A propósito deste editorial de António Ribeiro Ferreira no jornal i sobre macabras engenharias em debate para nos sacarem quaisquer migalhas de ”riqueza” que por aí persistam para alimentar o insaciável “monstro” falido: tal só será possível com um Estado verdadeiramente policial, que entre nas nossas casas a vasculhar os colchões. Tenho as minhas dúvidas que esse investimento seja rentável, pois entre o exilio e a economia paralela não faltarão soluções de sobrevivência aos portugueses.
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Ouvi por diversas vezes o jornalista economista José Gomes Ferreira propor uma sobretaxa sobre os artigos de luxo.
ResponderEliminarNão sei como isso se faz, porque não sei como se estabelece a fronteira entre o que é de luxo e o que não é.
Mas se ele, que destes assuntos sabe muito mais que eu, falou nisso, é porque se pode fazer.
Uma coisa destas parecia-me bem. Imagino que quem comprar um Ferrari ou um Porsche não deixaria de o fazer, assim como quem se dispuser a dar 500€ por um par de sapatos não deixaria de os comprar se custassem 525€ ou 550€.
Quando o meu o Pai faleceu, lembro-me de ter tido de fazer (e ele era casado em comunhão GERAL de bens com a minha também já falecida Mãe, que nessa altura ficou viúva) uma listagem das coisas que havia em casa (mobília disto, mobília daquilo, 1 relógio de sala, uns maples, 1 televisor, 1 frigorífico, 1 fogão, 1 esquentador, etc, com os respectivas avaliações - a olhómetro - enfim, uma coisa absolutamente grotesca, imbecil e um atentado a quem tinha de entregar tal idiotice).
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