segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Bilhete postal


 


Tendo em consideração que tomámos o círculo como símbolo da racionalidade e da loucura, podemos agora tomar a cruz como símbolo do mistério e da saúde mental. (…) É que o círculo tem uma natureza perfeita e infinita; mas está perfeitamente fixado nas suas dimensões; nunca pode ser maior nem mais pequeno. Ao passo que a cruz, embora tenha no centro uma colisão e uma contradição, pode estender indefinidamente os quatro braços sem que a sua forma se altere. Dado que tem um paradoxo no centro, pode crescer sem se modificar. O circulo gira sobre si mesmo e está preso. A cruz abre os braços aos quatro ventos; é um marco no caminho dos viajantes livres.


 


Chesterton


 


Vilanova de Milfontes - Igreja Matriz num registo fotográfico de 1930 (arquivo de Filipe Menezes)

1 comentário:

  1. O Falso Rei das Pampas6 de agosto de 2012 às 21:51

    Já sabia que o Chesterton tinha dito muitas patetices, mas não sabia que fossem tantas.

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