Quarenta anos passados sobre a consagração do semipresidencialismo pela Assembleia Constituinte de 1975, e a escassos meses de mais uma eleição presidencial, importa discutir as vantagens e inconvenientes do presente modelo de Chefia de Estado.
É o que se propõe a Real Associação de Lisboa fazer no dia 21 de Novembro de 2015, a partir das 15:00, no Auditório da Biblioteca Nacional, ao Campo Grande, ouvindo a Doutora Marina Costa Lobo e os Profs. Doutores José Adelino Maltez e Lourenço Vilhena de Freitas. A entrada é livre.
no rectângulo a esquerda tem passado o tempo a destruir a economia.
ResponderEliminaro problema está no eleitorado que continua na época 'do bacalhau a pataco'.
depois de refeições de 'bom, abundante e bem confecionado'
passou-se para o pratinho e cervjas mini
seguiram-se as mini pichas ....
Vale a pena recordar porque é que D. Carlos foi assassinado, até porque hoje a República vive um bloqueio parecido. D. Carlos era forçado a envolver-se nas "querelas partidárias" para evitar a hegemonia de um partido, já que o partido que se apanhasse a controlar o orçamento iria comprar eleições até mas não, dada a dependência e ignorância do eleitorado, mas ao fazê-lo, o Rei atraía a ira do partido preterido. Até que, quando todas as "soluções" no Parlamento se esgotaram, e João Franco foi chamado a governar por decreto (no que seria um governo de iniciativa presidencial nos dias de hoje), os partidos do regime viraram-se contra a Monarquia e conspiraram para liquidar a família real e instaurar a República.
ResponderEliminarMas o Rei não era o problema, tal como hoje não é o presidente. São os partidos, quem compõe os partidos, e por sua vez os interesses antagónicos que mobilizam os partidos, que estão na base do problema. Até que acabam por partir o regime, mais uma vez.
excelente iniciativa. Este tipo de modelo parece ser o mais adequado a um estado de direito, existe pois uma melhor repartição de poder dentro do poder politico
ResponderEliminarNão deixa de ser irónico ter realistas a discutirem o . Por outro lado, e porque somos uma república, tenho pena de não poder assistir, pois é uma tema bem actual.
ResponderEliminarSe houvesse INTERESSE NACIONAL, o país não era consumido por papeletas (aqui no burgo denominados "programas/acordos/compromissos") , conversa e "problemas" imaginários emitidos pela pior escória (nascida na década de 50/60) quem no Mali eram escolhidos para chefe da repartição de finanças.
ResponderEliminarCaro António:
ResponderEliminarSe pensar bem vai entender que este é por natureza o território de acção politica da Causa Real.
Cordeais cumprimentos,
Paralelismo muito interessante.
ResponderEliminarÉ uma questão cultural. Afinal o povo eleitor, e as respectivas elites, é o mesmo.
Tese: o hambiente a bordo, a cultura que é a dos navegantes, do tempo das naus.
A bordo das Naus o Comanndante é, era, Rei e Senhor, indiscutível, todo poderoso.
Os marinheiros que voltavam, os que voltavam, era graças ao Comandante da Nau que os tinha reconduzido a casa, sãos e salvos ... graças à sua conduta de indisputável comando.
Em terra continuavam a acriticamente obedecer, para sobreviver. "Old habits die hard".
caro João,
ResponderEliminarNão sei se sabe, eu descendo de Passos Manuel e que muita boa gente confunde como sendo um pró-republicano (como foram mais tarde Braancamp Freire e outros). Porém é mentira. Ele sempre defendeu as instituições, logo a coroa, foi Ministro do reino de D. Maria II (que o tratava de "Rei Passos"). O que acontece é que ele defendia a "res pública", o que (como deve saber) é uma coisa bem diferente.
Se D. Duarte não defender a Coisa Pública não será exemplo para ninguém, não é?