(...) A crise actual perspectivada historicamente, e isso já foi feito, mostra aquilo que é o resultado de más decisões e o que é o resultado de más decisões em cima de limitações que a sociedade e a economia sempre tiveram.
Pode dar um exemplo? A limitação que tivemos em termos de qualificações e que gostávamos de atribuir ao Estado Novo e a Salazar mantém-se ao fim de 40 anos de democracia apesar de ser a outros níveis. A tendência é dizer que tínhamos de recuperar o atraso, mas o Estado Novo também já tinha de recuperar de quase 100 anos de liberalismo e republicanismo que entregaram um país quase analfabeto. Aqui está outro problema estrutural.
Rui Ramos em entrevista ao Expresso de Henrique Monteiro e Nuno Botelho
* Título inspirado numa contextualizada adjectivação de José Mattoso aqui
Portugal é um país atrasado, o mais analfabeto e menos letrado da Europa.
ResponderEliminarApenas assim se podem compreender as boçais monstruosidades que vão do «acordo ortográfico» à lei eleitoral.
Infelizmente, temo-nos esquecido disso e a saloiíce do «bom aluno» e do «português novo», lançado pelo actual presidente da república - um ignorante que não sabia quantos cantos tinham Os Lusíadas é, em grande parte responsável pela persistência de tais erros.