segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Um exemplo concreto

Um exemplo concreto do ponto a que chegou o jornalismo.


Um jornal como o Observador publica, sem qualquer filtro, peças produzidas pela agência LUSA (no pressuposto, errado, de que a informação que vem de uma agência de notícias tem o mínimo dos mínimos de rigor).


A agência Lusa usa como título de uma peça inacreditável (como lembram os leitores que comentam, o que é um "ultra-católico"?), para descrever os resultado de umas eleições em que a direita e centro direita têm quase 70% dos votos (as presidenciais chilenas), "Vitória da esquerda não evita segunda volta das presidenciais no Chile".


Eu bem sei que durante 15 anos (repito, 15 anos, a que se somam mais sete como vice-presidente) o presidente do sindicato dos jornalistas foi um senhor que hoje é dos raros deputados do Partido Comunista, sem que isso levante questões a ninguém, mas o que é de mais é moléstia, caramba!

17 comentários:

  1. a esquerda 'arrancou' nas suas campanhas dos diversos comunismo com o regresso às múmias.
    o 25 .iv comunista destruiu as empresas: Cuf, Lisnave, Setenave, Siderurgia, Sorefame, Cimentos ...
    adoram conseguir o mesmo.
    o PS é o caco das 3 bancarrotas e a culpa é do PPC.

    ResponderEliminar
  2. A Lusa ainda mantém pergaminhos tipo «Izvestia».
    Este modo de dar a notícia lembra uma historieta antiga a propósito de uma corrida entre um Ford americano e um Lada russo. O Ford ganhou, mas o Izvestia noticiava apenas que ele ficara em penúltimo.

    ResponderEliminar
  3. Não leve a mal mas o Observador pressupõe muitíssimo;


    Notícia de Agência de Informação vem cheia de rigor mortis.









    ResponderEliminar

  4. Houve de facto uma "vitória da esquerda": a candidata comunista ficou em primeiro lugar. Não é o Henrique Pereira dos Santos quem costuma defender que nas eleições há quem ganha, e que quem ganha é quem fica em primeiro lugar?
    Por exemplo, na eleição de 2015 em Portugal a vitória foi de Pedro Passos Coelho... apesar de a esquerda ter obtido a maioria.

    ResponderEliminar

  5. Um ultra-católico é uma pessoa que toma todos os mandamentos do catolicismo a sério, inclusivé aqueles mandamentos que muitos católicos normais não seguem (como, por exemplo, a proibição do aborto), e que os pretende impôr aos outros através da lei.
    Em todas as religiões há ultras. O catolicismo não é exceção.

    ResponderEliminar

  6. Um jornal como o Observador publica, sem qualquer filtro, aquilo que os leitores aceitam que seja publicado.
    Se  não  comprarem, o Observador nãopublica, tal como uma árvore que caia na floresta não faz barulho, a não ser que alguém lá esteja

    ResponderEliminar
  7. Ultra-católico é o católico radical, do género que sofre e se mortifica pela  bandalheira desbragada e  pecaminosa do mundo. 


    Cristo avisou sobre a perigosidade deste tipo de gajo.


    Aliás estava cheio de razão;


    Cruxificaram-no para passar os 2000 anos seguintes a chorarem a sua morte.

    ResponderEliminar
  8. Os ditos média de referência (o que quer que isto signiifique ) são papagaios uns dos outros, e as Agências de Notícias estão num poleiro mais alto. Só falta fazerem mais referência agora à BBC. 
    Por falar em BBC, parece que em 2022 outro programa (newsnight) transmitiu uma adulteração do discurso de Trump muito similar àquela agora sobre escrutinio (programa de 2024 mesmo antes das eleições de Novembro). Vão ter muitas desculpas para dar pois parece uma coisa de sistema e não apenas um infeliz episódio como alguns tentam fazer passar.

    ResponderEliminar
  9. Isso não é nada comparado como programa que passou Domingo à noite na RTP3, às 23h obre colonialismo e racismo. Sem contraditório.

    ResponderEliminar
  10. ahahahah, uma evidência dos comentários: 

    ResponderEliminar
  11. https://www.express.co.uk/showbiz/tv-radio/2135018/bbc-journalist-reveals-moment-crisis-Linden-Kemkaran

    Exacto, jornalistas de aviário.

    "Ex-BBC journalist reveals exact moment corporation ‘changed its values’"
    "...She added: “You know, the editors back in my day would have rather died than let something go to air that wasn’t absolutely spot on and truthful.”..."
    "...According to her, a narrowing of opinion became visible inside the newsroom: “A lot of new people had come in… so I was able to see the changes happening.” She claimed the corporation increasingly blamed the “far right” for a range of issues, including editorial controversies...."

    ResponderEliminar
  12. A excelência do jornalismo de Mário Crespo(ainda sobre o caso BBC) no podcast ideias feitas no Observador 
    https://youtu.be/2Mn7l_MLooo?si=HEkTOka0H91-OuIU

    ResponderEliminar
  13. Militancia disfarçada de jornalismo (Observador incluído). Os conteúdos não enganam: muita azia estomacal naquela classe... :)

    ResponderEliminar
  14. E eu a pensar que o Observador por ser, se calhar estou enganado, de direita estava a salvo de criticas de certas origens.
    Ou enganei-me ou já andava enganado. 

    ResponderEliminar
  15. Os jornalistas do Observador t~em pouco que haver com os comentadores do Observador. Boa parte deles estariam bem no Publico, no Expresso..ou... etc etc...
    Notar que já vi jornalistas do Observador  editarem uma notícia da Lusa:  ultima  foi uma em que o/a jornalista não estava claramente contente com um notícia da Lusa um pouco desalinhada da tirania climática.

    ResponderEliminar
  16. Para os jornalistas não há ultra esquerda não é curioso?  São os partidos "á esquerda do PS"



    ResponderEliminar

O jornalismo que mente

João Miguel Tavares fez uma crónica recente sobre a dificuldade do debate público sério, usando apenas políticos para demonstrar como se dis...