sábado, 25 de julho de 2026

A responsabilidade política de Fernando Alexandre

 Houve quem visse na minha recusa total da ideia infantil que Fernando Alexandre optou pela sua ambição contra o interesse dos alunos uma tentativa de diminuir a responsabilidade política de Fernando Alexandre.

Não é essa a minha ideia, eu não tenho qualquer dúvida de que quando se perde uma guerra, a responsabilidades é dos generais, não é dos soldados.

O que recuso é a ideia de que o general quis avançar à custa da vida dos seus soldados, sem considerar os riscos, os ganhos e as perdas potenciais da sua vontade de avançar.

Fernando Alexandre é, inegavelmente responsável político pelo que se passou nos exames, quer pelos resultados positivos, quer pelos negativos e o que interessa é discutir seriamente uns e outros.

Quem entendia que haver poucos inscritos no primeiro dia era um sinal de desconfiança no sistema, não pode, cinco dias depois, com 70% do número de inscritos no mesmo período no ano anterior, dizer que afinal o número não tem importância (e eu acho que não tem, mas sempre disse que isso erra irrelevante).

Quem garantia que ia haver uma avalanche de reapreciações nos exames, por falta de confiança nas notas, e vê o número de pedidos passar de 2% para 3%, não pode agora esquercer-se do disse sobre o facto das reapreiações serem percentualmente baixas (sim, aumentar de 2 para 3 é um aumento de 50%, mas 3% continua a ser residual e não demonstrar qualquer falta de confiança nas notas dos exames.

Sim, Fernando Alexandre é politicamente responsável por ter mudado o sistema, e essa mudança se traduzir em melhorias substancias para o futuro, sendo também politicamente responsável pelo que correu mal.

Pelo que percebo, os custos têm vindo a ser minimizados para os alunos e os benefícios são largamente positivos, é por esse resultado que Fernando Alexandre é politicamente responsável (tal como todos os outros que estão fartos de inventar futuros negros que vão sendo paulatinamente desmentidos pela realidade  são politicamente responsáveis pelo alarmismo populista que está instalado).

18 comentários:

  1. O Festival montado pela Comunicação Social, á custa do ministro, simplesmente não tem razão de ser.

    É verdade que as coisas derraparam em alguns aspectos.

    O ministro certamente, terá sido dos primeiros a reconhecer, e depois ??

    Mesmo com algumas falhas não há mérito na tentativa de inovação, na origem da coisa ?

    E se se corrigiu e não resultou em mal nenhum para ninguém, onde está o crime ??

    Só que é evidente isso não ser importante, porque no fundo o que interessava, o que interessa sempre, é encalacrar o personagem mais a jeito, seja o da Spinumviva, seja pelo monte alentejano ou por uma digitalização falhada.

    O que interessa é montar a peixeirada com um máximo de berros e escândalo possível, na esperança que isso venda jornais.

    Por acaso não resulta, mas isso é o que menos importa

    Tristes






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  2. O Henrique é um sonso de primeira.
    Os exames causaram transtorno e caos na vida de milhares de pessoas e só não correu pior porque os professores - sempre eles - deram o corpo ao manifesto.
    Sou professor e estive dias inteiros à espera da chegada de itens para correção. Chegaram tarde a más horas e obrigaram a muitas cambalhotas logísticas.
    Muitos itens chegaram incompletos, outros chegaram em branco e houve itens que chegaram sem leitura.
    O processo foi mal gerido na fonte e espero que sirva de ensinamento ao ministério, uma vez que os professores já aprenderam a lição.

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    1. Confesso que não percebo o seu comentário.
      Sim, tudo o que diz é verdade e corresponde ao que escrevi em tudo o que escrevi sobre o assunto.
      Qual é a sua questão?
      O sistema é melhor ou não?
      Pode responder a esta pergunta, já que esteve a fazer classificação.

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    2. Sendo professor, não notou que alguns dos seus colegas, alguns arvorados em directores de escola, se fartaram de meter areia na engrenagem, com doses generosas de alarmismo?

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    3. O sistema é melhor se ... funcionar. Isso nunca esteve em causa.
      O que Fernando Alexandre demonstra é que não sabe liderar uma reforma administrativa - não não confia nos funcionários do ministério e nos serviços e tem um modus operandi baseado na pequena vingança e no castigo (não encontra quem tenha gostado de trabalhar com ele).
      Os factos mais importantes desta crise não se apagam:
      1- culpou terceiros pelo falhanço do sistema de digitalização
      2- lesou a vida dos estudantes, dado que há 300 exames por encontrar.
      Se acha que isto é coisa pouca, então não sei que mais dizer.

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    4. Resumindo, a situação depois do processo, ficará melhor, ou seja, a alteração de processos feita é benéfica para os próximos anos.
      É mentira que tenha culpado terceiros pelos problemas da digitalização, mas é um argumento tão estúpido que não lhe vou dar seguimento (como se o ministro fosse programador informático).
      Quanto aos 300 exames por reconstituir, explique-me devagarinho em que é que esses alunos são prejudicados.
      Quando forem reconstituídos (o que acontecerá nos próximos dias, ao contrário do sistema anterior em que também havia perdas de exames mas era impossível resolver em dias e, alguns, nunca se resolveram), os alunos podem ter boas notas, correspondentes ao que fizeram, podem ter más notas, correspondendo ao que fizeram.
      No primeiro caso podem pedir revisão de provas nas 48 horas seguintes a saber a nota e podem inscrever-se na primeira fase quando a nota for definitiva, independentemente dos calendários, logo, não são prejudicados.
      Se tiveram más notas, ou decidiram fazer exames na segunda fase, ou podem fazê-lo na época especial, logo, não são prejudicados (são ligeiramente beneficiados por terem mais duas épocas, em vez de uma, e mais tempo de estudo).
      Qual é o prejuízo, pode explicar-me objectivamente?

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    5. Eu trabalhei com o Fernando Alexandre e gostei muito de trabalhar. Todos os colegas que conheço que trabalharam ou trabalham com ele partilham a mesma opinião.

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    6. O instituto + liberdade deve estar a pagar bem. O Henrique está ceguinho, ceguinho.

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    7. Qual é o prejuízo?!? 300 exames perdidos é prejuízo para alguém...
      (A sua ginástica argumentativa é patética)

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    8. Não, a perda de um exame só é prejuízo se não for possível encontrar o exame, fazer a classificação e usá-la nos mesmos termos em que seria usada se o exame não se tivesse perdido

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  3. Um sistema, qualquer que ele seja, só é bom se funcionar.
    Neste caso tivemos um vendedor de banha da cobra que prometeu algo que não soube fazer. É indiferente se o processo é teoricamente melhor ou pior se está entregue a quem não o sabe aplicar .
    Junta-se o miserável aspecto de passa-culpas das ações do responsável.

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  4. Dizem que não tem nada a ver, mas este caso remete-me para 1996 e acho que tem muito em comum, que mais não seja pelo aproveitamento de quem está na oposição. Ora usn, ora outros, como numa dança de vira minhoto. Entretanto, quanto ao alarmismo das televisões, nos dias da divulgação das notas, vi um outro canal a partilhar opiniões e percepções de alunos e pais a menorizarem o assunto. Até correu bem, diziam, sorridentes. Já outros canais, cujas agendas (como o algodão) não enganam, mostram no mesmo contexto, pais e alunos a dizerem cobras e largatos. Talvez no meio esteja a virtude, mas mostra-nos que as televisões, e mesmo os chefes da orquestra da classe e dos políticos, quando querem, mostram apenas o que lhes interessa. A isto, sem delongas ou paninhos quentes, chama-se manipulação.

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  5. Dado que o teste piloto de Filosofia teve problemas, este ano deveriam manter o teste piloto, melhorando o que correu mal, em vez de avançar da mesma forma para todo o universo de provas. Não sei qual é a dificuldade em criticar o ministro por não o ter feito, em vez de andar a falar em sabotagens ou resistência ao processo.

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    1. Insisto na pergunta: por que razão diz que os problemas detectados no piloto não foram resolvidos ou acautelados?

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    2. Porque se repetiram!!!

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    3. Não, não se repetiram, a menos que eu esteja enganado. Pode dar exemplo de um problema detectado e considerado relevante que foi repetido?

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    4. Defina relevante. Defina erro. Defina prejuízo.

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    5. Relevante: o que tem peso, gravidade ou interesse para um assunto.
      Erro: Acção ou resposta que foge da exactidão ou da verdade.
      Prejuízo: perda de um bem ou vantagem.
      Agora que já lhe respondi, informo-o que não é de boa educação responder a uma pergunta com outra pergunta.
      Assim sendo, pode responder ao que lhe foi perguntado em vez de repetir afirmações sem qualquer base sólida?

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