Faz-me uma imensa impressão, no doloroso rescaldo dos ataques terroristas em Paris transmitidos pelas televisões, a quase total ausência de imagens de manifestações de devoção cristã, sejam celebrações religiosas ou exibição dos seus símbolos.
Erradicado Jesus Cristo do espaço público, fico com a impressão que o que sobra nos nossos dias é uma Europa imensamente frágil, esvaziada do transcendente, espoliada de Esperança. À mercê da mais vil perversidade.
Bom era que reaprendessem os europeus a transformar cada "minuto de silêncio" num tempo de oração sincera, que devolvesse algum sentido à dor lancinante da perda, que aplacasse a ameaça do medo. Creio que está aí o resgate de uma Europa fortalecida.
sobrou o vazio e o bacio.
ResponderEliminardo 'silêncio é de oiro' ao
'silêncio é de estoiro'
bum ... badabum
Muito bem!
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ResponderEliminarCreio firmemente que , neste contexto, a evocação a orações deverá ser feita utilizando a fórmula em inglês :" Praise the Lord and pass the ammunition".
Só se vence o terror exterminando os terroristas - e os candidatos a sê-lo.
À russa.
Tudo o resto é hipocrisia - e/ou cobardia.
Ou quinta-coluna...
Concluo que não percebeu nada do que escrevi.
ResponderEliminarBravata de um que já está maduro para aceitar uma gestapo em Portugal e na Europa.
ResponderEliminarA opinião, agora dominante, de algumas "cabecinhas pensadoras", decretou, pela boca de Nietzsche, a morte de Deus; mas Deus não lhes fez a vontade... Por isso O perseguem, tentando matá-l'O , a arma apontada a uma das Suas grandes marcas: a
ResponderEliminarCivilização Cristã. Ainda não perceberam que ao fazê-lo, estão a apontar para a sua ( nossa :( ) própria testa!
Peço desculpa pelo anonimato com que comentei: foi sem querer, e dei agora por isso!
ResponderEliminarQuerem matar Deus? Maria Joana, mataram pessoas que estavam num concerto de rock e em cafés, não quem estava em oração ou em igrejas.
ResponderEliminarJoão Távora, a esperança das pessoas é de poderem fazer a vida normal, divertirem-se, passear, etc, não tem nada a ver com orações. Os terroristas atacam quem se diverte livremente naquilo que acham que é profano e pecaminoso, não é a igreja Católica.
ResponderEliminarReferia-me ao suicídio cultural da Europa, cuja matriz civilizacional é cristã, e não ao massacre de europeus pelas mãos do EI.
ResponderEliminarA matriz civilizacional da Europa não é cristã, é cristã em parte. Chega de tentar impingir religião. A própria igreja católica tem na sua matriz raizes da grécia clássiva e de roma de modo que mesmo por via da igreja a matriz não é só cristã.
ResponderEliminarEstá a precisar de aprender História. Para começar, para desfazer esse lugar comum da civilização interrompida entre o mundo clássico e o Renascimento, aconselho-o a ler "A Idade Média, essa impostura", de Jacques Heers (a ed. Portuguesa está esgotada, mas arranja facilmente em francês, espanhol e inglês) ;
ResponderEliminarEu já sei dessa tese há muito tempo porém a verdade continua a ser que as artes, a filosofia e as ciências sofriam censura, que as monarquias persistiam no feudalismo onde quer que a religião não tivesse sido educada pelo secularismo.
ResponderEliminarA Europa das liberdades civís, do Estado de direito, começou por nascer contra Igreja Católica. Ela chegou lá a dada altura e isso é de enaltecer mas não aconteceu sem sangue. Será preciso lembrar o que aconteceu às comunidades judaicas em Portugal e Espanha por exemplo durante séculos às mãos do catolicismo?
Leia o livro - não é uma tese de blá blá blá é o desespero de quem, tendo vivido a vida inteira em contacto com os documentos, assiste à divulgação de "narrativas" que são o tal erro que, por ser repetido muitas vezes, se torna uma verdade; e o problema não é de hoje: começou no século XIV, com o chauvinismo italiano de Petrarca. Quanto à censura das artes, leia alguma coisa sobre a escultura nas catedrais, ou procure informar-se sobre o que é uma cantiga de escárnio e maldizer; quanto à Filosofia e à Ciência, leia a História da Idade Média dirigida por Humberto Ecco - vai ficar surpreendido. Quanto a essa embrulhada de monarquia e feudalismo, talvez os livros que citei o esclareçam, mas desconfio que está muito longe de saber, sequer, uma vaga definição de cada um dos conceitos! E quanto ao tratamento das comunidades judaicas na Península Ibérica, os historiadores que estudaram os documentos da Inquisição espanhola, recentemente abertos ao público, chegaram a conclusões verdadeiramente surpreendentes - mas não vi ainda senão um artigo de divulgação, preciso de me informar melhor; no entanto, há muito tempo que sei que, no mínimo, a questão é polémica. E essa da Europa das liberdades civis e do estado de direito ter nascido contra a Igreja Católica tem muitíssimo que se lhe diga, mas fico-me por um exemplo: neste cristianíssimo reino de Portugal, o rei não podia lançar impostos, nem quebrar moeda, sem licença do terceiro estado - o povo; para isso convocava as côrtes . A negociação era duríssima, e os representantes dos vários concelhos só abriam os cordões à bolsa mediante contrapartidas. Não é por acaso que, quando o rei tem dinheiro, as côrtes . quase não reúnem.
ResponderEliminarGostava de lhe dar razão quanto à minha idade, mas a verdade é que tenho 59 anos :). Os livros que li foi porque a minha vida tem sido o ensino - independentemente do enorme gôsto que tive, e tenho, na sua leitura. Também não lhe posso dar razão quanto ao reescrever a História da Igreja - aprendi, e levei isso muito a sério, que sem documentos não há História. Quanto à parte do fofinha que eu possa pretender por parte da Igreja, defendo que a Igreja deve ser intolerante com o pecado, e amo profundamente a
ResponderEliminarIgreja tolerante com o pecador. Acredito que a Igreja é santa, mas composta por uma multidão de pecadores e de santos - à experiência que descreve na sua aldeia, infelizmente característica de tantas épocas e lugares, lembro-lhe o exemplo de uma Madre Teresa de Calcutá, a quem não passava pela cabeça fazer perguntas sobre religião ou pecado àqueles a quem dedicou todos os seus dias, matando a fome e curando as chagas. A História da Igreja é, em muitas ocasiões, uma sucessão de horrores a par de episódios sublimes. Como pessoa de fé, acredito que a Igreja só sobrevive porque é uma instituição divina: dos seus primeiros membros, os apóstolos, só S. João esteve com Jesus Cristo aos pés da cruz. Os outros, um vendeu-O por 30 dinheiros, outro negou-O , e os restantes esconderam-se, cheios de medo...mas a Igreja continua! Já lá vão dois mil anos! Como católica, posso dar-lhe o seguinte testemunho: nunca me senti pressionada, mas se o fosse, tendo a consciência tranquila, entrava a cem e saía a duzentos. A mensagem de Jesus Cristo é profundamente libertadora, e está longe de ser incompatível com a esplanada. A palavra de uma desconhecida vale o que vale, mas pode acreditar: sou tão feliz!
Pois claro, não houve inquisição ou santo ofício, não houve index, não houve mutilação de obras de arte como muitas estátuas por papas e altos clérigos, não houve repressão da investigação científica, não houve cistãos-novos nem perseguições e expulsões de judeus (aliás não se compreende porque razão Portugal está a facultar o acesso à nacionalidade a descendentes de judeus expulsos se isso nunca ocorreu)...É tudo uma narrativa.
ResponderEliminarSe algum dia se interessar por pôr à prova aquilo que tem como certo, leia qualquer coisinha... O saber não ocupa lugar, e sem ele não é possível um debate sério.
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