Aquilo que eu julgava impossível aconteceu, está consumado. António Costa, copiosamente derrotado nas eleições de Outubro, tomou posse como chefe de um Governo socialista com o apoio da esquerda revolucionária no Parlamento.
Os discursos do Presidente e do primeiro-ministro empossado colidiram frontalmente: enquanto Cavaco relevou os riscos de uma inversão das dolorosas reformas encetadas no resgate do país, António Costa ignorou olimpicamente as causas desse resgate e o acordo com a ‘troika’ assinado pelo seu partido em 2011.
Num discurso rancoroso quanto ao seu antecessor, ensaiou uma mensagem “aspiracional” clamando por amanhãs que cantam, libertos das circunstâncias corpóreas em que se desenrola a vida neste mundo global. Coincide este delírio com o período maravilhoso chamado Advento, em que nós, os cristãos, somos convidados a reviver o nascimento do menino Jesus - que nos devolva a inocência no lugar da tentação do cinismo.
Curioso é como os socialistas tendem a confundir tudo. A mim parece-me que a arte da política decorre de outra dimensão e o seu discurso deveria ser balizado pelos limites da prosaica e humana realidade. Sob o risco de em breve incorrermos em mais um trágico desastre.
Publicado originalmente no Diário Económico
1º de Dezembro - desde que me lembro - o meu feriado favorito! Hoje não foi feriado. Decisão do governo Passos - talvez convencido que ninguém mudaria o sentido de voto por uma coisas dessas. Errado.
ResponderEliminarad ventas
ResponderEliminar'ménage à trois' compreende: fornecedor, mercadoria, consumidor.
em jovem dizia-me uma senhora: 'marido que não cumpre, entrega a mulher a quem a quer'