quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

É o que há

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O Facebook lembrou de que no início de 2016, há oito anos, portanto, eu usei este gráfico (acho que é de um estudo de Augusto Mateus sobre cinquenta anos da economia portuguesa, mas não posso assegurar) como apoio  à descrição do que pensava que ia ser o orçamento do estado de 2016 (o primeiro de António Costa): uma aldrabice pegada de empolamento do PIB, para acomodar aquilo a que ele chamava "virar a página da austeridade", sem que se notasse muito o aumento do défice.


O tempo demonstrou que eu estava completamente enganado, eu e toda a gente que, de uma maneira ou de outra, achou que os orçamentos de estado e as políticas públicas enunciadas eram para levar a sério.


Em minha defesa devo dizer que é muito mais fácil um aldrabão saber como pensa uma pessoa normal, que se rege pela realidade e por um conjunto mais ou menos definido de valores morais, que as pessoas normais conseguirem ter uma ideia do que pretende fazer um aldrabão: "para quem não tem vergonha, todo o mundo é seu".


Existem muito mais hipóteses para quem constroi realidades alternativas que para quem constroi sobre a realidade que existe.


António Costa sabia que:


1) Tinha a esquerda no bolso porque os avisou de que os responsabilizaria por se recusarem a apoiá-lo, abrindo caminho a um novo governo de Passos Coelho;


2) Passos Coelho sempre se tinha recusado ao habitual jogo de passa culpas, assumindo integralmente as políticas que executou e que foram determinadas pela irresponsabilidade financeira do PS. Isso tornava Passos Coelho num alvo fácil, bastava responsabilizá-lo por todas as dificuldades que existiram durante a troica (manipulação facílima de fazer porque os jornalistas estavam totalmente apostados em lhe dar credibilidade, mesmo os que sabiam que era uma grande mentira);


3) Não podia já usar a tática de Sócrates (atirar com o défice para fora do perímetro de consolidação da dívida pública), quer porque entretanto as regras mudaram (estão ali uns crescimentos do endividamento, a preto, identificados como "outros factores" que suspeito que se relacionam com a integração de dívida existente no perímetro de consolidação das contas públicas), quer porque já não havia margem para andar a brincar aos endividamentos.


Resumindo, Costa percebeu que estava obrigado a uma política de responsabilidade financeira - que deveria estar na constituição para evitar situações como as criadas pelo PS nessa altura - e que a saída política por isso consistia em executar a mesma política de responsabilidade financeira, mas de um modo que lhe permitisse gerir favoravelmente a percepção pública do problema. 


O que Costa fez foi o que faz bem, inventar uma história da carochinha em que as pessoas queiram acreditar, ao mesmo tempo que de facto fazia outra coisa.


Costa prosseguiu a política de responsabilidade financeira de Passos Coelho, negociada pelo PS com os credores, mas mudou-lhe o nome para política de contas certas, criando uma cortina de fumo retórica protegida por um biombo real: a) aprovar um orçamento de estado fictício e transferir a capacidade de o executar para o ministro das finanças; b) transferir financiamento do Estado dos impostos directos para impostos indirectos e taxas avulso que fossem dificeis de perceber pelas pessoas comuns.


Com o vento de feição, em parte em resultado do ajustamento feito e em parte por uma conjuntura internacional favorável (nomeadamente na evolução dos juros, cuja importância é bem visível no gráfico), foi administrando umas aspirinas para tratar os sintomas do doente, sempre que necessário, desistindo de o tratar para evitar os protestos do doente em relação aos efeitos secundários de qualquer tratamento.


O resultado é o que hoje conhecemos, que na verdade corresponde à vinda do Diabo, quer na degradação acentuada da administração pública decorrente dos cortes reais feitos através de cativações (que evitavam a sua discussão com os seus reféns, na altura do orçamento de estado, prestando-se os reféns ao papel ridículo de fingir que estavam a ser enganados por Costa quando aprovavam os orçamentos), quer numa economia anémica que se vai aguentando à custa da degradação relativa do factor trabalho.


Costa sabia perfeitamente qual era o estado do doente, sabia perfeitamente que estava apenas a gerir os sintomas como se o seu governo fosse uma unidade de cuidados paliativos e sabia que, a prazo, esta estratégia não tinha futuro.


Para a gestão da sua carreira política isso não era muito relevante, a única coisa relevante era aguentar até à melhor oportunidade de saída que aparecesse entretanto.


O que correu mal não foi o parágrado da Procuradora Geral da República, o que correu mal foi a revolta dos reféns que alteraram os calendários previstos, seguida de uma maioria absoluta que não lhe permitia responsabilizar terceiros pela sua saída à francesa, quando tal lhe fosse conveniente.


E a sua troca por Pedro Nuno Santos talvez represente uma ruptura muito mais profunda do que parece: trocámos um médico simpático viciado em cuidados paliativos, mas capaz de compreender o estado do doente ao ponto de evitar tratamentos cujos resultados seriam muito contraproducentes, por um crente na homeopatia sem a menor noção do efeito no doente dos tratamentos que administra.


Quando Costa ataca o alojamento local, sabe perfeitamente que não é por aí que muda o que quer que seja do problema da habitação, mas é-lhe útil para gerir a percepção dos eleitores, mas quando Pedro Nuno Santos defende o mesmo, acredita mesmo que o Estado é mais eficiente que a iniciativa privada a disponibilizar casas às pessoas.


Se é verdade que me sinto tentado a votar no PS para garantir um tratamento de choque ao país que o liberte definitivamente da dependência do Estado, não é menos verdade que a minha natural bondade me impede de infligir tamanho castigo aos meus compatriotas, mesmo que a prazo pudesse ser remédio santo.

38 comentários:

  1. Ventura acaba de dizer na AR que «o ps é capaz de estrangular os contribuintes».
    a degradação do estado e da economia chegou a tal situação que a melhor situação para Costa era fugir ao 'fim de festa'.
    o aumento da dívida e a aplicação do prr não ajudaram apesar das cativações.
    ontem um César acusou  PPC no seguimento de outros artistas deputados.
    contou até ao limite com o apoio institucional do PR.
    «os Sem-Abrigo que paguem a Crise!»

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  2. "um tratamento de choque ao país que o liberte definitivamente da dependência do Estado"


    Mas isso é na perspectiva disto ficar tipo Albânia ou assim? É que um país pobre, cheio de pobres, e que pouco ou nada produz, sem a almofada estatal, apenas progride para a miséria extrema. Os que podem, fogem (como já o fazem, mas muitos mais iriam).


    Essa dependência maldita também tem muito que se lhe diga, grandes entrepeneurs tipo Musk não o seriam sem financiamento do tio.

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  3. "mesmo que a prazo pudesse ser remédio santo"
    Basta procurar o significado de Medina.
    Aquilo que António Costa deixou foi uma casca de banana.
    Uma queda pelo abismo de todas as esquerdas (o próprio filho de Costa acredita em PNS diz que o segundo é mais ideológico).
    António Costa quer ser o Salazar da esquerda " naquele tempo é que foi bom".
    O que António Costa quer é ter um 25 de Abril utópico, sem um Novembro que colocou a História na ordem.

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  4. Também estou a pensar votar PS, quero que o povo se vacine de vez, este povo parece masoquista.

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  5. Boa tarde, Henrique P. Santos
    Só me vou pronunciar sobre o -" - porque quanto ao resto nada percebo de finanças e economia e muito menos de futurologia (aliás com políticos cujo programa são os rostos dos chefes e uma saca cheia de programas, é difícil fazê-la).
    Quanto ao ponto referido, se bem me lembro foi o Jerónimo de Sousa que disse, na noite das eleições, "António Costa só não governa se não quiser".
    Boa continuação de semana,
    Zé Onofre

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  6. Se não fosse a Europa já tínhamos a Cubanização ou Venezuelização implantada.
    Se o PS voltar a ganhar, é melhor perder a esperança.
    Mesmo que o CHEGA ganhe ao PSD são poucas as hipóteses de mudança. Neste caso o fraco PSD  de Montenegro volta-se para o PS.
    O PS vai comprar o resto que falta, e logo, só se safam os seus encartados.

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  7. escandalo nas forças armadas governo de passos coelho faz com que sargentos em 6 meses virem oficiais: https://www.dn.pt/portugal/aguiarbranco-mantem-prazo-para-promover-enfermeiros-ao-oficialato-4871739.html


    sem fazerem os 4 anos e 6 anos na academia militar, na medicina, e os portugueses a pagar

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  8. Talvez pouco a propósito.
    Acabo saber do Crime Económico lesa Pátria, da dupla Costa & Pedro.
    Perante a sonolência das oposições, incluindo o Exmo PR:
    Lançamento TGV Lisboa Porto,
    bitola ibérica, a saber séc XIX.
    Dois criminosos à nossa vista.
    Condenados pelas gerações Jota 14.

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  9. Como numa ilha de Cuba, isolada do mundo moderno,
    a criminosa decisão PS, AR, Partidos em geral.
    Aprovação da linha TGV em bitola ibérica, a saber, dp séc XIX,
    nada a ver com uma Espanha modernizada e na linha da frente.
    O resultado de dois criminosos socialistas, Costa e Pedro NS.

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  10. Gosto da teoria de que o socialismo está a matar o país e de que só sobrevivemos com ps (e assumo, restante camarilha à esquerda) fora do poleiro (governamental,  que há outros...)
    PSD, IL, Chega(?), os amigos da AD, ao certo que ideias têm para o país que sejam assim tão diferentes e inovadoras? Se disserem que querem outros a usar da gamela tudo bem, agora de um lado é o António Babá e os 40 ladrões e do outro são padeiras e sebastões, parece ir para o lado das ciências místicas. 

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  11. Delirante este criminoso ainda continuar a falar do diabo como se ele não tivesse vindo. Estamos no buraco mais fundo que há memória, tanto só nível da credibilidade da política e da confiança como a nível económico com uma dívida absoluta cada vez mais astronómica nunca os serviços públicos estando tão mal. Um sem vergonha.

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  12. A Alemanha colocou o défice zero na sua constituição e foi o que se viu: a partir daí, os sacos azuis e os fundos paralelos multiplicaram-se no orçamento alemão. Agora estão-se a ver à rasca para descalçar a bota.

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  13. "A riqueza das famílias portuguesas cresceu 47% nos últimos cinco anos, revelam os dados do Banco Central Europeu (BCE) divulgados esta segunda-feira. Este aumento foi superior ao registado na Zona Euro no mesmo período: cresceu 29%, um desempenho que foi acompanhado por uma diminuição da desigualdade."


    Já que gosta tanto de realidades alternativas se calhar é melhor olhar para esta, não?

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  14. Quando Costa ataca o alojamento local, sabe perfeitamente que não é por aí que muda o que quer que seja do problema da habitação


    Isso não é verdade.


    Naturalmente que há muitos empresários do alojamento local que não desejam, de forma nenhuma, arrendar as suas casas de forma contínua (porque, por exemplo, eles próprios as utilizam de vez em quando). Eu conheço um caso desses.



    Mas há também alguns empresários do alojamento local que aceitam arrendar as suas casas de forma contínua. Por exemplo, alguns fizeram-no durante a pandemia, quando não houve turistas. Eu também conheço um caso desses.

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  15. o significado de Medina


    "Medina" vem do árabe e significa "cidade".

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  16. Um drama, um drama, fizessem eles como os portugueses e estariam muito melhor

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  17. Ah bom. Assim sendo, está tudo bem.

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  18. Evidente que o problema desde o início foi a falta de regulação. Era previsível o resultado final, mas em Portugal dificilmente se prevê (por falta de vontade, presumo) o futuro próximo. A isto se junta uma sanha de ganhar o seu o mais depressa possível.
    AL é AL, e é verdadinha que muito imóvel em Lisboa e Porto só foi recuperado por causa do investimento em AL. Lembro-me há 25 anos trás, imóveis para arrendamento cujo estado era... enfim... e não eram na altura baratos. Ao que se juntavam os inabitáveis.
    Mas com isso veio o negócio do Zé e da Maria usarem o seu apartamento próprio, ou um investido em arrendamento de longo prazo, no mercado da AL, e isso sim provoca inflacção nos preços.
    O AL não é o demónio fonte de todos os males, mas foi uma besta deixada à solta.


    PS: tinha um colega com apartamento arrendado (não sei que espécie de contrato teria, se o teria sequer) durante meses, que chegado o início de Verão, era "despejado" porque o senhorio preferia arrendar ao dia ou à semana, até ao Outono.

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  19. O Costa e seu MF ganharam "credibilidade" a partir do momento em que deixaram de fazer rectificativos. Porque o rectificativo implica (aspas aqui) um grau de incompetência, ou maldade, a fazer o orçamento. Se fosse bom, não teria de ser alterado.
    O facto de existirem cativações, dinheiro que era suposto ser gasto e não o foi, passou a irrelevante.
    Bem como o facto dos orçamentos socialistas, tal como os anteriores (basta ler com o mínimo de atenção alguns exemplos), não passam de contos de fadas e fezadas, sempre a puxar para o optimismo.
    Clro que o milagre do tigre ibérico, se calhar mas só se calhar, também deve um pouco aos juros baixos praticados pelo BCE e pelas injecções de capital via turismo, que teve ainda o condão de criar algo parecido com pleno emprego.

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  20. Terei de praticar novamente o voto racista.
    Não tenho motivação suficiente para votar no Caldas.

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  21. O AL não é o demónio fonte de todos os males, mas foi uma besta deixada à solta.


    Pois. O que aliás é normal, quando uma coisa nova aparece, ao princípio não há regulação para ela e ela fica à solta. Mais tarde, pouco a pouco, será preciso regulá-la.


    O alojamento local foi uma coisa boa que financiou a recuperação de muitos imóveis. Agora, porém, torna-se necessário colocar-lhe um travão. revertendo os imóveis que foram recuperados graças ao alojamento local para a sua utilização normal como habitações permanentes.

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  22. Isso quer dizer que eu hoje sou mais "rico" porque possuo uma casa que vale o dobro de há 10 anos atrás? Ou aplica-se apenas a imóveis considerados como actividade comercial (no mercado de renda)?

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  23. Sim, quando se mede a riqueza inclui-se o património e a sua valorização tem esse efeito: é-se mais rico, mesmo que se tenha menos rendimento.

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  24. Estes 2 textos nota-se a falta de ambição socializante, derrotismo, gestão da decadência onde todos se começam a canibalizar pelas migalhas. 
    O ataque ao alojamento local não foi mais que canibalização da economia.


    Foi a regulação que impediu de construir mais casas. 
    Portugal é um país com um défice gigante de capitalismo e aqui temos 2 satisfeitos por destruir mercado livre.
     
    E mais uma vez o balio "o liberal" contra a liberdade. 

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  25. Não sabia que a notícia só dizia respeito aos proprietários de casas, as coisas que você descobre. Mesmo assim um país com 60% de proprietários de casas não se pode dizer que esteja muito mal, pois não?
    Em relação à omissão do essencial da informação parece que estamos quites.

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  26. Pensei que tinha lido o relatório que citava.

    O que cita diz respeito a toda a população, o que acontece é que a definição de riqueza é muito influenciada, sobretudo em Portugal, um país em que a maior parte da poupança se faz com investimento em casa própria, pelo valor da casa.
    Acontece que esses 60% dizem respeito à população europeia, em Portugal a percentagem de pessoas que vivem em casa própria, sendo portanto proprietários, anda pelos 70%.
    O que não é longe da média europeia.

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  27. Eu sei que sabes que nada disso interessa para a definição de riqueza num determinado momento, o que não percebo é por que raio fazes estes comentários sem qualquer relação com o que está em causa.

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  28. por que raio fazes estes comentários sem qualquer relação com o que está em causa


    Porque o Henrique fez um comentário errado.


    Comentando a frase "

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  29. E então?
    Estamos acima da média europeia, aumentámos a riqueza, qual é o problema?
    Será que a Roménia está melhor, o tal país que dizem que nos ultrapassou? O tal país que tem um ordenado mínimo metade do nosso. Será que os proprietários de casas também são 70% como nós?

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  30. Não discuti se está melhor ou pior, expliquei-lhe o sentido do que estava a citar sem perceber: a riqueza que aumentou diz respeito ao aumento do valor das casas.

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  31. Insistes no disparate.
    A análise é ao conjunto da população.
    Nesse conjunto, a esmagadora maioria dos proprietários ou são senhorios que não podem aumentar as rendas (uma minoria) ou são proprietários de habitação própria (a esmagadora maioria) e é o aumento do valor das casas dessas pessoas, que não se traduz em nada de concreto até ao momento da venda (ou no momento em que o inquilino morre, para os que são senhorios), que faz avaliar o aumento da riqueza nas percentagens referidas.
    O pequeníssimo conjunto de pessoas que referes, que têm casas com contratos de arrendamentos modernos, nos últimos cinco anos, contribuem para esse aumento de riqueza global das famílias portuguesas em 0,00000000001%).

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  32. O que HPdS escreve está correcto. As inevitáveis falências causadas pelas ideologias de esquerda e a posterior má CS quando a direita tenta corrigir aqueles males, são as óbvias luta política sempre do tipo clubismo, Clubismo político, hiper-partidarismo que formatou politicamente o País no pós Abril. Partidos, partidos, partidos de todos os tamanhos, ideologias e feitos. Todos com as soluções ideais no bolso. Uma anedota ouvil-los falar.


    No futebol as análises na CS mencionam essencialmente da exibição, os méritos ou deméritos dos jogadores, da sua forma, Ronaldos ou não, ... e, vá lá, dos treinadores ridicularizando os mais extrovertidos (que parece foram eles a marcar os golos) e apreciando os mais comedidos, capazes de gerir tantos interesses, egos e egozinhos.....



    Na actividade política a CS não discute méritos e deméritos das intervenções e propostas do deputado A ou B na Assembleia da República, a não ser por anedota ocasional. Na maioria da CS, afecta, só se gaba o treinador, o mister, o PM!. Inventam-se vitórias, escondem-se derrotas e é um infindável prometer de taças e "campeonatos". O PM, por cá, está em cima da azinheira ao lado da N. Senhora. Ungido por um republicano óleo constitucional o homem está divinizado.



    Os jogadores, os deputados, são paisagem muito secundária, porque assim o querem, honra (ou deshonra) lhes seja feita. Triste espetáculo.

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  33. Sim, Passos Coelho foi um PM com uma exibição comedida. A partitura foi-lhe (-nos) imposta pelos erros socialistas.
    O ainda actual PM é do tipo "lança os foguetes, faz a festa, apanha a canas" e extrovertidamente escreve o script em que quer brilhar. Será que é o a UE quer?. Seria de rir, por lá....

    A próxima escolha -este post esplica claramente- é o sair de uma comédia, de um teatro absurdo, ou para um fanatismo insano ou para o drama que Rui Rio soube evitar mas Passos Coelho não.

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  34. Só sei duma coisa. Com o socialismo Portugal entrou em declínio e só não é irreversível porque temos outras soluções, se quisermos. Recordei-me deste artigo por ser um belo e certeiro resumo destes anos de socialismo-costista. (Repare-se que foi escrito numa data anterior a esta maioria absoluta, razão pela qual não estão incluídas as sucessivos casos de escândalos deste ultimo mandato! Então seria ainda mais indigesto e penoso  ler-se  o resumo destes anos)


    https://observador.pt/opiniao/a-isto-chama-se-declinio-a-partir-de-que-momento-se-torna-irreversivel/

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