
Esta é uma fotografia da Avenida de Roma, a partir do portão do Júlio de Matos, por volta de 1940 (fui buscá-la a uma página sobre Lisboa Antiga há uns tempos, por isso não sei atribuir-lhe a autoria).
Nessa altura o mercado de arrendamento para habitação era totalmente controlado no que dizia respeito a contratos antigos (eram válidos para a eternidade e chegavam a incluir os herdeiros, passando de geração em geração).
Como a inflação não era alta e o dinamismo social era muito, era possível arrendar casas com alguma facilidade, sendo certo que muita gente não conseguia arrendar casa, havendo milhares de pessoas a viver em quartos (por vezes sub-arrendados, antes desta altura era comum as casas de classe média terem um quarto com porta para a escada, para facilitar este esquema que permitia dividir despesas de arrendamento com estranhos), gente a viver em casas sem quaisquer condições de habitabilidade, casas mais que sobrelotadas, criadas a viver em casa dos patrões, etc..
Para além disso, embora de forma limitada, o Estado Novo fez alguns bairros sociais que albergavam muita gente em casas minúsculas, numa espécie de urbanismo que declinava a ideia de casa portuguesa de Raúl Lino (alguns destes bairros são hoje zonas muito valorizadas, com as casas a ser vendidas por preços muito elevados e as minúsculas divisões interiores a serem modificadas para responder à procura actual).
Note-se que no período imediatamente anterior ao da fotografia, Lisboa tinha passado de cerca de 200 mil habitantes em 1864 para cerca de 600 mil em 1930, ou seja, em menos de setenta anos, tinha triplicado a sua população e a Avenida de Roma, ainda assim, era o que a fotografia mostra.
Este gráfico, da wikipedia, mostra a evolução da população de Lisboa.

Claro que o que é evidente no gráfico, e é do conhecimento comum, não impede Mariana Mortágua de afirmar, convictamente, que foram os vistos gold que esvaziaram as cidades portuguesas, porque haverá sempre terraplanistas para quem "a verdade é um prurido pequeno-burguês", como bem nota José Miguel Cardoso Pereira num comentário a este artigo que escrevi para o Observador.
O que aconteceu em Lisboa para passar dos cerca de oitocentos mil habitantes nos anos 60, 70 e 80, para os actuais 550 mil, inferiores à Lisboa cuja Avenida de Roma era como mostra a fotografia?
Aparentemente, enquanto se contruía brutalmente entre 1930 e 1970, e a inflação era baixa, o centro ia ficando degradado, física e socialmente, porque o congelamento das rendas não permitia investir na sua modernização, mas a construção no resto do concelho ainda compensava o investimento e o dinamismo social compensava o processo de destruição de valor associado ao congelamento das rendas.
O problema foi quando a inflação se instalou, a partir do primeiro choque petrolífero em 1973: de 1947 a 1973 a taxa média de inflação andava nos 3%, mas de 1973 a 1992 andava acima dos 18%.
Com rendas congeladas e taxas de inflação deste nível, o parque habitacional existente degradou-se rapidamente por impossibilidade dos senhorios investirem em obras de manutenção, o centro esvaziou-se e guetizou-se em bolsas de pobreza ocupadas por pessoas que não tinham recursos para viver em condições mínimas de dignidade habitacional e o mercado de arrendamento novo simplesmente desapareceu.
A única forma de arranjar uma casa nova era comprá-la, o que só podia acontecer em edifícios novos porque os contratos de arrendamento passavam de pais para filhos, com rendas irrisórias (ainda hoje, 70% das rendas em Portugal são de menos de 400 euros e 30% são de menos de 200 euros), o que bloqueava o mercado de compra e venda de habitações existentes.
Com o parque habitacional a degradar-se rapidamente, a forma de ter casa em condições era abandonar o que existia (ou deixar lá os mais velhos da família) e comprar casas em novos edifícios, frequentemente nos concelhos limítrofes de Lisboa.
Para os mais pobres a alternativa era viver em barracas, também elas maioritariamente na periferia (os centros históricos caminhavam em passos largos para o abarracamento, por falta de obras de manutenção que as rendas pudessem financiar, dado o seu valor irrisório).
A situação foi ficando insustentável e o primeiro governo a mexer alguma coisa a sério no assunto (todos os governos e câmaras foram fazendo casas sociais, mas em quantidades evidentemente insuficientes) foi o governo de Cavaco Silva, que actuou de duas maneiras: 1) fez um programa de realojamento especial, juntando promotores privados e autarquias; 2) acabou com a transmissibilidade dos contratos de arrendamento, uma medida que só teria efeito a prazo, à medida que os inquilinos mais velhos iam morrendo.
Paralelamente, o Estado adoptou políticas sistematicamente mais restritivas no processo de promoção imobiliária com o objectivo de garantir, por via administrativa, uma qualidade que faltava, por razões económicas, agravando o problema da promoção imobiliária, sem grandes resultados do lado da qualidade das casas que se pretendia aumentar.
É este o contexto que leva o Partido Socialista, a troica, o governo de Passos a dar passos para melhorar o mercado de arrendamento, tornando-o mais flexível, mais dinâmico, menos dual, do que resulta mais disponibilidade de casas, embora a preços mais altos.
Acontece que 70% dos portugueses são donos da casa em que vivem, portanto, o aumento do valor da habitação corresponde a um aumento de riqueza para 70% da população.
A isto há quem chame legislação cruel.
O mercado não está preparado para tanta estrangeiras, como não está o SNS!! O resto e paisagem
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ResponderEliminarMuito esclarecedor este post sobre a habitação em Lisboa (passado e presente) e excelente imagem do que se chamava 'os arrabaldes" de Lisboa (de fora para dentro, que não é comum encontrar).
ResponderEliminarNão, não estou a confundir
ResponderEliminarTalvez por aqui:
ResponderEliminarhttps://lisboadeantigamente.blogspot.com/2020/04/antes-era-avenida-n-19-do-plano-de.html
PS- Não, HPS não está a confundir as portas dos prédios "da classe média".
A lei "Cristas" fez o milagre de enriquecer os portugueses.
ResponderEliminarOs valores dos arrendamentos de imóveis construídos para habitação e outros não sobem por causa do “aumento da procura” ou do “mercado de arrendamento”, nem por causa da inflação, é mentira, nem tão pouco por causa dos Estrangeiros que estão a ser deslocados para Portugal ou por "falta de habitação", mas sim devido à chamada “lei das rendas” que liberalizou e desregulou as rendas dos imóveis fazendo com que estas atinjam valores que não correspondem à realidade, o objectivo é tornar impossível o arrendamento permitindo assim aos proprietários criminosos de imóveis construídos para habitação colocá-los na modalidade de alojamento local, turístico, temporário, ou de curta duração, o que é, realce-se, proibido por Lei.
ResponderEliminarBasta revogar a “lei das rendas” e fazer cumprir a Lei que determina que os imóveis construídos para habitação não podem ser colocados para alojamento local, turístico, temporário, ou de curta duração, e acaba-se com o esquema, as rendas voltam aos valores correctos.
A liberalização e desregulamento dos valores das rendas dos imóveis também serve para auxiliar na lavagem de dinheiro.
Os proprietários de imóveis são obrigados por Lei a ter os mesmos nas devidas condições tanto por fora como por dentro, isso - após 25 de Abril de 1974 - não acontecia nem acontece porque a fiscalização não é feita por parte dos Executivos Municipais, e pelo facto de que quanto mais degradado e abandonado estiver o imóvel mais baixos são os impostos que os proprietários terão de pagar, por isso deixam-nos intencionalmente em mau estado de conservação.
O «...centro esvaziou-se e guetizou-se em bolsas de pobreza...» não pelo valor das rendas, mas pelas más políticas de determinados Executivos Municipais, e a um esquema muito antigo que consiste em deslocar parolos para os grandes centros urbanos, dão-lhes subsídios, empregos de fachada, ou colocam-nos ao serviço do tráfico/consumo de droga e do crime, em troca terão de votar nas Eleições.
No tempo do Estado Novo era diferente, os parolos - que nunca gostaram nem gostam de trabalhar - concentravam-se nas barracas ao redor das Cidades para fugir ao trabalho nas terras, não havia subsídios e vinham em busca de trabalho/dinheiro fácil ou parasitar; quanto à política de habitação que o Estado Novo promoveu foi exemplar e de elevada qualidade conforme comprovam a arquitectura, desenho, e concepção dos edifícios, havia verdadeira fiscalização, as Cidades, Vilas, e Aldeias, devidamente cuidadas, conforme provam a inúmera documentação fotográfica, filmagens, e artigos disponíveis dessa época, no entanto, o cenário que descreve surge após o 25 de Abril de 1974.
Agora vou-lhe dar outro exemplo, o da Governação do Presidente Rui Rio na CMP, que herdou uma Cidade destruída, degradada, abandonada, desertificada, muito débil a nível económico e laboral, sub-desenvolvida, sequestrada pelo tráfico/consumo de droga e o crime, fruto das más políticas praticadas intencionalmente pelo Partido Socialista (1990-2001), e reverteu tudo isso, no que toca à habitação iniciou um notável projecto de reabilitação nesse sector, obrigando também os proprietários criminosos de imóveis a cumprirem a Lei que os obriga a ter os mesmos nas devidas condições tanto por fora como dentro, e isto para não falar do extraordinário plano de renovação dos bairros sociais.
Para terminar, justificar a ilegal, criminosa, e inconstitucional “lei das rendas” afirmando que “as rendas estavam congeladas” é mentira, os valores das rendas não estavam congelados e os Portugueses não podem ser responsabilizados pelos maus contratos de arrendamento que os proprietários fizeram ou herdaram.
Esqueceu-se de referir que a terra é plana, que é uma questão fundamental para se poder fazer casas com chão utilizável
ResponderEliminarconcordo pelo que ouvi a familiares.
ResponderEliminarem 48-50 a areia das zonas da Av. de Roma -Arieiro saiu da quinta da Farinheira em Chelas no seguimento da Av. dos EUA onde reconstruíram o palacete da Família Patacão. durante a recolha da areia encontraram uma cabeça de sáurio em exposição no Museu no andar superior à Academia das Ciências. as conchas encontradas assemelha-se às do lago Austro-Húngaro da Panónia e são consideradas anteriores ao enrugamento dos Alpes e Pirenéus
o 4º independente ainda existe na zona do Marquês, assim como os das criadas de servir ou sopeiras no 6º andar
ResponderEliminaragora resta saber quantos desses 70 % de proprietários são mesmo donos das casas e quantos têm a casa " arrendada" à banca, só serão donos delas quando a acabarem de pagar. e pelo caminho , quando há estas "crises" agendadas , muitos ficam com uma mão à frente e outra atrás.
ResponderEliminarUm familiar encontra-se pela 2ª vez no espaço de 2 anos num turbilhão que me parece sem saída.
ResponderEliminarNo 1º caso pagava por um To, pagava 1.000€. O senhorio queria vender por 400.000€. Deu-lhe 2 meses para sair.
Agora por um apartamento de 44 m2, paga 1.500€ e recebeu uma carta registada dando-lhe 3 meses para sair ou comprar-lhe o apartamento por 670.000€.
Claro vive em agonia.
No meu entender, leis permissivas que estragam a vida aos cidadãos.
Você não tem argumentos, publica um texto mentiroso, deturpa e fabrica factos, faz revisionismo histórico, cria uma narrativa para iludir os Portugueses mais distraídos e justificar a ilegal, criminosa, e inconstitucional "lei das rendas", redigida pela dr.ª Maria Graça que cometeu o crime de legislar em causa própria e de terceiros.
ResponderEliminarA "lei das rendas" nada mais é que um esquema criminoso que tem como objectivo (entre outros) de tornar impossível o arrendamento permitindo assim aos proprietários criminosos de imóveis construídos para habitação colocá-los na modalidade de alojamento local, turístico, temporário, ou de curta duração, o que é, realce-se, proibido por Lei.
Mais, os Estrangeiros que estão a ser deslocados em massa para Portugal desde 2012 recebem subsídios para pagarem as rendas dos imóveis onde foram colocados a viver, assim, e com a liberalização e desregulamento dos valores das rendas, os Portugueses estão a financiar subsídios para pagar os arrendamentos dos outros e os proprietários de imóveis a cobrar valores ilegais, que não correspondem à realidade.
«...Dizem-nos que devemos estar preparados para contemplar, na verdade para acolher, a alteração e alienação das nossas vilas e cidades. Eles dizem que não existe o nosso próprio povo e o nosso país…» - Enoch Powell
O "mercado" ou "mercado de arrendamento" não existe nem nunca existiu, é um mito do Liberalismo.
ResponderEliminarPor essa lógica, o preço das batatas ou do azeite de que tos se queixam hoje, também não depende nem da oferta nem da procura. Assim sendo, porque não congelar os preços do azeite, das batatas, dos combustíveis ... como advoga para as rendas?
ResponderEliminarTanta prosa e tanta asneira junta. As rendas estiveram congeladas durante o período de maior inflação nos últimos 50 anos, ou seja de 1974 a meados dos anos 80. Naturalmente, que com uma inflação galopante de 27% ao ano, quando retoma o "descongelamento", já pouco irá fazer. É matemática simples. Fala também na inconstitucionalidade da lei das rendas, mas considera justo obrigar um proprietário a custear obras da sua propriedade, mesmo que não tenha qualquer lucro. Teve azar, não é? Talvez tenha de rever mesmo a CRP.
ResponderEliminarPara quem quem saber, não falta saber, são 38%, o que engloba desde pessoas com empréstimos em fim de pagamento, portanto com pouco capital em dívida, como é o meu caso, até pessoas que contrataram o empréstimo no mês passado.
ResponderEliminarDe qualquer maneira, isso é irrelevante para o facto de se comprar por um preço e hoje valer outro, o stock de riqueza aumenta, se o preço da casa aumentar, diminui, se o preço da casa diminuir.
1) Se tem contratos que são acabados em qualquer altura, é porque os assinou, isto é, a situação de partida lhe pareceu aceitável;
ResponderEliminar2) Se tem contratos que lhe pareceram aceitáveis é porque não encontrou soluções melhores;
3) Se não encontrou situações melhores, em grande medida isso resulta de mercados de habitação ineficientes, quer do lado da construção, quer do lado do arrendamento e de mercados de trabalho pouco flexíveis que o impedem de mudar para um sítio em que as casas sejam mais baratas;
4) Em qualquer caso, por que razão devem ser os senhorios a resolver, coercivamente, o problema do seu familiar?
5) Se o Estado acha que a situação do seu familiar é inaceitável, o Estado que se chegue à frente para a resolver, em vez de legislar no sentido de obrigar os privados a assumir responsabilidades de protecção social que cabem ao Estado.
A construção sem planeamento transformou Lisboa na Grande Lisboa. Maiores áreas, menores preços, as empresas também foram saindo da cidade para os "parques industriais" nos arrabaldes, o mais fácil acesso a carros ajudou a que muitos nem pensassem em morar em Lisboa.
ResponderEliminarPara a opção compra superar arrendamento também ajuda o acesso ao crédito, há 40 anos quantos nem conta bancária tinham, quanto mais aceder a um empréstimo. S onda dos créditos bonificados deu um empurrãozinho...
Isso aconteceu aos meus pais há quase 50 anos. O proprietário queria vender, tinha oferta, deu-lhes opção de compra. Era aceitar ou sair.
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ResponderEliminarSério?
Captain Obvious...
ResponderEliminarPois, o problema é para os restantes 30% da população, aqueles que ou não têm casa própria, ou a têm mas não no sítio onde desejam morar. Para esses, o aumento do valor da habitação corresponde a um decréscimo de riqueza.
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ResponderEliminarleis permissivas
Permissivas como?
Então uma pessoa não há de ser livre de querer deixar de ter um apartamento seu arrendado e preferir vendê-lo?
A pessoa deve ser obrigada a manter a sua propriedade arrendada toda a vida?
A pessoa pode precisar de dinheiro, ou então não estar em condições de continuar a tratar da casa arrendada, por isso decide acabar com o arrendamento e vender a casa. Deve ser proibida de o fazer?
ResponderEliminarEu tenho cem euros e as batatas custam 1 euro por quilo.
ResponderEliminarEu tenho cem euros e as batatas custam 2 euros por quilo.
Na tua opinião, isso corresponde a perda de riqueza porque os meus cem euros podem comprar menos batatas.
Eu tenho cem euros e as laranjas custam dois euros o quilo.
Eu tenho cem euros e as laranjas custam um euro o quilo.
Na tua opinião, isso corresponde a um aumento de riqueza porque os meus cem euros podem comprar mais laranjas.
A tua opinião está errada, porque é preciso avaliar o conjunto de alterações de preço para saber se os meus cem euros valem mais ou menos, ou seja, é a dimensão da inflação que torna menos valiosa a riqueza acumulada, e não o preço de uma casa, que não tenho, ser mais alto ou mais baixo.
O busílis nem é esse, é mesmo a diferença entre riqueza e liquidez. O que é válido para pessoas singulares e colectivas. Quem tem "riqueza" mas não tem liquidez está condenado à pobreza, no caso das empresas, à falência.
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ResponderEliminarContinua
Continuação
ResponderEliminarhttps://executivedigest.sapo.pt/noticias/mesquitas-da-mouraria-nao-conseguem-acolher-toda-a-procura/
ResponderEliminara diferença entre riqueza e liquidez
Quem tem riqueza pode sempre, em princípio, transformá-la em liquidez.
Não obstante, o seu comentário é, em certos casos, válido. Uma pessoa que tenha comprado há uns anos uma casa por 100 mil euros sabe que agora essa casa vale 300 mil euros; a pessoa está, portanto, mais rica. No entanto, se a pessoa quiser transformar essa riqueza em liquidez, vendendo a casa, nada ganhará com isso, porque logo a seguir terá que comprar outra casa equivalente com os 300 mil euros que embolsará com a venda da primeira casa.
(A menos que a pessoa decida, digamos, mudar-se para a província, ou então mudar-se para uma casa mais pequena.)
Isto acontece porque as casas têm uma dupla função económica: são um bem de consumo mas também um instrumento de aforro. Nesse sentido, o imobiliário é único: é o único bem económico que tanto serve para consumir como para poupar (ou "investir", no jargão dos vendedores de casas). Se uma pessoa vende a casa em que vive, está a transformar em liquidez aquilo que aforrou, mas está também a vender um bem de consumo essencial, que terá que substituir por outro equivalente.
É esta dupla função económica das casas que as torna tão difíceis de tratar.
Você está mentir, não coloque frases no meu comentário que eu não escrevi.
ResponderEliminarAs rendas não estavam congeladas e os proprietários de imóveis são obrigados por Lei a ter os mesmos nas devidas condições tanto por fora como dentro e a dar-lhes uso, caso se prove não terem meios para custear as obras e manutenção do imóvel ou imóveis que possuem, o Estado através das Autarquias auxilia na recuperação dos mesmos de acordo com o previsto na Lei e Regulamentos.
ResponderEliminarQuanto ao «...mesmo que não tenha lucro...» conforme escreveu, é uma palermice da sua parte, arrendamentos de imóveis não dão lucro, e quem não tem dinheiro para arcar com as despesas de algo que é seu, temos pena, vendam o imóvel, os Portugueses é que não podem ser responsabilizados pelos problemas dos outros.
ResponderEliminarSe os párocos das igrejas locais fossem gentis, abririam os seus templos para que os muçulmanos orassem neles.
Muitos párocos em Portugal fizeram isso para com os ucranianos, permitindo-lhes que usassem as igrejas católicas para rezar missas ortodoxas.
Estando muitas igrejas católicas a maior parte do tempo "às moscas", não custaria muito reconvertê-las um pouco para que muçulmanos pudessem orar nelas.
Já desconfiava, atendendo ao seu discurso, que não compreendia bem a semântica. As rendas estavam objectivamente congeladas (i.e valor nominal constante), inclusive em contratos novos (vide D.L. 445/74), não se tendo também procedido à actualização das rendas em resultado da avaliação fiscal do imóvel, que se mantinha suspensa mesmo em 1981 (vide D.L. 148/81). O próprio regime de renda condicionada pouco ou nada resolveu, em comparação com a tímida reforma da Troika em 2012.
ResponderEliminarTambém achei curiosa a ideia de "
Olá boa tarde, João!!!
ResponderEliminarDifícil comprar casa, difícil para quem tem casa ainda por pagar pagar e pior para quem paga casa arrendada...
enfim... desgraças.
Beijinhos
Mais tabaco na mistura... mais tabaco!
ResponderEliminarEstá a mentir, as rendas não estavam congeladas e os proprietários de imóveis são obrigados por Lei a ter os mesmos nas devidas condições tanto por fora como dentro e a dar-lhes uso, caso se prove não terem meios para custear as obras e manutenção do imóvel ou imóveis que possuem, o Estado através das Autarquias auxilia na recuperação dos mesmos de acordo com o previsto na Lei e Regulamentos.
ResponderEliminarVocê não sabe o que é Estado Social nem sequer aqui se aplica, o Estado através das Autarquias auxilia os proprietários de imóveis que provem não ter rendimentos para manter os mesmos nas devidas condições tanto por fora como dentro, e o Dinheiro Público que é aplicado será depois recuperado sem qualquer prejuízo.
O que é grave é criar programas e subsídios desnecessários como o "rendimento acessível", "Portas 65", etc.,ou qualquer imóveis ao Serviço da Segurança Social, para que sejam os Portugueses a pagar as rendas dos outros com os proprietários de imóveis a encher os bolsos com o Dinheiro Público.
Pode mentir e repetir a mentira as vezes que quiser, trocar de retórica, dar voltas aos textos, que não tem hipótese, a "lei das rendas" redigida pela dr.ª Maria Graça é um esquema criminoso que terá o seu fim.
O seu discurso é simplesmente delirante. Indiquei-lhe dois decretos-lei que mostram, claramente, que as rendas estavam congeladas, e ainda assim persiste na mentira. Sinceramente, não sei se é preguiça ou tão simplesmente desonestidade intelectual. Se calhar, ambas.
ResponderEliminarClaro que não, o socialismo que o Figueredo defende é que tem regulado um mercado sem liberdade.
ResponderEliminarEscreveu pior Figueredo , você escreveu que quer o preço justo sendo a justiça definida por si.
ResponderEliminarNão é preciso ligações ferroviárias de qualidade, isso é só empatar dinheiro em transportes fixos logo muito vulneráveis.
ResponderEliminarAs notícias que vemos não são mais que a nomenklatura jornalista-politica dominante que vive em Lisboa a protestar.
Notem como não protestam para os Ministérios saírem de Lisboa para esta não concentrar todo o investimento e assim diminuir a pressão além de tornar o país menos macrocéfalo.
Eles sabem muito bem que várias culturas nasceriam e assim perderiam o poder que têm na monocultura que construíram.
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