém tem direito a julgar ninguém, a não ser os magistrados?

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 "Se essas ilegalidades se vierem a confirmar, serão certamente uma desonra para a nossa democracia. Mas se não se vierem a confirmar é a demonstração que o nosso sistema de justiça funciona". Esta foi a posição assumida por António Costa no Canadá sobre o tímido acesso de “vergonha de José Sócrates" assumido, mesmo que de forma ambígua, nesses dias pelos socialistas João Galamba ou Carlos César. Ontem no Parlamento, o 1º ministro insistiu no discurso que tem desde o dia da detenção de Sócrates (valha-lhe neste caso a coerência) sobre o "incómodo", colocando a ênfase na separação de poderes, que "Ninguém tem direito a julgar ninguém, a não ser os magistrados, na sede do processo penal".


Serve esta constatação para realçar que, a começar no seu líder, boa parte do Partido Socialista mentem-se em negação quanto às aldrabices e escandalosos factos vindos a público nos interrogatórios da Operação Marquês e que desvendam um regime promiscuo e profundamente doente. A coisa é tanto mais grave porque acontece num partido que está no governo com boa parte da equipa do antigo primeiro-ministro acusado. Nesse sentido, mesmo que oportunista ou tardio, honra seja feita ao reconhecimento da total falta de carácter do seu ex-namorado pela jornalista Fernanda Câncio. De facto, mais urgente para a nossa redenção como povo e democracia liberal é uma veemente condenação política dos desmandos e desgovernação de José Sócrates. O Partido Socialista deve-nos esse resgate moral num pedido de desculpas ao país, e nesse sentido o próximo congresso será uma oportunidade.   

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Relações perigosas

António Costa poderá sempre dizer em seu abono que nunca desconfiou da conduta de José Sócrates porque era só ministro dele, não seu namorado. Já a namorada do antigo 1° Ministro pode reclamar em sua defesa que nunca desconfiou da conduta dele porque não chegou a fazer parte do governo.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

A reabilitação de José Sócrates

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A posição de Arons de Carvalho, que assume achar normal que um ex-primeiro ministro ande a receber envelopes com dinheiro “emprestado” de um amigo, reflecte uma coragem que muitos dos seus camaradas não têm, que se limitam a sussurrar sobre a violação do segredo de justiça, a substituição da procuradora e o “não jornalismo”. Arons de Carvalho vem apenas quebrar o ruidoso silêncio dos socialistas sobre a acusação a José Sócrates, numa demonstração de fidelidade ao seu mestre. 

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Vejam as reacções...


Em 2011 a jornalista Susana Madureira Martins questionou o então líder socialista se este temia que a sua saída da vida política poderia abrir a porta a futuros processos judiciais. 


 

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Indecência

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Aquilo que se sabe da conduta e trapalhadas de José Sócrates seria mais que suficiente para que o PS, se fosse um partido decente, dele estabelecer uma ampla e higiénica distância. Claro que a sua "reabilitação" só acontece porque os socialistas mediram as consequências e sabem que este não é um País decente - digo-o com tristeza.

segunda-feira, 21 de março de 2016

A corrupção boa


 (...) Se o potencial corrupto é “um dos nossos” trata-se invariavelmente de uma cabala; se o potencial corrupto é um adversário político, deve ser linchado. Este maniqueísmo, que corrompe a inteligência, está espalhado na sociedade e atravessa todos os quadrantes políticos. É evidente que vive da enorme tolerância com que, tanto em Portugal como no Brasil, as elites convivem com o fenómeno da corrupção.


Em Portugal, o caso Sócrates foi exemplar a este respeito. (...)


 


Ana Sá Lopes sem papas na Lingua hoje no Jornal i 

sábado, 24 de outubro de 2015

José Sócrates estreia nova temporada



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Reduzidas as medidas de coacção ao mínimo, e terminado o prazo legal para a conclusão do inquérito judicial sem uma acusação, José Sócrates encontra-se em condições excepcionais para fazer aquilo que mais gosta: actuar sob as luzes da ribalta. A estreia da nova temporada dá-se hoje em Vila Velha de Ródão






Com extraordinários dotes de retórica e um ego alucinado, o “animal feroz” que com inaudita determinação conduziu os destinos do País ao descalabro financeiro, confronta-se hoje, não já com a sua sobrevivência política que é um caso perdido, mas com o desfio da sua defesa na justiça. Uma oportunidade para protagonizar uma novela de grande audiência em que, respeitando um minucioso guião, se vai dedicar a gerir os danos infligidos na sua fustigada reputação. Independentemente do desenlace, para a história constará que foi o primeiro-ministro que levou o país à falência, e que depois foi para Paris viver à grande e à francesa, à custa dos milhões dados em espécie por um amigo que geria uma empresa com negócios com o seu governo. Como foi possível semelhante personagem entrar na História do meu país ao tempo da minha geração, é para mim uma pergunta perturbadora.


 


Publicado originalmente no Diário Económico



quarta-feira, 18 de março de 2015

"O Povo a entristecer, por te saber magoado"


Imeginem que um recurso resgata este homem e o trás para Lisboa a tempo da campanha eleitoral. António Costa se não reza faz figas para que Sócrates se mantenha em preventivo sossego. 

domingo, 23 de novembro de 2014

Dito de outra forma...

Que o "regime" não é bom já sabemos, mas as alegadas trafulhices de José Sócrates descredibilizam-no unicamente a ele e aos seus indefectíveis. Pretender pôr tudo e todos no mesmo saco é prestidigitação política de intenções duvidosas.

Silêncio ruidoso

Falta-nos ouvir a vigilante Dra. Ana Gomes falar sobre a promiscuidade entre a política e os negócios, offshores e corrupção.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

quinta-feira, 2 de junho de 2011

E depois do adeus...


 


O que irá acontecer ao colectivo Abrantino e à sua Câmara Corporativa depois 5 de Junho? Considerando que os dias seguintes serão certamente dedicados à limpeza de gabinetes e cuidadosa eliminação das pistas comprometedoras, estaremos então à beira duma grata despedida. A não ser que os rapazes arranjem maneira de continuar o seu empreendimento, pro bono em pós laboral. Afinal hoje é fácil ter um pc e ligação à internet em casa!

sábado, 28 de maio de 2011

A pulhitiquice ou uma Causa nacional


 


Na segunda-feira dia 6 de Junho inicia-se a hercúlea tarefa do País apanhar os cacos partidos, de modo a enfrentar-se a mais penosa conjuntura política e económica vivida na frágil democracia portuguesa. Se é compreensível que o PSD e o CDS recusem a inclusão do protagonista desta vertiginosa espiral de ruína para a árdua missão de resgate, já não me parece razoável que no PS alguém venha agora impor condições para o auxílio.
É de facto muito pouco o que separa hoje Portugal duma enorme catástrofe política e social. Nesse sentido, as declarações de Manuel Alegre ontem em Coimbra, reclamando o estatuto de oposição para o seu partido caso não vença as eleições, pecam não só por um escabroso tacticismo politiqueiro, mas uma deplorável falta de patriotismo. Deformidade essa que já constava na duvidosa folha de serviço deste lírico bardo da 3ª república.


 


Em estéreo

terça-feira, 10 de maio de 2011

Nem o "Luís fico bem assim" lhe valeu!

Pela primeira vez, que eu me lembre, José Sócrates perdeu um debate eleitoral. Foi esta noite, nos estúdios da TVI, perante um Paulo Portas em boa forma que lhe disse o essencial, olhos nos olhos: este primeiro-ministro "vive na estratosfera". Vive num país só dele, que nega a realidade quotidiana dos portugueses: a dívida pública duplicou em seis anos, há hoje quase 700 mil pessoas sem emprego, o "estado social" tornou-se uma figura de retórica, Portugal viu-se forçado a estender a mão à caridade internacional. (...) Pedro Correia, no Albergue Espanhol

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O interesse pessoal em vez do interesse nacional III

 


Quem se vai ver à rasca logo à noite na Quadratura do Circulo na SIC Notícias é o nosso inenarrável António Costa com o seu discurso subjugado à "narrativa socrática".

O interesse pessoal em vez do interesse nacional II

Sobre o PEC IV, Jürgen Kröger disse que foi o ponto de partida do programa agora decidido, mas que “poderia ter ido mais longe nas reformas estruturais e não era suficientemente específico na parte orçamental”.


 


Daqui

O interesse pessoal em vez do interesse nacional I

 


Se o país tivesse pedido assistência financeira externa há mais tempo talvez alguns aspectos do programa de ajustamento agora negociado tivessem sido mais brandos, disse hoje Jürgen Kröger, o responsável da Comissão Europeia (CE) que está no país para negociar a ajuda externa.


 


Daqui.

Rewilding, renaturalização para os amigos

Há muitos anos, tantos que já nem sei (talvez entre 15 e 20), conheci Wouter Helmer, o teórico fundador da Rewilding Europe. A ideia base é ...