Sobre o caso dos cartazes do PS com testemunhos de desempregados, já o dissemos há dias: não passariam de um faits divers sem importância se as pessoas não acreditassem que nas eleições de 4 de Outubro o que está realmente em jogo é competência na gestão de uma crise que não está ainda sanada. Agora, gostaria de conjecturar sobre as causas de tanta incompetência e descuido em matéria tão sensível como a comunicação. Suspeito que a resposta seja muito simples, que tenha afinal que ver causas orçamentais e o velho erro de se subvalorizar as questões de comunicação. Confesso que como profissional, tenho a experiência de me ver obrigado a malabarismos na tentativa de adaptar um projecto a limitações financeiras impostas pelo cliente. Nunca até hoje nada de grave aconteceu porque sempre soubemos dizer “não” quando os resultados dum projecto eram demasiado ameaçados, continha demasiados riscos. Acontece que “queimar etapas” e prescindir de recursos pode resultar na perversão total dos resultados pretendidos: uma ideia tem de ser bem testada em grupos de trabalho devidamente adequados e os riscos éticos, políticos e legais na sua implementação (nada impede a utilização de figurantes voluntários) devidamente acautelados. Por exemplo, parece-me de bastante evidente que um adulto na força da idade, profissionalmente habilitado e socialmente integrado não goste de se confrontar em cartazes gigantes, assumindo cinco anos sem trabalho, e decididamente os "voluntários" não foram devidamente (por escrito) informados sobre os termos e consequências da sua colaboração. Já a questão da data e dos números referentes ao desemprego, é um erro decorrente de uma narrativa política equívoca em si mesma - o desemprego disparou em plenas funções do governo socialista e não há como fugir desse facto. O melhor mesmo é não se brincar com os números nessa matéria.
Finalmente umas palavras sobre o “não caso” dos cartazes da coligação por desforra agora denunciados por fontes socialistas nas redes sociais: ao contrário do provérbio popular, o gosto pode-se discutir, mas comparar a utilização autorizada de imagens em distribuição comercial, adquiridas legitimamente (mesmo que sem exclusividade) nos chamados “bancos de imagens” com o caso dos falsos testemunhos dramáticos na primeira pessoa por (in) voluntários da Junta de Freguesia de Arroios, é comparar a beira da estrada com a estrada da Beira. Não, não foi mau gosto, foi uma enorme salganhada fruto de duma incompetência que marcará indelevelmente a campanha eleitoral de António Costa.
Publicado originalmente aqui
Imagens: Observador
brilhantemente abrilhantinar a campanha
ResponderEliminar'o baile vai ser abrilhantinado pela presença dum monhé'
Este Brilhante Dias consegue ao menos ser civilizado no único sítio onde é visivel: nos debates televisivos. Mas pelos vistos também é um "utilizador das redes sociais".
ResponderEliminarEste brilhante cada vez brilha menos.
ResponderEliminarFazer uma comparação dos cartazes do PS que se serve de pessoas, para as por a afirmar coisas que as próprias nunca afirmaram, com os da coligação que pagou os direitos de imagem para usar uma foto para simplesmente ilustrar um cartaz, é no mínimo muito pouco inteligente, mas já há muito que se sabia que a inteligência não abunda por esses lados.
Os cartazes são o espelho do estado das campanhas e dos respectivos partidos. O PS mostra ser o que sempre foi: um partido trafulha, incompetente e trapalhão. Já a campanha da coligação é mais profissional, focada e ciente do estado do espírito dos portugueses, que nesta altura passam pelo melhor período dos últimos cinco ou seis anos e querem passar umas férias sem pensar em política.
ResponderEliminarA partir de Setembro é que as coisas vão "aquecer" do lado da coligação. O PS queima os últimos "cartuchos", sendo que a única coisa que lhe vale é a boa imprensa do seu secretário-geral, daí terem passado a centrar a campanha nele, depois das cenas dos cartazes que evidenciaram como o partido é incompetente, desorganizado e mentiroso. Mas o PS conta ainda com a ajuda da UTAO, do bastonário da Ordem dos TOCs, dos sindicatos da função pública e das empresas públicas, das redacções amigas, dos "bombeiros" para quem só nos últimos quatro anos é que há incêndios, entre outros. Estes podem fazer campanha pelo PS à cara podre, já o governo não pode dar boas notícias senão é eleitoralismo.
Gozemos as férias e deixemos o Costa para quem o aturar, e cada vez são menos...
ResponderEliminarRefiro-me ao partido que só não levou o país à bancarrota porque a Troika emprestou dinheiro a Portugal. Chega?
ResponderEliminarproxenetismo
Que confusão!! Este comentário é meu...
ResponderEliminarRealmente, como se não houvesse outra maneira senão impôr a um país um modelo teórico em excel, produzido por neoliberais que não conhecem a vida real das pessoas.
ResponderEliminarHumilhar um país, pondo-o de joelhos perante a ditadura dos "credores", a inevitabilidade de um programa de austeridade cego, de cortar a direito, obrigando a emigração em massa, recomendada pelo próprio primeiro-ministro!!!
Sujeitando-o às "visitas" dos três reis magos com aquele ar de quem engoliu um garfo antes de embarcar.
Mais o querido Dr. Moedas a dobrar a espinha perante tais indivíduos.
E não confunda o PS com o engenheiro e respetiva tralha, nomeadamente Lurdes Rodrigues.
E não esqueça ainda, apesar da incompetência do personagem citado, o raspanete dado pela vossa adorada Merkl ao lamentável então novo primeiro ministro Passos Coelho.
Você tem alguma avença? Se não tem, parece, sendo tão prolífico em comentários.
ResponderEliminarÉ a proliferação de comentários.
ResponderEliminarEste pobre xuxa além de chalado não demonstra ter um pingo de vergonha na cara. Então não foi o enxoviado 44 quem meteu o país na bancarrota? Não foi esta coligação que mandou embora a troika e voltou a pôr Portugal nos carris?
ResponderEliminarEste trapaceiro xuxa apenas merece desprezo; em alternativa, um par de estalos no focinho.
vejo que a sua cabeça vive de estereótipos, não dá para mais, não é?
ResponderEliminarquanto aos insultos, são a arma dos fracos, como se sabe.
Fica a falar sozinho que é melhor.
Para este patusco, como para qualquer parasita da sua quadrilha esquerdóide, as dívidas não são para pagar, e, a assim sendo, partir daqui todo o tipo de diálogo é pura perda de tempo, como é sabido.
ResponderEliminarEste pobre pateta fala de estereótipos... mas, vai-se a ver, é a criatura que tem a cabeçorra a rebentar deles, como "quanto aos insultos, são a arma dos fracos". Ó homenzinho de Deus, você não podia ser um bocadinho mais original!?
Depois, para este figurão xuxalista, um qualquer trabalhador que tenha um acidente grave no trabalho é obrigado a pagar taxa moderadora nas Urgências do hospital; mas uma gaja que vai ao hospital fazer o 4.º ou o 5.º desmancho, porque se recusa a tomar a pílula, não tem que pagar um chavo. Porreiro, pá!
Despachem-se em grande estes cabr.ões para a Coreia do Norte ou para a Venezuela. Fora com os luis migueis parasitas e do quanto pior, melhor! Cambada de chulos! Livra!
Sinceramente, admiro-me como este blog admite conversa tão rasteira, mas é a última vez que dirijo a palavra a tão sinistro indivíduo.
ResponderEliminarPode grasnar à vontade, garanto que não terá resposta, fale sozinho, pode ser que se habitue e goste
Não há volta a dar-lhe. Para este tipo de luís migueis, esquerdóides dos pés à cabeça, os "sinistros indivíduos", está claro, são os outros todos, os que não pensam como eles... Eles é que são os 'bons'; os 'maus', claro, são os outros. Depois, escavando com os cascos no solo, estes esquerdalhos, sem uma pinga de vergonha nas trombas, zurram alto que as ´conversas rasteiras' são próprias dos outros... que não deles - as mais sublimes luminárias. Que choldra!
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