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Ontem quando fazia um zapping inadvertidamente ao final da noite calhou-me ouvir uns minutos do Eixo do Mal, quando Clara Ferreira Alves, Daniel Oliveira, Luís Pedro Nunes e Pedro Marques Lopes peroravam alarvemente indignados com a atracção exercida pelos rituais da monarquia britânica nas “audiências” (o povo?) das televisões nacionais. Tudo isto a propósito das exéquias da rainha Isabel II que vêm sendo transmitidas em directo nos noticiários nacionais, um fenómeno absolutamente incompreensível para a superioridade “republicana” deste painel. O que mais me admirou foi a repulsa uníssona de que nem a Clara Ferreira Alves, a quem reconheço mais um dedo de testa e de bagagem cultural que os restantes, escapava. Chocou-me principalmente o Luís Pedro Nunes, que mal sabe falar. Mas o que mais me impressiona é o decadente espectáculo de autocomplacência daquele lamentável grupo de "comentadores", cúmplice na vacuidade e na insolência, que é o reflexo das elites com que se vai promovendo a mediocridade nacional. Dali foram certamente beber um copo a um bar chique, longe das malcheirosas “audiências” que tanto desprezam, e a gritar vivas à república. Ainda vão conseguir afastá-las de vez.
tive o desprazer de conhecer o lopes há cerca de 40 anos
ResponderEliminaralarvemente é demasiada delicadeza
ResponderEliminarPessoalmente, nem o do Eusébio (isto é uma figura de estilo, não estou a comparar o Rei à Rainha), quanto mais o da Isabel II de Inglaterra (não, não é "a rainha"). Haverá quem goste... também há quem goste de BB, de parar na AE para ver os acidentes, cada um é como é. Não me arvoro de educador do povo. Alguma elite intelectual ambiciona sê-lo. Respeitam o povo, mas tal como aqueles benfeitores católicos que criticam, têm-no como algo inferior, que precisa de orientação.
Há um ponto que me parece mais ou menos acertado, a cobertura jornalística deste, e outros acontecimentos, excede tudo o que é aceitável, são horas a encher chouriços, analistas e comentadores vários, directos intermináveis, horas a falar sobre nada ou a repetir o que foi dito 4 minutos atrás. A TV ainda não se adaptou a isto do 24/7, e das audiências ansiosas por "notícias" mas com intervalo de atenção cada vez mais reduzido.
ResponderEliminarNão é o programa que não gosta de audiências. É um programa que gosta de audiências diferentes.
A televisão é plural: transmite programas para diferentes audiências. Os miúdos vêem o Nodi, as mulheres a telenovela, os homens o futebol, e os velhinhos nos seus lares, e os doentes nos hospitais, vêem o funeral da rainha. Cada programa têm a sua audiência, e cada pessoa diz mal dos programas que os outros vêem.
Não sei como Balsemão tolera tamanha mediocridade durante tantos anos.
ResponderEliminarDesta vez concordo com o "balio".
ResponderEliminarNum país cheínho de idosos, o mais cheínho da Europa, são estes que marcam o compasso das audiências e estas são a única preocupação das televisões, porque são a única faixa etária que está ali todo o dia a olhar para aquilo.
Já no tempo do "covid" era a mesma coisa porque dirigido aos temores da mesma faixa etária, que dali não saía à espera de saber se ía sobreviver ou não.
A televisão é plural de acordo com os variados públicos. Sem dúvida e é assim que deve ser. Ninguém está a defender o contrário, Balio. O problema não é, portanto, esse.
ResponderEliminarO problema do Eixo do Mal é que "tombam" todos para o mesmo lado. Ali não há a pluralidade que era suposto existir num programa com estas características, de debate, de confronto de opiniões e de ideias. Nada disso acontece. Reconhecia qualidades intelectuais à Clara Ferreira Alves e apreciava-lhe o espírito independente mas até ela perdeu o interesse e já não salva no programa. Estão sempre de acordo e praticamente repetem-se como eco uns dos outros. Também não há contraditório, ninguém se compromete, todos se instalaram num "cinzentismo" de uma previsibilidade confrangedora. Há anos que sou espectador assíduo, deste programa, ainda com o Alberto Pimenta, o Nuno Júdice, o .?.? Coimbra cujo 1ºnome não me recordo neste instante. Mas hoje parece-me que o Eixo do Mal perdeu a frescura e se tornou, ele mesmo, o reflexo da penúria deste país: é um programa que não entusiasma, pobre e desinteressante, diria quase indigente (de ideias). Tudo ali tem ar de fim de festa. (Mas confesso que pouco vejo para me poupar àquele homenzinho maleável e luzidio como um boneco de loiça, uma espécie de "faz-tudo" que é despachado a "comentar" a todo o lado como o arroz doce que vai a todas as mesas).
Este episódio foi uma farsa.
ResponderEliminarEles tinham razão numa coisa: o tratamento comunicacional foi excessivo e acrítico. As suas observações é que foram longe demais. Aquelas longas filas de luto ninguém as encenou. É inveja má? Ignorância atroz? Não sei bem. Acham que a democracia só é possível aqui no burgo, na atmosfera das selfies e das contínuas ingerências do chefe de estado na vida do país. São pobres, tão pobres… God save the King - and our people, if possible!
"Os miúdos vêem o Nodi,
ResponderEliminaras mulheres a telenovela,
os homens o futebol.."
E cada sachadela sua minhoca.
Mas olhe que os programas não são escolhidos a dedo por causa das audiências serem maioritariamente de "velhinhos"... Exclua os idosos desse seu raciocínio, que a culpa das escolhas não é deles. Certamente eles não são o público-alvo de programas-lixo como o BB e outras zurrapas e salsifrés que servem aos restantes portugueses. Entre eles, já agora, o monocromático e um pouco decadente "Eixo do Mal" que já viu melhores dias...
ResponderEliminarSe os programas são de baixa qualidade (subentende-se do seu comentário) é porque a mediocridade medra no país. Há programas em canal aberto feitos para um público-alvo específico: em geral têm como característica comum serem consumidores . Não porque sejam destituídos de raciocínio e de compreensão, mas porque são pessoas que contam os magros trocos dentro da carteira e "sobem que sobem, sobem a calçada" ao fim do dia e estão cansadas. Sublinhe-se que pertencem a uma faixa sociológica que corresponde a uma percentagem muito elevada da população portuguesa, infelizmente. São portanto estes que marcam o compasso para atraírem as elevadas audiências.
E como isto anda tudo ligado (como diz o outro) convém tirar daqui as devidas ilacções: o PS (que faz o seu trabalho de casa) também sabe que é aqui que está o "seu nicho" de audiências e consumidores (leia-se eleitores e demasiado cansados para pensarem). O PS sabe como "trabalhá-los" _ não deve ser difícil: o PS dá _ e depois eles dão as maiorias ao PS. Não é mau negócio... Convém pois, manterem-nos assim, nesta situação. (Elevador social??? Qual quê!) E deste modo perverso perpetuam o ciclo vicioso: dependentes, pobres e agradecidos. Sabem-na toda.. ah! pois!
Se Balsemão tolerou que Nicolau Santos continuasse a dirigir o seu jornal de bandeira após aquele instar a que ouvíssemos Artur Baptista da Silva, porque não toleraria este painel escatológico? Para Balsemão, a Impresa não é um projecto de jornalismo - é um projecto de influência política.
ResponderEliminarJá dizia coisa parecida o velho guru das esquerdas, o avô Marx, que dar esmola é atrasar a revolução. Portanto, a Paz na Terra entre os Homens e a Boa Vontade da CS (não vá ela lembrar-se de escrutinar o poder...)
ResponderEliminarÉ caso para dizer do PS: cabecinhas pensadoras!...
Não conhecia.
ResponderEliminarAssim a distância parece não cumprirem quotas,uma senhora para nem sei quantos espermatófitos. Ninguém protestou talvez por serem cotas irremediáveis.
Josezinha.
Não vejo o Eixo de Mal, portanto não posso comentar sobre os seus méritos ou defeitos. O meu comentário foi sobre as audiências televisivas, não sobre o Eixo do Mal.
ResponderEliminarAinda existe gente com o nome "Távora" nos dias de hoje? Se gosta de monarquia, pode sempre emigrar para o Reino Unido. Lá não há república... ou marquês de Pombal.
ResponderEliminarA queixar-se numa República que a maioria das pessoas são republicanas... Excepto na Internet onde os bloggers e trolls fãs de incesto estão sempre a postos para comentar. Viva a República!
ResponderEliminarSimples boçalidade , por muito "air du temps" que lhe apliquem...
ResponderEliminarSegundo o notável e seguro linguista Maomé Baila Bá a bosta estará por todo o lado: no povo e nas TVs que ele paga.
ResponderEliminare o que eles odeiam as redes sociais? ui, só eles é que podem comentar, o cidadão comum não tem o direito de o fazer.
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