segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Da arbitrariedade à violência é só um fósforo



Anda por aí a medrar uma perigosa tese de que as manifestações de Sábado, pela sua eloquência, obrigam à demissão do governo. Acontece que, segundo as regras constitucionais, a avaliação da prestação do governo (de qualquer um, mesmo que não seja de esquerda) é feita nas urnas por voto secreto e universal, de preferência no final da legislatura. Num país civilizado poder é instituído pelo voto, não é imposto ou destituído pela rua.


Se as regras mudaram, (eu não dei por nada), então os restantes nove milhões de cidadãos são chamados desde já a virem reclamar de sua justiça. Uma "conversa" incendiária, absolutamente lamentável, não vos parece?

3 comentários:

  1. Mas terá que ser irrelevante um governo ser eleito com base num programa, numa plataforma, e depois rasgar o que prometeu uma vez caçados os votos?

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  2. O que me parece absolutamente lamentável é que da reforma do estado nem sinal e Relvas - um insulto a qualquer cidadão que tenha obtido a sua licenciatura - continue a ser ministro.
    Não é o povo que tem de dar contas, é o governo. Quanto a este governo, um mau governo, já acabou.
    E eu votei... PSD.

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  3. http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=578937&pn=1 (http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=578937&pn=1)

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