terça-feira, 14 de julho de 2015

Europa

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Nunca fui um incondicional europeísta, antes pelo contrário; mas uma das virtudes que reconheci à adesão de Portugal à então CEE nos anos 80 foi o facto desse projecto, chamuscados que emergíamos então do terror do PREC, constituir uma clara barragem à ascensão de projectos extremistas na política doméstica. Esse caminho garantia a conversão do regime português num modelo de democracia liberal em que os nossos filhos poderiam crescer em liberdade. É por isso muito estranho por estes dias ouvir certas vozes indignadas com o “despotismo da Europa” e o facto das instituições europeias fazerem frente às veleidades de um governo de esquerda radical da Grécia, país que nos últimos anos desbaratou de forma dramática muito do seu crédito. 



3 comentários:

  1. Se calhar esqueceu-se de considerar a tola das pessoas. É o velho problema das omeletes. Eu nunca tive ilusões, e olhe que pelo que se vê não vai nem melhorar, nem ficar na mesma. A estupidificação está em curso.

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  2. A liberdade não é verdadeira se não tivermos liberdade de nos suicidarmos.
    A só vale a pena quando o "agarrem-me ou eu atiro-me" funciona.

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  3. o problema foi o monstro em que a CEE se transformou! Numa União Sovietica...

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