quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Os ricos

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 Já sabíamos que no imaginário da extrema-esquerda que nos apascenta abundam em Portugal aos magotes uns maduros de cartola refastelados a fumar charuto em mansões milionárias (€500.000,00) a quem há que sacar uns valentes cobres para ajudar a pagar a nossa moderada despesa pública. Eu (já) não conheço nenhum, mas se tivermos em consideração que o conceito de rico neste paraíso de austeridade socialista anda em rendimentos pouco acima dos mil euros, há que recear a sanha do governo. Certo é que boa parte dos proprietários não tira rendimentos do seu património e vivem acossados por um mercado de arrendamento disfuncional.
Ah, e depois não se esqueçam que os investidores, de quem depende o tão propalado crescimento económico e o consequente emprego, fogem da imprevisibilidade fiscal como gato de água fria.

14 comentários:

  1. Que vergonha de conversa, sinceramente. Infere-se então que devem ser os trabalhadores, sem propriedade, sem depósitos a prazo, sem ações, com salários mínimos ou a viver do subsídio social de reinserção que devem pagar a crise?
    É a única conclusão que se pode tirar da sua conversa!

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  2. Quando os portugueses sentirem no bolso que a conversa do fim da austeridade era um engodo para o PS e a esquerda tomarem o poder sem terem ganho as eleições, vai acontecer a esta gente mistificadora o mesmo que aconteceu ao Sócrates: rua. É só uma questão de tempo. 

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  3. Não conhece ninguém com imobiliário com valor de pelo menos 500000? Então, pronto, eles não existem e o problema está naturalmente resolvido. É engraçado, esta recente noção de que todos os portugueses são remediados.

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  4. O que tu queres sei eu.15 de setembro de 2016 às 14:00

    Já sabemos que quem ganhou as eleições foi a PaF ! Por isso é que estão a governar !
    Constituição

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  5. Não é para pagar a crise ...
    A crise, criada anteriormente pelo partido que está agora de novo no governo, até foi parcialmente ultrapassada através de uma austeridade que foi paga por muitos portugueses mas que poupou em boa medida os rendimentos mais baixos. 
    Agora, sem crise, o governo aumenta impostos sobre tudo o que ainda mexe apenas para poder pagar o custo dos erros da sua politica económica : as medidas de "reversão", as "devoluções" aos funcionários outras clientelas, a queda no investimento e nas exportações, o aumento da divida e dos custos de financiamento !... 
    É para pagar as asneiras e os desmandos recentes.
    Agravando a prazo ainda mais a situação económica e financeira do pais.
    Quando acabar o dinheiro dos "ricos" fecha-se a loja e vai tudo de férias !!...

     

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  6. Quem é que ganhou as eleições ?
    O PS ?...
    O PCP ?...
    O BE ?...
    Uma coligação PS+PCP+BE ?...
    O partido mais votado foi o PSD.
    A coligação pré-eleitoral PaF foi a mais votada.
    Mas, apesar de terem sido os mais votados, não conseguiram alcançar uma maioria absoluta de parlamentares para poder governar.
    O PS conseguiu reunir essa maioria absoluta através de uma coligação post-eleitoral com o BE e o PCP.
    É uma solução legitima do ponto de vista constitucional.
    Ninguém contesta esta legitimidade (a que é contestada é a legitimidade politica, mas não é esta que determina em última instância a formação de governos). Ninguém "pede" ao PR a demissão do governo, ninguém faz manifestações e greves para dificultar a acção do governo, ninguém apela a um golpe militar ("novo 25 de Abril") para derrubar o governo (ao contrario do que aconteceu relativamente ao governo anterior, também ele legitimo constitucionalmente).
    Mas este reconhecimento não impede que se digam 3 coisas :
    1- A "coligação" de governo é formada por partidos com ideologias e programas muito diferentes, nalguns pontos até antagónicos, o que faz com que a actual solução de governo seja frágil e instável.
    2- A politica do governo actual é má e leva a um agravamento progressivo da situação económica e financeira do pais. Era previsivel desde o inicio, menos de 1 ano volvido já são visiveis sinais claros dessa degradação e percebe-se que o pior ainda está para vir.
    3- Quando essas consequências negativas chegarem aos bolsos da população é possivel que a coligação de governo não aguente e que, havendo novas eleições, tal como aconteceu em 2011, uma parte significativa do eleitorado volte a dar uma maioria a uma coligação PSD+CDS para governar e voltar a recuperar o pais.   

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  7. 500 mil euros nem é muito por uma vivenda ou mesmo um apartamento em Lisboa ou alguns arredores.

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  8. Poupou os rendimentos abaixo dos 600 euros brutos. Acima disso já se era considerado rico.
    Em contrapartida tivemos o fenómeno curioso de ver a Mercedes, BMW e Porche  em 2014 e 2015 baterem os seus recordes de vendas..

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  9. Fiz agora uma pesquisa numa imobiliária e retornou-me

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  10. "Poupou os rendimentos abaixo dos 600 euros brutos. Acima disso já se era considerado rico. "

    Poupou os rendimentos mais baixos ... Não nos esqueçamos que o rendimento médio em Portugal é inferior a 1000 euros por mês.
    E solicitou os rendimentos superiores de forma progressiva ... Não nos esqueçamos que 66% das familias contribuem apenas com 4% das receitas de IRS e que 9% das familias contribuem com 70% do total. 
    No final, a contribuição para o esforço colectivo foi nula ou muito pequena nos rendimentos baixos e foi aumentando progressivamente em função do nivel de rendimentos.
    Não perder de vista que o buraco a preencher numa situação de  crise grave como aquela que existia em 2011 é tão grande que técnicamente não pode sequer ser preenchido solicitando apenas os mais ricos, os rendimentos mais elevados.
    Não apenas porque não seria suficiente em absoluto mas também porque é nessas categorias que se situam muitos dos principais investidores pelo que sobrecarregá-los com impostos ainda maiores pode ter efeitos perversos e negativos muito piores do que aquilo que se ganharia no imediato : a saida de capitais para o exterior, o desencorajamento empreendedorismo nacional e estrangeiro, etc.
    Uma das principais razões para procurar evitar que o pais resvale para a bancarrota e precise de um resgate é precisamente porque a correcção dos desequilibrios tem forçosamente de exigir esforços a uma grande parte da população, dos mais ricos aos apenas remediados.    

    .
    "tivemos o fenómeno curioso de ver a Mercedes, BMW e Porche  em 2014 e 2015 baterem os seus recordes de vendas.."

    Não foi nenhum fenómeno curioso, foi algo de perfeitamente natural e até um bom sinal de recuperação da economia.
    Não foram apenas os carros de luxo que viram as vendas aumentar. Aconteceu em práticamente todas as gamas. Precisamente porque a austeridade afectou muita gente, nomeadamente das classes médias com rendimentos mais elevados.
    Muitas pessoa tinham adiado a compra de novos automóveis por não saberem como seria o futuro e preferirem fazer economias. A partir de 2014 a recuperação da situação portuguesa foi evidente e por isso muitos consumidores, assim como investidores e empresários, voltaram a ter confiança no futuro e passaram a consumir e a investir mais. 
    Infelizmente este ciclo de crescente confiança no futuro do pais foi interrompido quando se percebeu que a politica económica seguida até então poderia ser, e acabou por ser, "revertida".
    O prometido relançamento do crescimento economico pelo consumo e pelo investimento acabou por não acontecer e o crescimento até desacelarou por falta de confiança da generalidade dos agentes económicos !!...    


     

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  11. O que tu queres sei eu.15 de setembro de 2016 às 20:52

    Gostei.... muuuiiitttoooo do seu pooooosssstttt, zzzz,zzzzzzzzzz,zzzzzzzzzz.
    Vou-me deitar que amanhã tenho de me levantar cedo....

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  12. O que esperar destes "herdeiros rosa caviar" filhos  dos "sóis" do PREC ??....

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  13. Pois eu ri muito graças ao seu fino sentido de humor !... Mande sempre !!   

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  14. O João Távora não conhece nenhum. Se calhar a malta toda agora vive mesmo em casas camarárias.

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