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Bolsonaro e Lula são lamentáveis excrescências democráticas e modernas de que ninguém civilizado em Portugal ou no Brasil verdadeiramente gosta de assumir "paternidade" histórica.
Bem esteve o presidente da Câmara Municipal do Porto Rui Moreira ontem em directo do Brasil na SIC a "desinfectar" essa aparente ferida, dando ecos da cerimónia da entrega por si ao Chefe de Estado brasileiro do coração do imperador D. Pedto I daquela grande e desconcertante nação inventada pelos portugueses - a única bem sucedida monarquia da América Latina. Este foi cedido pela edilidade no âmbito da relação entre dois estados soberanos e irmãos, não por especial favor a nenhum dos candidatos presidenciais. Pena que não tenha havido espaço na entrevista para a contextualização da pertença ao Porto da relíquia - são mais os brasileiros em romagem à Igreja da Lapa que os portuenses, que mal conhecem a história da sua Cidade Invicta na Guerra Civil entre liberais e tradicionalistas.
Já o estranho culto a um órgão humano conservado em formol numa espécie de cálice, é uma modernice idolatra. Os mais antigos só se ajoelhavam a Deus, nunca aos seus iguais. A história não é só progresso...
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ResponderEliminar"é uma modernice idólatra"
ResponderEliminarOu o autor aderiu a uma confissão cristã protestante ou simplesmente desconhece a história do culto às relíquias dos mártires da Igreja.
Desde quando é que o culto dos Santos da Igreja tem paralelo com o culto das personalidades políticas? Basta conhecer a toponimia das nossas cidades para perceber que é com o iuminismo que se começam a venerá-las. O Estado que se dubstitui à religião.
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