terça-feira, 31 de maio de 2011

(In) fidelidades

O problema não está no Estado ou no mercado, mas numa deficiente interacção entre os dois. E é por isso, para terminar, que ouvir Paulo Portas dizer que está “à esquerdado PSD nas questões sociais” é decepcionante. Quanto mais precisamos de um novo discurso, mais o antigo sobrevive em quem menos se espera.




Além disto que hoje refere Pedro Lomba hoje na sua crónica do Público, parece-me que a irreflectida declaração de Paulo Portas subentende a cedência “de bandeja” dos valores solidários à esquerda. Um disparate, ou chamem-lhe um tiro no pé, que só o jornalismo regimental, venerando e obrigado não dá conta.
De resto, e a propósito de algumas reacções esdrúxulas às minhas inquietações sobre o perfil de Pedro Passos Coelho aqui manifestadas ontem, quem me conheça saberá que eu não subjugo a minha liberdade critica a nenhuma agenda política. De resto, estou convencido que os blogues são inúteis como murais de propaganda dogmática e os seus escritos pouco eficazes como caixa-de-ressonância dos slogans partidários. O seu público-alvo é criterioso e informado, consultando-os na procura de nuances e subtilezas argumentativas que contribuam para melhor interpretação da realidade. É esse pelo menos o meu critério de escolha.
Finalmente, quanto a fidelidades incondicionais, na minha vida só alimento uma, a qual como católico praticante será fácil de adivinhar.

Sem comentários:

Enviar um comentário

No centenário da "Revolução Nacional"

  Em 1915, um obscuro periódico provinciano, " Os Ridículos ", preconizava acerca da República, que dizia encontrar-se « no seu es...