Nunca fui um incondicional europeísta, antes pelo contrário; mas uma das virtudes que reconheci à adesão de Portugal à então CEE nos anos 80 foi o facto desse projecto, chamuscados que emergíamos então do terror do PREC, constituir uma clara barragem à ascensão de projectos extremistas na política doméstica. Esse caminho garantia a conversão do regime português num modelo de democracia liberal em que os nossos filhos poderiam crescer em liberdade. É por isso muito estranho por estes dias ouvir certas vozes indignadas com o “despotismo da Europa” e o facto das instituições europeias fazerem frente às veleidades de um governo de esquerda radical da Grécia, país que nos últimos anos desbaratou de forma dramática muito do seu crédito.
Se calhar esqueceu-se de considerar a tola das pessoas. É o velho problema das omeletes. Eu nunca tive ilusões, e olhe que pelo que se vê não vai nem melhorar, nem ficar na mesma. A estupidificação está em curso.
ResponderEliminarA liberdade não é verdadeira se não tivermos liberdade de nos suicidarmos.
ResponderEliminarA só vale a pena quando o "agarrem-me ou eu atiro-me" funciona.
o problema foi o monstro em que a CEE se transformou! Numa União Sovietica...
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