sábado, 9 de maio de 2015

Canção da cega - Medina de Sousa - 1921


 


Sou ceguinha de nascença,


Isto assim nem é viver!


Minha tristeza é imensa,


Quem me dera a mim morrer!


 


Vivo em trevas sepultada


Sem fazer mal a ninguém;


Sou ceguinho de nascença,


Não conheço pai, nem mãe.


Mais coisas boas aqui


 

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