Imaginemos que passaram três anos.
Trump confirmou a sua vocação TACO (Trump Allways Chicken Out), perdeu as eleições e o poder, e os Estados Unidos retiraram do Irão.
O bloqueio naval do EUA ao Irão pode ter sido rapidamente terminado, restabelecendo a normalidade no estreito de Ormuz (para quem acredita que as perturbações no estreiro de Ormuz são criadas pelos EUA, e não pelo Irão) e o fluxo comercial, normalizando os preços rapidamente, ou pode ter sido mantido mais tempo, resultando em perturbações durante mais tempo, com a consequente alta de preços de energia (embora longe da multiplicação por quatro dos preços do petróleo resultante do choque petrolífero de 1973, que se manteve mesmo depois do fim do embargo decretado pela OPEP).
Resumindo, o pior cenário da intervenção americana e israelita, do ponto de vista ocidental ter-se-ia concretizado.
Quais eram os efeitos que se podem imaginar nos três países envolvidos?
Para Israel, a situação seria, provavelmente, muito melhor que antes da intervenção porque os seus inimigos directos - os exércitos irregulares junto das suas fronteiras, financiados, armados e treinados pelo Irão - estariam com certeza enfraquecidos, não apenas pelas perdas que sofreram até hoje, como pelo facto do Irão precisar desesperadamente de refazer a sua base económica e militar, não tendo a mesma disponibilidade para apoiar os seus procuradores da guerra de destruição de Israel.
O Irão, que tem as suas capacidades militares muito diminuídas neste momento (sem defesa aérea, sem aviação, sem marinha e com grande parte da sua infraestrutura de produção de armamento com problemas), estaria com certeza muito fragilizado, até porque ao atacar os seus vizinhos alienou qualquer possibilidade de coordenar uma política anti-Israel eficaz, sem que a rua árabe se perturbe com isso. Admitindo que internamente haveria um reforço da linha dura, as fracturas internas do regime expostas pela intervenção militar americana e israelita tornam mais complicado o processo de decisão interna, o que é exarcebado pela crise económica resultante das necessidades de reconstrução das capacidades militares e industriais do país, ou seja, o Irão estaria muito mais frágil daqui a três anos.
Nos EUA, removido Trump, o principal risco que as opções políticas e militares criaram - o custo reputacional junto dos aliados - é facilmente resolvido por uma presidência que assuma que houve uma derrota americana, por responsabilidade de Trump, e decida de maneira diferente, de resto, materialmente, os EUA são muito pouco afectado por esta intervenção militar, no médio e longo prazo.
Esquecendo Trump, que é um fenómeno transitório, o que se pode imaginar, no caso de tudo correr mal para os Estados Unidos e tudo correr bem para o regime iraniano, o que é de esperar, daqui a três anos, é um Irão enfraquecido, Israel com mais opções e os Estados Unidos mais ou menos na mesma no seu braço de ferro com a China.
Confesso que se retirarmos Trump da discussão, admitindo que só fez asneiras que lhe vão custar caro, pessoalmente, não vejo como se possa dizer que a intervenção americana e israelita, para além de perturbações económicas passageiras, tenha sido negativa para os americanos e israelitas, e positiva para o regime iraniano.
ResponderEliminarComo é que o Henrique sabe tudo isto?
Eu diria que não sabe. Julga saber, afirma saber, mas não sabe. O Henrique ouve as histórias que os dirigentes e/ou os serviços de informações (ou desinformações) americano e israelita lhe contam, e acredita.
Eu diria que o Henrique deveria olhar para os factos observáveis e não para histórias. Os factos observáveis são que o Irão mantém a capacidade de manter fechado o estreito de Ormuz, e que os EUA recuaram na sua intenção de recomeçar a guerra. Esses dois factos sugerem que é o Irão quem se encontra na mó de cima, e os EUA na de baixo.
Com ou sem Trump , o problema dos EUA mantém-se : a "salsada" rácica, religiosa e ideológica , aparentemente(?) sem solução...
ResponderEliminarTo be or not to be...WASP.
Juromenha
ResponderEliminarNos EUA,[...] o principal risco que as opções políticas e militares criaram - o custo reputacional junto dos aliados
"reputacional"???!!!
O principal risco criado é económico, não é reputacional. É um risco muito palpável de ficar sem gasolina para o avião ou o automóvel, e sem fertilizante para o campo agrícola.
ResponderEliminarEu vejo o seguinte cenário.
Os EUA mostram-se incapazes de desbloquear o estreito de Ormuz. Este fica nas mãos do Irão. Por conseguinte:
1) Os EUA perdem as suas bases navais no interior do Golfo Pérsico (no Catar, etc).
2) Israel perde a capacidade de atacar o Irão, por receio de que este retalie fechando o estreito de Ormuz.
3) Os EUA perdem a confiança dos países árabes em como os EUA garantem a sua segurança. Esses países árabes vêem-se forçados a orientar-se para a China, Rússia e Irão no sentido de garantir a sua segurança.
4) O mesmo acontece com países terceiros, tipo bálticos, que atualmente vêem os EUA como garante da sua segurança mas que subitamente se apercebem de que o poder militar dos EUA tem limites.
5) O Irão cobra uma taxa a cada navio que deixa atravessar o estreito de Ormuz, dessa forma encarecendo todos os produtos do Golfo Pérsico (exceto os iranianos, claro).
a nossa crise é de combustível e não energética.
ResponderEliminaronde estão os ambientalistas que levaram políticos a evitar a probabilidade de encontrar crude e gás no espaço português?
deviam andar a puxar os veículos indispensáveis.
Sim, não sei, mas manter o estreito de Ormuz fechado não exige grandes meios, logo, não demonstra coisa nenhuma sobre as capacidades militares do Irão.
ResponderEliminarNão me parece que esse risco exista, daqui a três anos, que é sobre isso que o post discorre
ResponderEliminarA mim não me parece nada plausível que daqui a três anos o Irão consiga ter o estreito de Ormuz totalmente controlado, com todos os prejudicados (que não inclui os EUA) a ver.
ResponderEliminarA acção da administração Trump pode e deve ser também analizada de outra forma.
ResponderEliminarSabemos que a Constituição iraniana em vigor, criada por um sistema religioso shiita, expressamente menciona como mandatória a distruição do pequeno e do grande Satã, Israel e os EUA. A Constituição iraniana dos ayatolas.
Essa necessidade religiosa de destruir esses inimigo vinculou, de forma permanente, aytolas e a metade da população iraniana de origem persa. Sabemos que o regime foi reforçando a suas capabildades militares, em armamento e estruturas claramento ofensivas, tendo como alvo também os seus vizinhos, sunitas, como se constatou, numa animosidade que data dos tempos da morte do profeta, apoiada pelos interesses na exploração do ouro negro.
Anteriores presidentes dos EUA contiveram, compraram ou ignoraram o hostil, mandatório texto constitucional araniano, mesmo perante a patente criação do enrequecimento de meios de armamento nuclear e agressivos mísseis de longo alcance. Acrescente-se o apoio aos aguerridos Hezbola e Hutis, shiitas também.
A influência de Israel na preparação e início de esta acção militar Trump/EUA só por si não seria suficiente. O motivação mais forte é, ou parece ser, as iniciativas chinesas sobre o petro-dolar, Panamá, Venezuela... O calcanhar de Aquiles chinês é a energia.
O Irão dos ayatolas já acabou. Agora no Irão internamente os diferentes grupos militares e civis estão no seu PREC e ... a ver vamos.
ResponderEliminarÉ claro que a tecnologia militar evolui, por vezes rapidamente, mas o facto é que, na atualidade, ninguém parece ter capacidade militar para reabrir e manter permanentemente aberto o estreito contra a vontade do Irão, sem gastar com isso, de forma continuada, muito dinheiro e muitos soldados.
A derrota dos EUA já está consumada. Quando a maior potência militar do mundo, inclusive a maior potência naval, não consegue impedir que o inimigo com pequenas lanchas domine o tráfego num estreito de mar; não consegue garantir a segurança das suas bases na região, - tendo até que recorrer a tecnologia ucraniana para contrariar os ataques iranianos- ; não consegue subtrair do inimigo 400 kg de urânio enrriquecido; não consegue anular na totalidade a capacidade bélica do inimigo no que diz respeito à principal ameaça que são os mísseis balísticos; perdeu totalidade a credibilidade e a confiança dos seus aliados na região; dificilmente consegue segurar o seu pitbul, Israel; está longe de operar uma mudança de regime no Irão, arrisca-se mais a provocar uma guerra civil de consequências incalculáveis para a estabilidade da região e por fim abre caminho para o seu grande adversário, a China, a ocupar o espaço vazio depois da inevitável retirada mais ou menos vergonhosa, a derrota é esmagadora. Trump é certamente passageiro, mas a moça que está a provocar será tudo menos passageira para os EUA.
ResponderEliminarExcelente análise, factual e imparcial.
ResponderEliminarOs USA emitem a Moeda Utilizada nos Pagamentos Internacionais e por via disso, a Moeda Dominante no Ocidente.
ResponderEliminarEnquanto está Situação se mantiver a posição hegemónica dos USA estará sempre assegurada
Mas as Economias do chamado Sul Global, começaram a movimentar-se, no sentindo de agrupando e negociando em Termos de Bloco Único, obterem assim, vantagem negocial.
Se conseguirem, e parece que é só uma questão de tempo, então grandes mudanças ocorrerão, sendo a principal o surgimento de uma moeda alternativa de Pagamento e respectivo adeus á hegemonia do dólar.
ResponderEliminarDaqui a 3 anos Trump não irá a eleições. Supostamente.
Quanto ao resto, impossível saber. Há uns meses a capacidade nuclear iraniana estava obliterada, e afinal hoje existe e é mais perigosa que nunca. Por isso a incapacidade militar do Regime, que não perturba os EUA mas é uma ameaça aos aliados da Península Arábica, é uma incógnita.
O que é que o Irão ganha em ter o estreito fechado durante três anos?
ResponderEliminarSim, é o pressuposto do post: os EUA são derrotados.
ResponderEliminarAo fim de três anos, o cenário é que descrevi, nesse caso.
O Irão não está melhor, os outros dois estão.
Sobre isto, tem alguma coisa a dizer?
Não discuti a capacidade nuclear do Irão, mas tem dúvidas de que a capacidade militar do Irão é hoje muito menos do que era quando começou esta guerra?
ResponderEliminarSe a entidade que responder for um Iraniano, racional e interessado no Progresso e Futuro do Irão é uma coisa, se for um daqueles malucos com uma coisa na cabeça, é outra
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ResponderEliminarO que é que o Irão ganha em ter o estreito fechado durante três anos?
Não ganha nada, nem eu creio que tal vá acontecer.
O que escrevi é que provavelmente durante os próximos três anos o estreito ficará "nas mãos do Irão", isto é, sob o seu controle. Isso quer dizer que o Irão permite ou proíbe a entrada e saída de navios, provavelmente cobrando uma taxa por cada navio que entra ou sai, exceto àqueles que provêm de, ou se destinam a, portos iranianos.
Portanto, o estreito estará aberto, mas pagará uma portagem, e ademais o Irão manterá a ameaça de, a qualquer momento, se alguém o atacar, bloquear o estreito.
Com o estreito sob o controle do Irão, as bases navais dos EUA no interior do Golfo Pérsico serão abandonadas, o que diminuirá substancialmente a capacidade de manobra da marinha dos EUA naquelas bandas (por não ter postos de reabastecimento, descanso das tripulações, reparação dos navios, etc) durante alguns anos pelo menos.
Tudo isto forçará os países árabes do Golfo a terem mais atenção à sua boa relação com o Irão, em detrimento da com os EUA, para garantia da sua segurança. Esses países sabem doravante que, se se portarem mal, o Irão tem uma capacidade séria de destruir importantes infraestruturas suas, sem que os EUA sejam capazes (ou tenham vontade) de os defender eficazmente.
ResponderEliminartem dúvidas de que a capacidade militar do Irão é hoje muito menos do que era quando começou esta guerra
Sem dúvida que é - só que a capacidade militar dos EUA também o é.
O arsenal de mísseis dos EUA é finito, sobretudo tendo em conta que os EUA precisam de guardar a maior parte dele para uma eventual guerra com a China. Nos jornais americanos tem havido abundantes especulações de que o Pentágono está seriamente preocupado com o rombo que esse arsenal sofreu nas recentes duas (curtas) guerras contra o Irão, e nada desejoso de afetar ainda mais esse arsenal.
Além do arsenal de mísseis de ataque, o arsenal de mísseis defensivos também está periclitante, o que implica que a segurança da Ucrânia e de Israel contra o ataque por mísseis está cada vez mais reduzida.
Muitos comentadores partem da suposição (implícita) de que as capacidades militares dos EUA são infinitas. Não são.
As capacidades industriais dos EUA também estão muito delapidadas, e esse país é hoje incapaz de produzir mísseis, para repôr o seu arsenal, à velocidade que seria necessária.
O Irão certamente se tornará mais extremista, menos cooperante e apesar de ter sofrido graves danos, irá recuperar sempre com o apoio russo e chinês. Continuará o seu programa nuclear - agora mais do que nunca - e fará do estreito um activo estratégico. Se a política americana nos últimos anos no que diz respeito à contenção do problema nuclear iraniano, foi um fracasso - apesar do acordos, o Irão perigosamente consegui enriquecer toneladas de urânio - a tentativa de Trump para impedir a emergência de uma nova potência nuclear na região, foi um autêntico desastre, político estratégico e económico. Nada de novo na conhecida coboiada americana: entrar a correr aos tiros sem fazer a mínima ideia de como irá terminar o tiroteio.
ResponderEliminarEste postal tinha 18 comentários cerca das 18h.
ResponderEliminarNem HPS nem os comentadores disseram alguma coisa sobre a Europa, o que até faz sentido porque a acção da Europa neste conflito tem sido só uma: retórica.
E compreende-se: endividada, sem desígnios comuns, sem poder militar sólido, com crescimentos económicos anémicos e, pelo contrário, relativista, cheia de normas, burocracia e ruído interno, só lhe resta fazer o que tem feito: «sentar-se no sofá» e perorar.
Onde estará daqui a 3 anos?
Sim, tenho. E daqui a 3 anos, ainda mais.
ResponderEliminarEu também não discuti a capacidade nuclear do Irão.
È impressionante como as pessoas entre as quais as de esquerda seguem o pensamento colonial de que só o que conta somos nós mudando apenas o sinal. De sinal positivo para sinal negativo.
ResponderEliminarNote-se como o argumento - pois negativo e por isso escolhido- é a nossa economia.
Não falam da economia do regime dos ayatollah e de como está dependente do petróleo. Se não vendem o orçamento cai para metade mais a destruição industrial.
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ResponderEliminarE até capaz que esteja, mas pode ser recuperada.
Enquanto houver vontade ou seja enquanto houver regime.
ResponderEliminarEsta é hilarante. Percebo como não querem que regime caia.
Ora bem. Mas partir do momento em que jornalismo ocidental é activista por isso anti ocidental o nosso suicídio está assegurado.
ResponderEliminarÉ um desejo bonito. Apenas.
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ResponderEliminarOnde estará [a Europa] daqui a 3 anos?
Na fossa. No charco. Na lama.
A Europa é servida pelos dirigentes mais incompetentes que alguma vez terá tido. Enterraram-na na Ucrânia, uma aventura sem sentido, fazendo-a cortar relações com a Rússia - uma relação que era vantajosa para ambas as partes.
Agora a Europa não passa de um vassalo dos EUA, único país que lhe pode fornecer energia em quantidades substanciais, mas que o faz a um preço suficientemente alto para que a Europa esteja condenada à decadência.
A única dirigente política de algum peso que parece querer lutar contra este estado de coisas é Giorgia Meloni. Os outros, são cada qual pior do que o seguinte.
Tal como os EUA marcham hoje às ordens de Israel, a Europa marcha às ordens dos países bálticos. São dois casos em que é a cauda quem abana o cão.
Fica nas mãos do Irão e os outros todos prejudicados (que não inclui os EUA, nem Israel) ficam a ver, é isso?
ResponderEliminarTrump foi a melhor coisa que aconteceu à Europa.
ResponderEliminarMesmo assim ainda há uns quantos bruxelistas que não acordaram.
Resumindo, a destruição e o capital necessário para a recuperação são irrelevantes para o que se vai passar nos próximos três anos, mantendo o Irão a sua política de financiar, armar e treinar os exércitos irregulares da região (os maiores do mundo) que lhe têm permitido ganhar preponderância na região, é isso?
ResponderEliminarResumindo, o Irão deixou, durante um mês, a aviação hostil de dois países passear impunemente no espaço aéreo do Irão, por opção própria, e não por fragilidade.
ResponderEliminarE também é por opção própria que não tem reagido ao bloqueio económico a que está sujeito, e não por fragilidade militar.
ResponderEliminarA relva foi aparada. Vai crescer outra vez. Décadas de sanções não impediram a resiliência do Irão. A destruição é real mas o conhecimento e a vontade continuam os mesmos. É irrelevante se vão ser 3 ou 5 anos. Enquanto existir xiismo radical e sionismo radical não vai haver paz no médio oriente. O poder das armas está nas mãos dos radicais e o ódio mútuo não tem 3 anos. A cada ano redobra de intensidade. A história desta região é feita de desequilibrados, de desavenças, de incompatibilidades, de violência, de ódio e de vingança. Os cessar fogos são curtos e frágeis e os acordos de paz são apenas miragens. 3 anos são um piscar de olhos para a velha realidade do médio oriente : Guerra.
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ResponderEliminaros outros todos prejudicados ficam a ver, é isso?
É. Ficam a ver, porque nada podem fazer.
Então mas o cowboy da casa Branca não tinha obliterado tudo ?
ResponderEliminarEstá a dizer que se um país tomar águas internacionais como suas, e proibir o trânsito sem pagamento de portagem, os outros países ficam a ver?
ResponderEliminarNão existe precedente, mas não se pode dizer que seja uma impossibilidade.
No entanto, se um armador resolver embarcar uma força de segurança privada para se defender de piratas que assaltam navios sem base legal, tem mesmo a certeza de que um país cuja marinha de guerra se reduz, actualmente, a umas lanchas rápidas, vai mesmo fazer afundar o navio, sem provocar reacções?
ResponderEliminarA capacidade militar convencional do Irão não impediu os ataques prévios. Ou deixaram-se bombardear por opção própria?
Perderam capacidade de atingir alvos na Arábia? De bloquear o estreito? Estão assim tão frágeis?
CLaro que são uns simplórios quando comparados com os americanos. E mesmo Israel. Mas já o eram.
Mas percebo que tenha mais dados concretos sobre a real capacidade militar iraniana...
ResponderEliminarNão existe precedente, mas não se pode dizer que seja uma impossibilidade.
Parece não ser.
A propósito, já se discutiu no Ocidente a possibilidade de a Dinamarca fechar os estreitos dinamarqueses a navios vindos de portos russos.
se um armador resolver embarcar uma força de segurança privada para se defender de piratas que assaltam navios sem base legal
Quando um armador fizer isso, logo veremos o que o Irão fará. Por algum motivo, até agora nenhum armador o fez...
Subscrevo na íntegra.
ResponderEliminarExcelente texto
Você faz me lembrar na guerra fria aqueles que por cá tinham esse tipo de opiniões.
ResponderEliminarUma pergunta simples a defesa aérea do Irão abateu quantos aviões Vs numero de ataques feitos?
ResponderEliminarProvavelmente não. No entanto foi o único que fez e faz alguma coisa sobre o assunto.
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ResponderEliminarhttps://youtu.be/m_S_1Q5bxB4?si=9UKOGbOVpAgCZy4q
Penso que percebe a diferença entre discutir possibilidades e fazer.
ResponderEliminarPenso que também percebe a diferença entre ter a navegação perturbada umas semanas e tê-la perturbada três anos como situação estabilizada.
A dormitar depois do jantar
ResponderEliminarTambém ninguém imaginaria que ainda houvesse pirataria na Somália, e por cá andamos
ResponderEliminarConclusão a tirar de um texto sobre previsões a 3 anos: só há uma correcta.
ResponderEliminarAmbos ps lados aceitam voluntários. Força nisso, ou fica-se pelo activismo de sofá, como qualquer outro woke?
ResponderEliminarSe o Irão estiver reduzido a fazer pirataria como alguns grupos na Somália, parece-me que não estará de muito boa saúde
ResponderEliminarO que escrevi não tem uma única previsão
ResponderEliminarÉ "um desastre moral e ético" que depois da explosão, não explicada dos gasodutos Russos, que traziam gaz barato possibilitando uma Indústria Europeia Competitiva, passou a ter de Importar Gaz Americano caro.
ResponderEliminarIntrigante o desinteresse geral, Comunicação Social incluída, em investigar e esclarecer, quem esteve por detrás das Explosões e Porquê ??!!!