sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O grande "clip"

 



 


Esta é a obra-prima que "embeleza" o centro da rotunda da Galiza (Estoril). A escultura (?), cuja autoria desconheço, e a que eu apelido de "clip", é o verdadeiro paradigma do legado artístico dos nossos tempos de decadência. A "coisa" fala por si: não diz nada.


Não sei quanto custou aos contribuintes, mas suspeito que terá sido algo "pra cima dum dinheirão", a moeda corrente destes últimos anos, tempos de cleptocrática abundância.

4 comentários:

  1. Essa coisa indica que atingimos o Ponto G.

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  2. Até senti um calafrio com essa do ponto G.
    Mas o monumento comemorativo do foral de Oeiras é ainda melhor. E asseguro-lhe que custou para cima de um dinheirão.
    Quanto à simplicidade do objecto, lembro a aparente simplicidade do traço de Picasso ou de Miró.

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  3. Miró... sem dúvida deve ser isso que a coisa que dizer! O problema é meu: falta de sensibilidade.

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  4. Não se zangue. Entendeu-me mal. Não quis comparar o clip com Miró. Simplesmente quis lembrar que por vezes a fronteria é difícil. Também não gosto do G. Se é insensibilidade minha ou não, não sei. O que sei é que um simples traço de Picasso (dos seus desenhos) consegue comover-me tal a energia e expressividade que desse traço sobressai. Não é o caso do G, mas não sei explicar porquê.

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