terça-feira, 17 de novembro de 2015

Semipresidencialismo em discussão

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Quarenta anos passados sobre a consagração do semipresidencialismo pela Assembleia Constituinte de 1975, e a escassos meses de mais uma eleição presidencial, importa discutir as vantagens e inconvenientes do presente modelo de Chefia de Estado.


É o que se propõe a Real Associação de Lisboa fazer no dia 21 de Novembro de 2015, a partir das 15:00, no Auditório da Biblioteca Nacional, ao Campo Grande, ouvindo a Doutora Marina Costa Lobo e os Profs. Doutores José Adelino Maltez e Lourenço Vilhena de Freitas. A entrada é livre.

8 comentários:

  1. no rectângulo a esquerda tem passado o tempo a destruir a economia.
    o problema está no eleitorado que continua na época 'do bacalhau a pataco'.
    depois de refeições de 'bom, abundante e bem confecionado'
    passou-se para o pratinho e cervjas mini
    seguiram-se as mini pichas ....

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  2. Vale a pena recordar porque é que D. Carlos foi assassinado, até porque hoje a República vive um bloqueio parecido. D. Carlos era forçado a envolver-se nas "querelas partidárias" para evitar a hegemonia de um partido, já que o partido que se apanhasse a controlar o orçamento iria comprar eleições até mas não, dada a dependência e ignorância do eleitorado, mas ao fazê-lo, o Rei atraía a ira do partido preterido. Até que, quando todas as "soluções" no Parlamento se esgotaram, e João Franco foi chamado a governar por decreto (no que seria um governo de iniciativa presidencial nos dias de hoje), os partidos do regime viraram-se contra a Monarquia e conspiraram para liquidar a família real e instaurar a República.


    Mas o Rei não era o problema, tal como hoje não é o presidente. São os partidos, quem compõe os partidos, e por sua vez os interesses antagónicos que mobilizam os partidos, que estão na base do problema. Até que acabam por partir o regime, mais uma vez.

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  3. excelente iniciativa. Este tipo de modelo parece ser o mais adequado a um estado de direito, existe pois uma melhor repartição de poder dentro do poder politico 

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  4. Não deixa de ser irónico ter realistas a discutirem o . Por outro lado, e porque somos uma república, tenho pena de não poder assistir, pois é uma tema bem actual.

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  5. Se houvesse INTERESSE NACIONAL, o país não era consumido por papeletas (aqui no burgo denominados "programas/acordos/compromissos") , conversa e "problemas" imaginários emitidos pela pior escória (nascida na década de 50/60) quem no Mali eram escolhidos para chefe da repartição de finanças.

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  6. Caro António:


    Se pensar bem vai entender que este é por natureza o território de acção politica da Causa Real. 
    Cordeais cumprimentos, 

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  7. Paralelismo muito interessante.
     É uma questão cultural. Afinal o povo eleitor, e as respectivas elites, é o mesmo.
    Tese: o hambiente a bordo, a cultura que é a dos navegantes, do tempo das naus.
    A bordo das Naus o Comanndante é, era, Rei e Senhor, indiscutível, todo poderoso.
    Os marinheiros que voltavam, os que voltavam, era graças ao Comandante da Nau que os tinha reconduzido a casa, sãos e salvos ... graças à sua conduta de indisputável comando.
    Em terra continuavam a acriticamente obedecer, para sobreviver. "Old habits die hard".

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  8. caro João,
    Não sei se sabe, eu descendo de Passos Manuel e que muita boa gente confunde como sendo um pró-republicano (como foram mais tarde Braancamp Freire e outros). Porém é mentira. Ele sempre defendeu as instituições, logo a coroa, foi Ministro do reino de D. Maria II (que o tratava de "Rei Passos"). O que acontece é que ele defendia a "res pública", o que (como deve saber) é uma coisa bem diferente.
    Se D. Duarte não defender a Coisa Pública não será exemplo para ninguém, não é?

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