quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Até breve Padre Ricardo

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De inteligência e argúcia ímpares, um verdadeiro líder, o autêntico pastor da nossa comunidade, o Padre Ricardo que agora parte para o Pai, era uma pessoa de enorme modéstia e simplicidade, qualidades com as quais exercia uma força de conversão ímpar, entre os mais jovens e os mais velhos aqui no Estoril. Deixa muitas saudades e um sentimento de orfandade, este homem de Deus. O que a nossa Igreja perdeu, o Céu ganhou em luminosidade. Deus o tenha em sua infinita Glória.


Post scriptum: Os olhos daqueles milhares de fiéis que esta noite se juntaram  na Igreja da Boa Nova em homenagem e oração pelo Pe. Ricardo Neves confrontaram-me com a mais especial das suas virtudes.O Pe. Ricardo, no propósito de espalhar a mensagem de esperança de Jesus Cristo, era mestre a desmultiplicar-se inteiro nas relações pessoais (tinha um jeito especial com os mais jovens), com cada pessoa em especial, paroquianos, alunos ou alunas do Colégio da Boa Nova, utentes do Centro de Dia e toda a sorte de gente com quem se cruzava. De todos sabia o nome e uma palavra especial no conhecimento das circunstâncias particulares de cada um - também dos cá de casa. 

5 comentários:

  1. Conheci-o na Universidade Católica, tínhamos aulas em comum (teologia e filosofia nos primeiros dois anos do curso têm as cadeiras filosóficas em comum). 
    Não sabia nada dele há muitos anos, fiquei consternado, não imaginava que estava doente.

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  2. Para quem quiser ouvir, no site da Renascença, há uma reportagem audio com ele de há seis anos:


    http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1&did=195534

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  3. Sabe João Távora, esta notícia tão triste faz-me questionar a ideia de um Deus infinitamente bom.
    Como pode o ser perfeito, como dizia Descartes, levar uma pessoa tão boa e que fazia bem a tanta gente? Aos 42 anos? No meio de um sofrimento físico que não consigo nem imaginar?

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  4. O Padre Ricardo era, para usar uma expressão feliz, muito lá de casa. Ouviu-me muito, disse-me muito, desafiou-me muito, consolou-me muito. Sobretudo abraçou-me muito, pois era um homem muito "físico" que não se acanhava de abraçar mesmo quem tinha uns bons centímetros mais do que ele. A inteligência e a argúcia, a modéstia e a simplicidade, que tão bem referiu no seu texto, vai fazer-nos falta. Colectivamente, enquanto paróquia, individualmente enquanto confessor ou orientador espiritual de tantos.
    Agora está na paz que merecia, no céu que ambicionava. Rezarei, não por ele, mas para que ele reze por mim.  

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  5. Não tive o prazer de o ter conhecido pessoalmente. Mas ao ouvir hoje a RR sobre a Obra que o Padre Ricarda nos deixa, apesar de nos deixar tão cedo, diz bem da estatura moral e cívica deste sacerdote. Também acho. Esta de certeza no Céu.

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