Houve quem visse na minha recusa total da ideia infantil que Fernando Alexandre optou pela sua ambição contra o interesse dos alunos uma tentativa de diminuir a responsabilidade política de Fernando Alexandre.
Não é essa a minha ideia, eu não tenho qualquer dúvida de que quando se perde uma guerra, a responsabilidades é dos generais, não é dos soldados.
O que recuso é a ideia de que o general quis avançar à custa da vida dos seus soldados, sem considerar os riscos, os ganhos e as perdas potenciais da sua vontade de avançar.
Fernando Alexandre é, inegavelmente responsável político pelo que se passou nos exames, quer pelos resultados positivos, quer pelos negativos e o que interessa é discutir seriamente uns e outros.
Quem entendia que haver poucos inscritos no primeiro dia era um sinal de desconfiança no sistema, não pode, cinco dias depois, com 70% do número de inscritos no mesmo período no ano anterior, dizer que afinal o número não tem importância (e eu acho que não tem, mas sempre disse que isso erra irrelevante).
Quem garantia que ia haver uma avalanche de reapreciações nos exames, por falta de confiança nas notas, e vê o número de pedidos passar de 2% para 3%, não pode agora esquercer-se do disse sobre o facto das reapreiações serem percentualmente baixas (sim, aumentar de 2 para 3 é um aumento de 50%, mas 3% continua a ser residual e não demonstrar qualquer falta de confiança nas notas dos exames.
Sim, Fernando Alexandre é politicamente responsável por ter mudado o sistema, e essa mudança se traduzir em melhorias substancias para o futuro, sendo também politicamente responsável pelo que correu mal.
Pelo que percebo, os custos têm vindo a ser minimizados para os alunos e os benefícios são largamente positivos, é por esse resultado que Fernando Alexandre é politicamente responsável (tal como todos os outros que estão fartos de inventar futuros negros que vão sendo paulatinamente desmentidos pela realidade são politicamente responsáveis pelo alarmismo populista que está instalado).
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