sábado, 13 de agosto de 2022

Daniel Oliveira

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Mesmo conhecendo o seu enviesamento ideológico, deixa-me muito incomodado e perplexo final do primeiro parágrafo do artigo do Daniel Oliveira, publicado no Expresso desta semana, com honras de pág. 3. Diz assim: "(...) Mas os católicos que se sentem chocados com estas revelações têm, antes de tudo, de pôr a mão na sua consciência. Nada disto é surpresa. Porque o permitiram durante tanto tempo? Porque tiveram os denunciantes, fossem vítimas, familiares ou outros padres, de lidar com a indiferença ou incompreensão das suas comunidades? Com tanto ativismo para reprimir o sexo consentido entre adultos livres e impedir que se fale de sexualidade na escola, porque não se mobilizaram mais católicos para protegerem as crianças do abuso na sua própria Igreja?" É impressão minha ou ele acusa-me a mim (como integrante em diferentes épocas da minha vida em diferentes comunidades católicas) de cumplicidade pelo silêncio nos casos? Ora, nos anos mais recentes, o confronto com estas notícias tem sido para mim um profundo choque. Precisamente porque na experiência de vida que levo na Igreja - a ralação com padres, catequistas, movimentos, paroquianos - nada alguma vez me fez suspeitar que tais anormalidades pudessem acontecer. A minha estranheza só se compara com a revolta e tristeza que sinto com esses comportamentos que evidentemente não são padrão na igreja, que é a mensagem que o autor quer fazer passar. Como é que eu, e milhões de católicos como eu, podem ser acusados de cumplicidade? Ou porque Daniel Oliveira não conhece minimamente a dinâmica inorgânica da igreja ou por profunda má-fé. De resto, não servindo de todo de consolação, fiquemos com a frase final da crónica do Henrique Raposo na mesma edição do jornal: "quando nos revoltamos contra os pecados da Igreja, estamos na verdade a olhar para o nosso rosto reflectido num espelho".

12 comentários:

  1. Página 3 era onde os tablóides ingleses publicavam fotografias de modelos em topless. O Expresso decidiu levar a coisa muito mais longe e avançou para a pornografia hardcore em forma de crónica.

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  2. Sempre foi assim. Desde sempre. Em todo o mundo onde há jovens entregues  a adultos. Os budistas é pior. A católica sempre foi assim e basta conhecer a iconografia medieval para o comprovar.


    O problema acho que nem tem a ver com não poderem casar porque é sempre homossexualidade. Se não forem padres e estiverem em internatos, vai dar ao mesmo
    O que também não muda é o jacobinismo destes falsos escandalizados quando defendem doutrinação para isso a partir da primária

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  3. Falem lhes na Casa Pia que eles perdem logo o pio. Onde está a Comissão para aceitar e investigar denuncias de antigos alunos e funcionários?  Quem tutelava a Casa Pia ? Quem foi o politico que deixou de ser PM porque o seu partido sabia das suas responsabilidades enqunto ministro que tutelava a Casa Pia e que tudo abafou e afastou o ? 

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  4. Ó Távora: gastar cera com ruins defuntos...
    Começando nos comentadores e terminando no filho do pai.

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  5. Agora  se a sexualidade reprinida pode ser suxrblimada , depende: em muitos casos sim, desde sempre, noutros ja  hå tara e atrai tarados

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  6. Realmente,  fazia falta aqueles regimes da foice e martelo, em que mobilizava tudo para corrigir os defeitos do sistema. Normalmente para a Sibéria. 

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  7. Não me surpreendeu tanto como ao JT em virtude do conhecimento histórico e a Natureza Humana não muda. Mas tal em nada me fez afastar nem da crença em Deus nem da Igreja Católica (enquanto instituição) Em relação à doutrina, não fui doutrinada em criança e a aproximação tem sido a minha verdade "possível ". E não inclui tudo. Não inclui a ideia de " vale de lágrimas " e busca de flagelar, nem a unica reconpensa como a tal etetnidade na outra vida. Mas inclui, desde sempre: a noção de culpa e expiação.  Há- de ser isso q separa a confissão dos católicos,  da negação dos ateus

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  8. Não deixa de ser irónico que uma organização de homens que fizeram voto de castidade e que se arroga de defensora da moral sexual da humanide, se veja enredada em tantos casos escabrosos.

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  9. Nem mais, Zazie! Esses hipócritas mostram-se muito escandalizados e simultaneamente promovem nas escolas a sexualização precoce das crianças incitando-as à masturbação (inclusive à masturbação mútua) para conhecerem e explorarem o seu corpo _ dizem estes farsantes

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  10. Toda a verborreia desse animal podia ser dita exactamente igual dos muçulmanos no Reino Unido. Lá a policia disse a vítimas e familiares que não investigava e prendia, por medo de que os muçulmanos fizessem um motim.

    Nenhum Católico vai fazer um motim se a polícia judiciária prender um padre por pedofilia.
    Ninguém vai dizer que as vitimas se tem que calar a bem da diversidade.

    Daniel Oliveira é um completo hipócrita, e não me vou alongar porque não quero ser malcriado em casa alheia. No dia em que ele defender deportação para os pedófilos muçulmanos no Reino Unido, para os quais a religião era relevante, pois apenas violavam vitimas de outras religiões, e quando ele apontar o dedo a TODOS os mouros do Reino Unido, nesse dia eu dou-lhe a credibilidade que ao dia de hoje não tem.

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