"Dentro da Igreja, há quem dissimule não ter poder nenhum. Excepto — repito — o de publicar nos grandes jornais e possuir jornais online, e ser aqui e ali convidado para a Corte. Ou melhor, para a TV. São quem domina a agenda eclesial. Simulam, também, docilidade ao Evangelho quando o que se ouve é apenas mundo e tudo o que o mundo projecta sobre a Igreja. Reconhecem-se nesses que têm que começar os seus discursos com actos de fé “eu que, aliás, sou católico...”. Lançam-se no típico discurso dos escribas: encontrar a salvação, não na ignominia da Cruz, mas na adesão cidadã à opinião dos Príncipes."
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No centenário da "Revolução Nacional"
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Correctíssimo. Os "príncipes" adoram esses personagens. "Birds of a feather...".
ResponderEliminarMuito bem visto. Esta é uma realidade do dia a dia que necessitava ser desenvolvida e apontada com vigor e convicção.
ResponderEliminarse a Igreja indemniza vou-me inscrever como vítima de abusos
ResponderEliminarO texto é bonito, mas não leva em consideração que os princípios do Estado de Direito não são para aplicar à Igreja e aos padres. No programa do Araújo Pereira (um sujeito que tendo a apreciar), vi ser gozado um padre que foi julgado e condenado em Tribunal, por abuso de menores, há oito anos, que cumpriu a sua pena (suspensa), que foi avaliado e é acompanhado psicologicamente, que teve as suas funções limitadas, mas que, para os novos "humanistas", terá ser condenado outra vez (sem a maçada de um julgamento) e sancionado com a pena perpétua de expulsão do sacerdócio, entendam o que entenderem os fiéis. Para estes "humanistas", "ne bis in idem" deixou de ser latim, passou a ser grego, porque já não se lê.
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ResponderEliminarJoão Távora, já escrevi que o considero falho de luz, de brilho, mas nunca de lealdade, de sinceridade. O texto publicado neste Corta-Fitas vem da Caparica; porquê e por quem?
Uma crónica mal-embrulhada.
Cumprimento