sexta-feira, 8 de abril de 2016

O bolçado limpa-se ao babete

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 João Soares sai de ministro da Cultura (!) por insultar, ameaçar e insinuar problemas de alcoolismo a alguém que o criticou publicamente – por ter sido profundamente grosseiro. A grosseria dos ocupantes das instituições nacionais é assunto primordial: jamais haverá reforma do sistema político sem gente civilizada no serviço público. As bengaladas e tabefes são costumes alarves, mesmo que emergidos duma estética arrogante e republicana à séc XIX - pagámos bem cara a experiência. Para uma conflitualidade salutar, em defesa da democracia exigem-se regras de civilidade. João Soares sai por incontinência verbal e emocional, fenómeno que nada tem a ver com liberdade de expressão. Sai devolvendo dignidade ao cargo que ocupa. Ao sair, João Soares foi homenzinho no final. Ponto final. 

8 comentários:


  1. Fez-se bem em demitir João Soares ou ter-se demitido.


    Compare-se este caso com o das ameaças a um jornalista pelo marido da Maria das fianças. Neste último caso esteve tudo caladinho. A gente sabe como é. A direita tem sempre motivos legítimos para ameaçar jornalistas. Onde andavam os merdas da comunicação que se indignam tanto agora na altura que o maridinho da Maria enviava SMS a ameaçar porrada de publicassem certas matérias sobre a ministra? Onde andavam vocês? Andavam caladinhos que nem ratos, era onde andavam.

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  2. Ao sair? O Costa pô-lo fora - e não podia deixar de pôr:  coisa já ia no estrangeiro...

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  3. A geringonça está em queda livre. Depois do desnorte de João Soares, vemos que o "plano B" já está em vigor sem ter sido aprovado (manchete do Expresso), só que agora os cortes chamam-se cativações. 
    Não há memória de um governo ter sido tão vexado publicamente quanto este. Depois do Costa ouvir da Merkel em Berlim elogios ao anterior governo, agora foi a vez do Draghi fazer o mesmo no Conselho de Estado, dizendo o que o PS e a extrema-esquerda não queriam ouvir. 
    Pois é, o Marcelo fez uma maldade daquelas de que não se pode acusar o toque, pelo menos directamente. Há sempre uns recadeiros como o Ascenso Simões para dizerem em público o que Costa não quer e não pode.

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  4. Realmnte. Já para não falar no que a tua mulher-a-dias chamava ao Passos Coelho e os jornalistas caladinhos e nem o Cavaco se lembrou de a repreender.

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  5. Qual mulher a dias qual carapuça. Eu não vi ninguém no governo, ninguém no PSD, ninguém aqui, ninguém na comunicação social a indignar-se que um jornalista seja ameaçado por publicar notícias sobre a ministra das finanças. 

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  6. Exacto. Um jornalista é um membro do Governo. Foi eleito pelo povo e ocupa um cargo superior da Nação. Tem de ser uma pessoa impoluta e por isso tem protecção parlamentar que impede poder ser alvo de processo como aqueles infelizes- em número mínimo- onde entra a sua mulher-a-dias, a quem a lei se aplica

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  7. Como sabemos os maridos e as mulheres de ambos os sexos, também são membros do Governo e têm responsabilidade igual perante a Nação.


    É uma vergonha o Cavaco nunca ter demitido o marido da Maria Luís.
    E outra vergonha ainda maior não haver uma Comissão para a paridade dos esposos e esposas que tenha denunciado o crime ao DIAP

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  8. 'ai verdinho, meu verdinho,
    esquecer-te não há maneira'


    QUIM BARREIROS para a cultura, pm ou pr

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