Esta é uma entrevista do jornalista Nuno Saraiva do Diário de Noticias a S. A. R. Dom Duarte Duque de Bragança, em modo de conversa informal, numa rubrica intitulada Entrevistas de Agosto. Das suas memórias do regresso do exílio, aos desentendimentos com regime de Marcelo Caetano, passando pela crise do Euro à sua recente viagem à Guiné-Bissau no âmbito das actividades da Fundação D. Manuel II onde vem promovendo um projecto de desenvolvimento rural, o Chefe da Casa Real Portuguesa fala de tudo sem reservas.
Por oposição a qualquer dos chefes de facção que por estes dias andam engalfinhados para um lugar em Belém, é incontestável o amor e dedicação que o Duque de Bragança põe em prática por Portugal, que conhece como poucos, que percorre incansavelmente fora dos períodos eleitorais, ao encontro dos portugueses que solicitam a sua presença, todas as semanas, todos os meses, sem reclamar do cansaço ou necessitar dos holofotes do reconhecimento. Para aqueles que alimentam o preconceito e o ressabiamento anti-monárquico esta como outra entrevista de resultaria sempre má.
já fui republicano. nunca fui monárquico. os meus antepassados foram rendeiros da Casa do Infantado. o último foi D. Miguel.
ResponderEliminarhá 10 anos em Roma tomamos o pequeno-almoço juntos.
tivemos a 3 uma longa conversa sobre o passado e futuro desta pocilga ou 'fermosa estrevaria'. fiquei deveras impressionado com a visão do Senhor D. Duarte e mulher. enviei-lhe vários documentos sobre D. Miguel e família, alguns posteriores ao livro que publiquei e um documento sobre a sua legitimidade guardado na biblioteca da Ajuda.
hoje tenho vergonha de dizer que me interessei pela política e não incluo essa passagem no meu CV
Marcelo Caetano deu ordem expressa de regresso à Metrópole a SAR por este, em Angola, defender publicamente que o conflito ultramarino tinha uma resolução política.
ResponderEliminarApresente-se a eleições. Compete aos portugueses decidirem se ele tem essas qualidades.
ResponderEliminarPorque o Duque de Bragança não é candidato a coisa nenhuma nem está à espera que avaliem as suas qualidades. Os portugueses se quiserem que arranjem uma maneira de se fazerem representar por Ele.
ResponderEliminarRR (Rui Rio)- Este gajo queria mandar nisto tudo só porque é da realeza, pá
ResponderEliminarPC (Passos Coelho)- Fica tranquilo, arranjamos-te uma candidatura, fingimos que és democrata e vais ver que sobes tu a chefe de estado
RR- Ó PC, mas é que eu não sou mesmo democrata, como é que descalçamos esta bota?
PC- Calma, nós no partido sabemos que és bruto e não ouves ninguém mas como o professor Marcelo não se decide e não há mais ninguém, vais tu. Basta que assines aqui este papel a garantir que não hostilizas a coligação
RR- Passa cá o papel
...
RR- Mas...que é isto?? Diz aqui que não vou poder mandar em ninguém!!!
PC- Ó RR, achas que íamos correr o risco de tu mandares nalguma coisa? O importante é que fiques quieto para nós podermos afund...governar o país à vontade e sacar o nosso
RR- Então e não posso mandar em ninguém? Nem num burro?
PC- Epá quando muito podes mandar no gato que anda lá pelos jardins da presidência, mas não arriscamos mais do que isso
RR- Carago PC, para isso mais valia chamares o Dom Duarte
PC- Não fales muito nisso ou as pessoas podem começar a ter ideias, chiu! Ainda nos punha na rua.
Mas não haverá ninguém capaz de fazer ver a esta criatura o miserabilismo das suas graçolas?
ResponderEliminar
ResponderEliminarPC- Ó AMC, já andas lá a fazer o que eu te mando no corta-fitas?
ResponderEliminarAMC- Sim querido líder, sempre que aparece um de esquerda eu faço um ataque á criatura
PC-Muito bem AMC, assim é que eu quero, tudo para o bem do partido. Viva o PPD-PSD, diz lá comigo, vá..
AMC- Viva o PPD-PSD
PC- Estás bem amestrado, AMC, agora vai-me ali comprar tabaco, depois engraxas-me os sapatos e levas-me o sabonete para eu tomar banho
AMC- Sim querido líder, com certeza querido líder
PC- E pelo caminho vai gritando com a tua vozinha feminina "Viva o PPD_PSD, viva o amado líder PC"
Fez bem em não mencionar no seu CV essa passagem em que tomou um pequeno almoço com o casal. Mas ia ser engraçado. Mas obrigado por ter partilhado connosco essa informação.
ResponderEliminarJoão Távora, desculpe-me, não tenho direito de resposta a este senhor? Já há umas horas que publiquei. desculpe se estou a ser injusto, o senhor também tem mais que fazer, mas normalmente os comentários aparecem rápido...
ResponderEliminarPela 3ª vez estou a tentar responder ao seu comentário, tão, digamos, feminino.
ResponderEliminarSe desta vez for publicado, mas neste blog é sempre imprevisível, é este o meu conselho:
Procure um parceiro estável
Evite comportamentos de risco
Não ligue se disserem, "olha, vai ali o gay"
Tenha orgulho de ser o que é
Felicidades!
Não queremos que lhe falte nada, luis miguel. Desculpe o atraso.
ResponderEliminarEu é que peço desculpa por me terem passado coisas pela cabeça. Obrigado.
ResponderEliminarClaro que noto um uso fino da ironia na sua resposta, João, ainda bem, é sinal de um espírito arejado. Pena que outr...melhor não dizer
ResponderEliminarNão há tal coisa como "o mais português de todos os portugueses". É uma expressão completamente desprovida de sentido e, por isso, a evitar.
ResponderEliminarCreio que Duarte de Bragança, de uma figura assaz simpática até por alguma excentricidade é hoje num exemplo de alguém associado a situações desagradáveis, como a concessão de títulos - uma atitude inédita até em S.M. El-Rei D. Manuel II que não criou títulos novos no exílio - e logo a pessoas envolvidas em escândalos internacionais! - para não falar da leviandade com que embarca no verdadeiro polvo que é a "lusofonia".