terça-feira, 14 de maio de 2024

Novo aeroporto em Alcochete

Gostei da decisão do governo, achei importante o consenso da maioria dos partidos e sintonia com o parecer da Comissão Técnica, e também gostei da decisão das obras urgentes na Portela. A notícia de que gostei mais foi da escolha do nome. Suspeito é que Luís Vaz de Camões daqui a 10 anos esteja cancelado pelo politicamente correcto como símbolo do heteropatriarcado branco, esclavagismo, e colonialismo.

19 comentários:

  1. Daqui a dez anos talvez já não haja Alcochete nem mundo(o próximo inquilino de Belém terá de fazer as viagens todas que conseguir no primeiro mandato pois pode não haver tempo para ir a todos os recantos do planeta onde já foi o actual inquilino),pois parece  que há  quem diga que está a caminho deste sistema solar uma estrela (outra que não o Sol) não binária,de saia e saltos altos, do tamanho de mil quadriliões festivais arco-íris da eurovisão.   E pronto, é isto, temos de brincar um bocadito com a situação antes que seja proibido e não se possa de todo "fazer" antes de acabar o mundo pois claro, já que depois nada será proibido. 

    ResponderEliminar
  2. também gostei. uma decisão sensata. ou alcochete ou monte real , aproveitar o que já existe. essa mania megalomaníaca de fazer tábua rasa do existente, como se fosse porcaria atrasada ,  tem-nos saído muito caro e tem dado muito dinheiro a "amigos".

    ResponderEliminar
  3. Segundo parece, a acertada decisão já tinha sido tomada ...em 1972...
    Juromenha

    ResponderEliminar
  4. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança; Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades. Continuamente vemos novidades, Diferentes em tudo da esperança; Do mal ficam as mágoas na lembrança, E do bem, se algum houve, as saudades. 

    ResponderEliminar
  5. O problema é que o governo não tinha com dizer que não depois de tantas gavetas fechadas .

    ResponderEliminar

  6. Coisas importantes: isso quer dizer que o Sporting vai ser despejado?


    Aeroporto sim, não ou talvez, não sei se será o mais relevante, mas sim como se vai integrar na rede de transportes nacional. Já existe um aeroporto em Beja, e vale o que vale.

    ResponderEliminar
  7. Eu concordo com o local. Só não percebo porque se insiste em usar a designação Alcochete quando o local proposto não fica em Alcochete.

    ResponderEliminar
  8. Aproveitar o que já existe, sim, mas convém notar que neste caso não existe ainda nada.

    ResponderEliminar

  9. neste caso não existe ainda nada


    E suspeito que não existirá nunca.

    ResponderEliminar
  10. Pois. Daqui a vinte anos não haverá petróleo para fazer voar tantos aviões.

    ResponderEliminar
  11. Uma decisão encomendada. A afirmação que os portugueses não serão chamados a pagar as infraestruturas é uma redonda mentira. Pagarão sempre, directamente ou indirectamente e provavelmente com juros elevados.
    O TGV para Madrid estava decidido há muito, e não foi uma decisão nacional. Simplificando e exagerando, enquanto o TGV a partir de Aveiro ou de Sines seriam um incremento às nossas exportações, Madrid será um meio de facilitar a vida aos gestores espanhóis e aos portugueses que trabalham em multinacionais que gerem o mercado ibérico a partir de Madrid.
    Também a 3ª ponte que estava prometida há anos e que, na anterior tentativa, denunciou um cambão de 400 milhões de euros e ajudou a afundar a Portugal Telecom (talvez o maior prejuízo do governo Sócrates e que nem sequer irá a julgamento).
    As obras na Portela - indispensáveis face aos atrasos de decisão que não admitem outra solução por causa dos prazos - mas com a garantia que vai ser encerrado, isto é, que irá por diante o mega projecto de urbanização que superará o Parque das Nações.
    O estudo da comissão técnica baseou-se em projecções sobre o aumento do tráfego aéreo que não consideraram dois factores: a pressão da causa climática sobre as viagens aéreas e, muito especialmente, as experiências de Praga e Barcelona que, após crescimentos muito rápidos quase estabilizaram por terem atingido uma saturação turística (alguns operadores consideram que Lisboa e, a alguma distância, o Porto, já não estão longe dessa saturação).
    Em conclusão, a única esperança neste governo AD é que sejam menos corruptos e menos incompetentes do que os anteriores. Mas a política e a gestão de interesses são de perfeita continuidade. Parafraseando o outro, não acredito em aventais, mas que os há, há.

    ResponderEliminar
  12. Sim, o nome Camões é excelente. Já chega de ponte Salazar/ponte 25 de abril. 


    É possível que um ou outro "alternativo" (woke, nos tempos de hoje) se lembre de alguma objecção, mas mesmo entre esses não vai ser fácil contestar o nome - se é que o fizeram ou tencionam fazer. É um pouco como um inglês denegrir Shakespeare ou um italiano deitar abaixo Dante. Não vão a lado algum.

    ResponderEliminar

  13. o nome Camões é excelente


    Tem a desvantagem de que nenhum estrangeiro o saberá pronunciar nem sequer de forma aproximadamente correta.
    Valha a verdade, porém, que o nome de um aeroporto é coisa que não interessa nada à imensa maioria dos estrangeiros.

    ResponderEliminar

  14. Duas boas observações neste comentário:


    1) Por um lado falta ao Estado o dinheiro para construir o aeroporto, mas por outro a construção dele permitirá ao Estado embolsar muito dinheiro com a urbanização dos terrenos do atual aeroporto.


    2) Quando o aeroporto estiver pronto pode verificar-se que já não será necessário, por um lado porque o turismo em Lisboa já não será o que é, por outro porque o petróleo já será escasso de mais para tantas viagens aéreas.

    ResponderEliminar
  15. Então não haverá aviões a voar.

    ResponderEliminar
  16. Mas como é que afinal ficamos?
    Faz-se um grande Aeroporto para que fins?
    Gasta-se milhares de milhões para servir a quem?
    Partimos do principio que o mundo não volta a ser como era e que a guerra se agrava, e a NATO entra no conflito e Portugal é chamado para o mesmo.
    Onde irão ser treinados batalhões de homem e mulheres para este fim?
    Possivelmente gasta-se mais uns milhares de milhões para outros campos de treino quando esta já existe.
    Mais bonito ainda como irão estes milhões de aviões circular tendo eles já acordado que terão que reduzir os gazes efeito de estufa para zero em 2050?
    Partindo do principio que provavelmente o aeroporto estará em pleno funcionamento lá para 2034 ou 35 como recuperarão o investimento nesta janela temporal de 2050?




     

    ResponderEliminar
  17. E se houver, descolam e aterram na perpendicular, pelo que os aeroportos com estas dimensões já não farão qualquer sentido.

    ResponderEliminar

  18. Óbvio. Loucura mansa no seu melhor!. A frágilíssima indústria que é este bruto turismo de massas, como pretexto?, motivação?, para obras colossais, despesas não produtivas a curto e a longo prazo!. Interessa (hoje) a quem?.

    Ainda por cima em plena pré-guerra global. Estes classe política e respectiva comunicação social, é de uma infantilidade aterradora

    ResponderEliminar
  19. Tem a desvantagem de que brevemente nenhum português saberá  nem sequer de forma aproximadamente correta, quem foi.
    Valha a verdade, porém, que o nome de um aeroporto é coisa que não interessa nada à imensa maioria dos portugueses.

    ResponderEliminar

No centenário da "Revolução Nacional"

  Em 1915, um obscuro periódico provinciano, " Os Ridículos ", preconizava acerca da República, que dizia encontrar-se « no seu es...