João Soares sai de ministro da Cultura (!) por insultar, ameaçar e insinuar problemas de alcoolismo a alguém que o criticou publicamente – por ter sido profundamente grosseiro. A grosseria dos ocupantes das instituições nacionais é assunto primordial: jamais haverá reforma do sistema político sem gente civilizada no serviço público. As bengaladas e tabefes são costumes alarves, mesmo que emergidos duma estética arrogante e republicana à séc XIX - pagámos bem cara a experiência. Para uma conflitualidade salutar, em defesa da democracia exigem-se regras de civilidade. João Soares sai por incontinência verbal e emocional, fenómeno que nada tem a ver com liberdade de expressão. Sai devolvendo dignidade ao cargo que ocupa. Ao sair, João Soares foi homenzinho no final. Ponto final.
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sexta-feira, 8 de abril de 2016
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Deplorável...
é a linguagem de João Soares, o príncipe consorte da nossa república, a desqualificar Manuela Ferreira Leite como “a outra senhora”. A retórica politica não precisa ser tão suja.
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