(...) Não estamos apenas no período em que se discutem as causas da decadência nacional, como alertava Antero de Quental. Estamos na fase em que se terá que discutir as causas e os efeitos da dependência nacional. Já entendemos que não há almoços grátis. Quem empresta dinheiro exige algo em troca. Primeiro foram o FMI, o BCE e a EU. Agora é a Alemanha, só que com requintes de malvadez. Abrirá os cordões á bolsa em troca de soberania dos países com problemas de crédito. Em termos reais, o que quer não é uma União Europeia é uma Grande Alemanha. É neste jogo de nervos que a EU vai implodindo. Mas Portugal não tem muitas desculpas: colocou-se na boca do lobo. Gastou o que tinha e o que não tinha porque o crédito parecia ilimitado. (...)
Fernando Sobral, no Jornal de Negócios
dizer que a culpa disto que esta a acontecer é da Alemanha é pura ingenuidade !
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