A imagem mostrava uma rapariga alta, magra, de maus-fígados e calças largas, floridas, impróprias para a função a que os seus méritos a tinham convocado. Mas qual função? - E a resposta é só uma: antifar.
Neste mundo, onde o caricato pode até tornar-se perigoso, surgiu entretanto esta nova tribo urbana, os antifas. Deslocam-se em grupos de escassos membros dissimulados entre a população com emprego certo e mais do que duas ideias na cabeça, conquanto nem sempre razoáveis. De todo o modo, gente que faz algo para si e para os seus filhos; e, como disse, à boleia dos quais os antifas viajam no mais conseguido estilo de parasitagem.
O antifa é, antes de tudo e somente, - anti. As suas limitações espirituais não lhe consentem algum dia ser - pró. Isso seria uma cedência ao Poder, talvez o único termo do seu léxico, a descontarmos a abundância do vernáculo que a sua condição de perpetuidade anti transformou em língua pátria dos antifas. A sua bandeira: no contexto da desorganização mental imperante, poderá, ainda assim, ser representada pela máscara branca com bigodinho e um sorriso de intriga palaciana e... pelo piercing.
O resto são pedras, garrafas, apupos, não raro cocktails molotov, sobre tudo quanto mexe, particularmente as forças da ordem. Os antifas (e os seus deuses) pugnam pela provocação sistemática, as hostes femininas adiante das masculinas (isto na terminologia antiga; na actual diriamos que os + na dianteira dos -...), o chão por assento teimoso, a desobediência como emulação, a porrada que fatalmente têm de levar como o bilhete para o seu Valhalla. Em cada antifa há uma esperança serôdia de que o ser humano ao lado o compreenda, enalteça e com ele se solidarize. O que geralmente não sucede.
Assim vai o mundo. Com uma recente manif da CGTP em Lisboa - e nós sabemos como a CGTP actua, basicamente de megafone em punho; mas só - a deixar empulgar-se de antifas (as imagens colhidas são absolutamente elucidativas, o microscópio revela-os bem) e o resultado o costumeiro - caixotes de lixo espalhados a arder na rua, a polícia a malhar e a deter uns tantos viragos, o histerismo sem o qual não... e venha a próxima, que o antifa fome não passa e o escarcéu é a sua sala de estar.
Caro João Afonso Machado
ResponderEliminarTem de compreender o sacrifício da malta; desobedece á Polícia até levar porrada para poder dizer que a Polícia bateu.
Não é convicção, não é ideologia é dar o corpo á bastonada e puro sacrifício pela causa.
No fundo e só uma patologia de amor á camisola
Uma loira da CNN punha e dúvida que os "antifas" fossem de extrema esquerda apesar de exibirem uma bandeira com o Otelo e o número 1312 (all cops are bastards)
ResponderEliminarA senhora deve pensar que é um grupo que gosta de "copos
Não gosto do novo formato. Por que raio não vem o nome do autor logo a seguir ao título do post, como outrora faziam?
ResponderEliminarImportante é o conteúdo do post e secundaríssimo o nome do autor
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ResponderEliminarTodos esses canalhas, estão acomodados em Associações, Fundações e similares beneficiando assim dum regime fiscal favorável, ou seja, na prática, outros que não pertencem a essas entidades pagam para os membros dessas entidades andarem a fazer as habituais canalhices.
Ora uma das reformas estruturais que defendo a seguir às 3 principais que são a abolição do salário mínimo, liberalização dos despedimenots e abolição dos descontos, deve ser o fim desse regime fiscal favorável, ou seja, essas entidades devem ser equiparadas fiscalmente a qualquer outra pessoa colectiva sujeita a IRC.
Milhares de Associações, Fundações e similares simplesmente desapareceriam subsistindo mais facilmente as que realmente têm bons objectivos.
Caro Silva: depois de ter escrito este post, revi o tema em jornais e tv. Não há dúvida: andam aí meninos com boa mesada a fazer os disturbios da ordem, simplesmente pelo gozo que lhes dá. Ora isso representa reforço das forças de autoridade, quiçá horas extraordinárias, e custos que nós suportamos.
EliminarNão pode ser. Não são punidos. Os processos acabados em nada significam custos. Na minha concepção do Estado, são encargos acrescidos que os portugueses pagam.
Daí - dissuasão, musculada dissuasão.
Os bófias precisam:
ResponderEliminar1- de exercitar o bastão, para o caso de um dia destes serem verdadeiramente postos à prova. Foi um proveitoso simulacro.
2- de umas horas extra para compor o orçamento doméstico.