Tendo em consideração que tomámos o círculo como símbolo da racionalidade e da loucura, podemos agora tomar a cruz como símbolo do mistério e da saúde mental. (…) É que o círculo tem uma natureza perfeita e infinita; mas está perfeitamente fixado nas suas dimensões; nunca pode ser maior nem mais pequeno. Ao passo que a cruz, embora tenha no centro uma colisão e uma contradição, pode estender indefinidamente os quatro braços sem que a sua forma se altere. Dado que tem um paradoxo no centro, pode crescer sem se modificar. O circulo gira sobre si mesmo e está preso. A cruz abre os braços aos quatro ventos; é um marco no caminho dos viajantes livres.
Chesterton
Vilanova de Milfontes - Igreja Matriz num registo fotográfico de 1930 (arquivo de Filipe Menezes)
Já sabia que o Chesterton tinha dito muitas patetices, mas não sabia que fossem tantas.
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