
Esta campanha eleitoral ficará para mim marcada por um acontecimento lateral, perturbador, acontecido em França há uns dias: a quase unânime consagração constitucional do direito ao aborto. França há muito que se distingue por inaugurar as mais sinistras modas. Que este tema filosoficamente complexo, de claro conflito de legitimidades, seja assim arrumado de forma simplista como se de um assunto de mera liberdade individual se tratasse, diz muito do caminho que a civilização ocidental vem tomando. Por cá, entristeceu-me assistir ao vivo e a cores à gradual capitulação das forças políticas tradicionalmente conservadoras face aos temas morais e éticos fundacionais da nossa cultura. O júbilo das domésticas minorias progressistas na conquista do centro político, sempre vulnerável às modas era previsível, mas triste. Cuidado, amigos: o hiperindividualismo mata.
Mudando de assunto, tenho esperança de que no Domingo o resultado das eleições resulte no sentido da mudança por cá: que vença um caminho para a libertação do país da repressão estatista que bloqueia a eficiência dos serviços públicos como os hospitais, as escolas, os transportes, enfim; a criação de riqueza e emprego que convida os nossos jovens à emigração. Com os resilientes socialistas a morder os calcanhares à AD nas sondagens, tenho esperança que não venha a ser o Chega a impedir uma solução de governo sólido para reformar, capaz de enfrentar as vicissitudes dum panorama internacional instável, uma dívida ainda sufocante com taxas de juro inflaccionadas, e duma oposição esquerdista, que não poupará energias vocais para agitar a rua por forma a manter o statos quo do empobrecimento socialista e dos pobres com que se alimenta e autojustifica.
Não se espere uma revolução mágica com a hipotética derrota das esquerdas, que Roma e Pavia não se fizeram num dia. Mas acredito que com um governo AD, capaz de convocar os melhores na academia e nas empresas para o serviço público, seja possível a Portugal sair da cauda da Europa. Para que, sem fantasias, se devolva algum entusiasmo aos portugueses que desejem assumir o protagonismo nos seus destinos, construindo um futuro melhor para todos.
O primeiro parágrafo não encaixa muito no segundo parágrafo. Liberdade, liberdade, mas pela trela estatal.
ResponderEliminarLamento, o assunto não tem remédio: enquanto houver e mulheres entretidos nos lençóis, é escusado, vão fazer tudo para não terem surpresas de alimentação e birras. A não ser, claro, que optem pelas veredas alternativas. Mas até essas, pelo menos no caso dos homens, estão cheias de riscos para os que não se cuidam.
Apoio ao Aborto não tem nada que ver com liberdade individual mas é sim contra esta..
ResponderEliminarÉ a liberdade individual da mulher vs a da criança. São dois corpos, dois ser humanos vivos.
Quem vota já não tem risco nenhum de ser abortado.
No pelcebel,pode lepetil pol favol?
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ResponderEliminarhttps://observador.pt/programas/explicador-em-video/explicador-em-video-como-se-transformam-votos-em-deputados/
Não há direita desde 1974 quando dois partidos que ocupavam esse espaço foram impedidos de concorrer às eleições. Social democracia é centro que gosta de ultrapassar pela direita na "auto-estrada".
ResponderEliminarQuanto aos jovens emigrantes, sopram ventos que os podem empurrar de volta ao rectângulo...
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ResponderEliminarMas é um assunto de liberdade individual. E, sobretudo, não é um assunto filosófico - é um assunto prático. Pragmático.
Hoje já não tanto, porque os métodos contracetivos têm feito muitos progressos, e as pessoas fazem menos sexo devido às redes sociais. Mas, no passado, conheci diversas mulheres que me disseram que tinham engravidado quando estavam a fazer contraceção. Não foi uma nem duas.
Trata-se de um assunto prático. Como eliminar uma criança que não se soube, ou não se foi capaz de evitar? Qual o melhor método, ou seja, o menos mau?
A filosofia é a ciência com a qual e sem a qual fica tudo tal e qual. O aborto não é um assunto filosófico. É uma necessidade prática da vida.
Tão prático como matar o pai para ter a herança quando faz falta e não quando calha
ResponderEliminarÉ, para mim, um mistério como o Lavoura consegue articular palavras. Ou então é paródia.
ResponderEliminarOu um irmão para não ter de dividir a herança. Quem sabe um senhorio para não pagar a renda. Qual o critério do Balio? É o Balio um representante do escol da nossa academia? Mais parece um gajo de alfama,
ResponderEliminarOutro ponto, sair da cauda da Europa é mais uma métrica errada, a Europa(UE e as sua vasta burocracia) haje contra a criação de riqueza, contra a produtividade agricola, é um continente em decadência a todos os níveis a caminho da pobreza comparativa.
ResponderEliminarA única coisa decente que o PSD poderia fazer na Europa era sair do grupo anti-civilização do Partido Popular Europeu que está tomado por estatistas e socialistas conforme o dia da semana. O PPE é um grupo que existe para criar um estado tecnocrático. Onde a opinião da burocracia conta tudo e dos votantes quase nada.
ResponderEliminarTenho uma solução: ponha-se então a criança aos cuidados exclusivos do pai, que deverá ser bastante.
Assim tenham condições para fazer vida por cá. Não seria nada mau se assim fosse pois não?
ResponderEliminarE disse centro para não dizer Centro-esquerda.
ResponderEliminarMesmo que seja o pai a exigir essa solução, legalmente é uma exigência inexistente, a lei determina que é apenas a mãe que pode tomar decisões nessa matéria.
ResponderEliminaré
ResponderEliminarEstá a querer dizer que é um assunto em que a liberdade individual da criança -neste caso viver - compete com a liberdade individual da mãe - neste caso o que lhe apetecer?
Pelo que vem a seguir não parece...
"Haje": refere-se à peregrinação a Meca ou é a conjugação de algum verbo?
ResponderEliminarNão será por opção que regressam.
ResponderEliminarMas a ver vamos, como dizia o Wonder.
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ResponderEliminarErro meu.
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ResponderEliminar"Marcelo tudo fará para evitar Chega no governo"
É INTOLERÁVEL E MERECE SEVERA CONDENAÇÃO UM PRESIDENTE PAPAGAIO, QUE COMETE MAIS UMA AUTENTICA FRAUDE INSTITUCIONAL AO AMEAÇAR UM PARTIDO DE EXCLUSÃO EM INDECOROSA DISCRIMINAÇÃO, MESMO ANTES DO ATO ELEITORAL E DOS SEUS RESULTADOS.
OU TAMBÉM È BRUXO SONDADOR?
TEM A PALAVRA A COMISSÃO NACIONAL DE ELEIÇÕES E O TRIBUNAL CONSTITUCIONAL PARA METER NA ORDEM ESTE MARCELO PLASTIFICADO ESPECIALISTA DESDE SEMPRE EM ARMADILHAS POLÍTICAS.
ESTÁ NA HORA DE LEVAR UMA CONTUNDENTE LIÇÃO, CASO NÃO TENHA A OMBRIDADE DE SE RETRATAR, EXTRAINDO A CONSEQUÊNCIA EVIDENTE DA SUA RENUNCIA.
Nota: Inadvertidamente saíram maiúsculas, peço desculpa
Ou então é um bot com a estupidez artificialmente natural de última geração.
ResponderEliminarO comentador lucky não é português, mas há portugueses a escrever bem pior em português.
ResponderEliminarNão é pois não.
ResponderEliminarPelos poucos "sítios " por onde ando, só leio referências ao 3⁰ classificado. Estranho... ou não.
ResponderEliminarJá a leviandade e criancice com que são tratados é de televar, ainda mais vindo de gente "esclarecida" e "intelectual ".
O wokismo de esquerda e de direita vieram para ficar.
O Wonder não conheço pessoalmente,mas já fiz um dueto com o Stevie.
ResponderEliminarNão é um comentário, mas uma nota. Talvez possa saber que coisa é esta. No site da feira de antiguidades de Maastricht aparece à venda - com uma nota vetted - um quadro de Cristóvão de Figueiredo, Ecce Homo, pintor da nossa Renascença, na Galeria Mendes (julgo que parisiense), oriundo colecção particular. Tudo legal e nos conformes?
ResponderEliminar(cont.)
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