sábado, 22 de setembro de 2012

Os dias do fim







Uma coisa são as críticas - duras, indignadas, veementes - ao Governo. Outra é arrasar por igual todos os políticos, defender o fim das instituições democráticas e menosprezar os mecanismos constitucionais. Confundir tudo numa amálgama de impropérios onde só falta pedir um "pulso forte" para "endireitar o País" é meio caminho andado para desembocarmos numa situação muito pior do que a actual.


 


Pedro Correia no Forte Apache


 


Imagem roubada ao Eurico de Barros

3 comentários:

  1.  Pois é, para grandes males grandes remédios. Um Salazar ou Hitler, Stalin ou Mao Tzé tantos faz. Que viva Portugal!

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  2. Por acaso o eleitorado cuidou de que gastar mais do que o que se tem e pedir emprestado sem saber se se pode pagar, podia dar muito mal? A maioria não cuidou. Agora não gostam da Democracia? Fraca imagem dão de si próprios, comportando-se como uns criançolas. Quem reage assim só dá razão à opinião que Salazar tinha dos portugueses, razão pela qual ele achava que a Democracia não era viável em Portugal.
     

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  3. Sempre que alguém, justamente indignado, tece críticas à classe política (que se tem portado como uma quadrilha de lapidários, de ladrões e de videirinhos torpes), aparece de imediato um ou mais opinadores ou escrevedores mesmo a dizer que aqui d'el-rei que querem acabar com a democracia. Não. O que se deseja é acabar com os gangsters que, à pala de serem políticos ou lhes andarem nas imediações, agem discricionariamente e se servem daquela retórica intimidatória, em última análise manipuladora e mentirosa, para seguirem em frente. Com o pretexto de "aprés moi le déluge". Pura encenação, pura velhacaria conceptual. E o resto é conversa... 

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