Gostei muito da intervenção de Passos Coelho ontem no Algarve. Abriu o discurso da AD, deu-lhe ambição e abrangência política. Do que eu gostei mais foi da alusão aos oito anos de “gestão de crise” de António Costa, do improviso assistencialista, e da urgência de devolver confiança aos portugueses de se atreverem a tomar conta dos seus destinos – tomarem nas suas mãos o governo das suas vidas. Também gostei da referência à necessidade de regulação da imigração, neste país que se vai tornando a porta de serviço da Europa, e do sentimento de insegurança que vai medrando nalgumas regiões ou zonas das nossas cidades. Agora só falta o Nuno Melo dizer qualquer coisa de direita, por exemplo, afrontar a cultura Woke das esquerdas, acorrer à defesa da Família Natural, ou a Ecologia Humana, cristã.
O recado ficou dado: depois de oito anos de desmandos socialistas e uma implosão por “indecente e má figura”, Passos Coelho acredita que “o resultado natural é a vitória da AD. Acho que o Luís Montenegro vai formar governo, é a minha convicção”.
Não acredito em governos messiânicos e a vida ensina-nos que a política “é a arte do possível”, em confronto com as contingências de cada momento; pelo que a prespectiva dos portugueses iniciarem um processo de libertação das grilhetas do Estado socialista já é um bom ponto de partida.
Acho que vai haver luta...
ResponderEliminarSó no dia das eleições saberemos o futuro do país!
Do que li digo-lhe outra coisa: Passos Coelho foi dar um golpe abaixo da cintura em Montenegro. Não falo da imigração. Falo da vitória. Parece que chegou a falar em maioria absoluta. Faz lembrar o que Freitas do Amaral terá feito há quarenta anos a Balsemão. Se bem me recordo, Balsemão queixava-se que o outro tinha colocado as expectativas eleitorais tão altas numa entrevista para poder de seguida dizer que Balsemão tinha perdido.
ResponderEliminarHá azares na vida. A Assembleia foi dissolvida antes do tempo, com o advogado de Espinho ainda em chefe.
Agora vai ser difícil tirá-lo do lugar.
Não compreendo esta direita que ainda acredita no PSD...
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ResponderEliminarGostei muito da intervenção de Passos Coelho
Passos Coelho tem uma boa voz, agradável de ouvir, muito ao contrário de Luís Montenegro, que tem uma voz pavorosa, horrível, extremamente desagradável.
o inimigo natural do woke de esquerda é o woke de direita. Deixá-los pelejar.
ResponderEliminarInfelizmente, não concordo.
ResponderEliminarO regresso de Passos foi o euromilhões e uma benção para o PS de PedroNunoSantos.
Vê-se que não conhece a história da Troika e a razão porque veio.
ResponderEliminarO PS pediu 77.000milhões senão tudo o que era público não tinha dinheiro. Portugal era malvisto na Europa.
ResponderEliminarContinua
Continuação
ResponderEliminarhttps://observador.pt/opiniao/o-perigo-do-politicamente-correto-e-a-ditadura-das-minorias/
ResponderEliminarhttps://theblindspot.pt/2023/12/08/a-mudanca-da-nova-ordem-mundial-ii/
A direita(seja qual for)é ingénua por defender o controlo da imigraçao (a questão não é impedir completamente a vinda de estrangeiros),mas então a esquerda é o quê quando insiste em portas abertas para todos à vontadinha?? Haja bom senso!
ResponderEliminarEis uma perplexidade comum a muita gente.
ResponderEliminarJá Karl Liebknecht, Rosa Luxemburg, Rita Matias e mais alguns recentemente, eram social-democratas ...
> travada sem remorsos contra todas as raízes da tradição ocidental
ResponderEliminarMeh, os jacobinos queimaram as raízes da fé antiga, e estavam à espera que a coisa ficasse por aí e não houvesse novas iterações?
A revolução come os filhos.
A imigração não é toda de igual qualidade.
ResponderEliminarDepois temos a quantidade. Na imigração também a dose é o veneno. A partir de determinada concentração mata-te.
Quais as reformas que o PSD/CDS fizeram quando estiveram no governo desde os anos 90?
ResponderEliminarO que ficou foi só criação de novos impostos, e a criação da autoridade tributária e de resto geriram o Socialismo.
Alguma de direita? Não.
No entanto lembro.me de muitas feitas pela esquerda que o PSD/CDS não quer contrariar.
será sempre impossível fazer pior que o ainda pm
ResponderEliminareste coitado não serve nem para porteiro do ministério e ainda acaba em ministro.
ResponderEliminara burrice, a ignorância e a má fé tem limites
ResponderEliminarhttps://observador.pt/2024/02/27/adn-aponta-aos-tvde-e-acusa-governo-de-fomentar-a-imigracao-ilegal/
ResponderEliminarMais claro é impossível.
Passos é um presente de grego.
O tal que foi além da Troika, roubou (não é metáfora ou exagero) salários e pensões, aboliu feriados, e retirou direitos. O mundo é como é, e não como queremos que seja. Isso é mentalidade woke, mas essa chia muito nas redes e nas passeatas/protesto, mas esbarra na realidade. E a realidade neste caso são votos. Para o comum dos eleitores, Passos é o Diabo, não aquele que impediu o Diabo de chegar.
E para os mais iletrados, não é que concorde com a conclusão, mas isso não impede a mesma de ser factual
ResponderEliminarSe calhar o Douglas e outros preocupavam-se menos com a "invasão" mourisca, e mais com a ameaça americana. Sim, porque os valores europeus da tolerância e cooperação deixaram de existir, sendo substituídos pela intolerância e competitividade americanas.
Sendo que esta intolerância religiosa, woke, vai da esquerda à direita; aqueles que acham que o racismo nunca esteve tão elevado como hoje, e que as mulheres nunca viveram com tão poucos direitos, e os outros que dizem que racismo nunca houve e que o mundo actual é perfeito.
Também é verdade que a nossa cultura de culpa, muito enraízada no cristianismo, ajudou a comer com a história do passado colonial e da culpa total pelos males do mundo. No fundo, a auto-flagelação não passou assim tão de moda, embora nos digamos laicos e esquecidos dos rituais.
A grande diferença entre os wokes, é que uns tèm apitos e andam pelas universidades, e outros têm carabinas.
ResponderEliminargostei da referência à necessidade de regulação da imigração
Desconheço tal referência porque não ouvi na totalidade as palavras de Passos Coelho, mas considero tal referência, a ter existido, desnecessária, improcedente e de mau gosto.
Não há em Portugal excesso de imigrantes, os imigrantes que existem em geral têm trabalho e não causam problemas notáveis de insegurança. Para quê, então, vir falar da necessidade de regular um problema inexistente? Só pode ser para copiar a extrema-direita - o que é de mau gosto.
e nem se queixam da falta de acesso à habitação.
ResponderEliminarTenho 65 anos. Ouvir ontem o Passos, fez-me finalmente decidir votar PS. Embora sem grande júbilo.
ResponderEliminarEstá mas é preocupadinho com a pensão diga lá,não é?
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