domingo, 20 de novembro de 2022

Qatar 2022

O futebol é importante nas nossas vidas, porque entre outras coisas, ajuda a juntar pessoas de diferentes sensibilidades, nacionalidades, origens culturais. Juntar é sempre melhor do que dividir. A "pátria" de cada um terá sempre diferentes nuances e cumplicidades: familiares, políticas, históricas e estéticas - porque é que haveremos de estar sempre a querer afirmar a nossa originalidade "pessoal"? Essa experiência de unidade (na bancada de um estádio) é fascinante, mesmo com a reserva de quem não prescinde da racionalidade a olhar o mundo - não há perigo de diluição.
Pobres de espírito são aqueles que, de bicos de pés, na sua mediocridade, se acham superiores a tudo isto.
Aos mais renitentes, aconselha-se a que durante o campeonato do mundo de futebol, em vez de se sentarem em frente à televisão a remoer, leiam livros, muitos livros. Desse modo, no fim, nos entenderemos melhor certamente.

7 comentários:


  1. Há ainda assim alguma diferença entre o futebol da "Copa" do Mundo e o futebol jogado ao Domingo pelos amigos, ou durante o Natal na zona de ninguém.
    Isto é entretenimento, e negócio. Porque o primeiro é o segundo.
    Entrando no caminho da demagogia, e porque há gente que não merece muito mais, aos activistas do clima, aconselho irem manifestar-se para a China e Índia, grandes poluidores com pouca vontade de o deixarem de ser, até porque por essas bandas eles adoram o direito à indignação; aos dos direitos humanos, igualdade de género e derivados, têm muito por onde escolher, Irão é um bom destino actualmente, mas sempre podem ir para África ou Ásia impedir a recolha do nocivo lítio. Mas convém não irem de avião, que polui muito.

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  2. a experiência de unidade (na bancada de um estádio)


    Eu já estive em diversas bancadas de estádios, a apoiar a seleção ou o meu clube, e não tive qualquer experiência de unidade. Está bem que estamos lá todos com o mesmo objetivo de apoiar, mas somos mesmo assim muito diferentes.

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  3. João Távora,
    Será que Vexa é um dos pobres em Espírito?

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  4. É golo, é golo,
    É golo, é golo, é golo,

    Golo de Portugal, goooooooollllooooooo ... Ró, ró, Ronaldo ...

    Vestido a rigor com o thobe e ghutra cobrindo-lhe a cuca lé-lé, o sáfaro belenense abraça-se ao caneco seboso e festeja:

    - Conseguimoooooooos ... Somos os melhores do mundo. Quatrocentos vai ser pouco!

    Na porciúncula endividada as ronaldetes sonham com um Ronaldinho e os ronaldetes roem-se de inveja grátis com a Mayorga.

    Nando Santos, esse, acredita no empate.

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  5. Há para todos os gostos.
    Os ofendidos que não vão ver, os pragmáticos que se sentam no sofá como se nada fosse (afinal, houve Jogos em Pequim, e Mundial na Rússia, sem todo este espalhafato), e os que vendo o mínimo, fazem as suas acções de sensibilização (de preferência no conforto das redes sociais usando o seu telemóvel feito na China com lítio escavado nos confins de África).



    Futebolisticamente falando, e sabendo que o Infantino é outro f d p na linha dos anteriores líderes da FIFA, que quer é guito, não deixa o careca de ter alguma razão na exposição da hipocrisia. O que realmente está em causa não são os direitos humanos ou a escravatura (a China também a tem a grande escala), mas sim o país em si enquanto organizador. E até hoje nunca vi alguém tentar boicotar o PSG, ou recusar o seu dinheiro.

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