segunda-feira, 3 de abril de 2023

Um pequeno esquecimento

António Costa, falando para os sindicalistas do seu partido, terá dito que o Estado tem feito a sua parte no aumento de rendimentos, mas era preciso que os privados também aumentassem os salários, porque é o rendimento das pessoas que condiciona o crescimento da economia.


"o secretário-geral do PS admitiu que “as políticas públicas podem e devem ajudar a aumentar o rendimento disponível”. Aludiu à negociação em curso para atualizar em 1% as remunerações dos funcionários públicos, mas reclamou que “tem de existir um esforço comum, de todos, para melhorar os rendimentos”. Incluindo do setor privado."


Devo dizer que, havendo jornalistas para ouvir este tipo de declarações, estranho que não haja jornalistas para perguntar se, sendo assim, não teria sido razoável o Partido Socialista ter aprovado a proposta da Iniciativa Liberal para baixar o IRS a todos os que ganham metade do salário dos deputados.


É que entre o que as empresas pagam e o que os trabalhadores recebem há uma espécie de comissão que o Estado cobra por deixar uns existir e aos outros trabalhar, comissão essa que não errarei muito se disser que anda por 30% do que as empresas pagam pelo trabalho de cada pessoa (ou melhor, estou a errar por defeito, em grande parte da massa salarial, podendo estar a errar por excesso nos rendimentos mais baixos de todos).


Se António Costa diz que é preciso um esforço de todos para aumentar o rendimento disponível das famílias, que tal lançar uma discussão séria sobre uma diminuição do IRS, da TSU e de todas as contribuições sobre o trabalho?


E se os senhores jornalistas estão mesmo preocupados com as dificuldades da classe média e dos "mais vulneráveis", como agora se diz, por que razão não passam o tempo todo a perguntar aos membros do Governo se faz sentido continuar a cobrar uma comissão sobre o trabalho de todos que anda perto de um terço do valor que as empresas têm de pagar por esse trabalho?

10 comentários:

  1. Antonio Maria Lamas3 de abril de 2023 às 17:43

    Para 11 meses de trabalho, as empresas têm que despender o equivalente a 18 meses de salários. 
    Isto tem que ser gritado até à exaustão ao Estado 

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  2. https://www.youtube.com/watch?v=3tjpVWshbD0



    É assim que se destroem  países. E o Costa vai no bom caminho.

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  3. Coitadas das empresas, nem sei como não encerram todas. Para que é que as empresas contratam trabalhadores mesmo?

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  4. e se conseguisse aumentar o nº de empresas da alta tecnologia que fogem deste país como o Diabo da Cruz?

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  5. Por mero acasp ninguém se lembro doa reformados e pensionista, esses já pagaram,,,e continuam a pagar... e agora vão ter como solução...a eutanásia!!!!

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  6. Se é tão fácil, não sei por que mais malta não forma a sua empresa e se torna milionário instantâneo

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  7. O Anónimo das 15:17 está a comparar alhos com bugalhos. Mas quem falou em formar uma empresa?
    Fala-se sim em MANTER uma empresa, e se as empresas têm "custos" com trabalhadores, porque não os despedem a todos com justa causa? Porque é que na Internet só se vê empresas a dizerem que estão à procura de pessoal? Querem ver que os trabalhadores dão lucro...
    Quanto às dificuldades para criar uma empresa, descobriu a pólvora. Os mecanismos para a criação de empresas só estão disponíveis aos mais ricos. Eu também gostava de ser dono de um alojamento local mas o banco não me dá o empréstimo, apesar de ser um negócio 100% seguro e lucrativo.

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  8. Um PM que arruína o País, mas salva o partido.

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