sábado, 30 de junho de 2012

A endogamia almoçarista de Lisboa

 


(…) O meu problema não são os Catrogas e os Catroguinhas, as Cardonas e as Cardoninhas,, os Mexias e os Mexiazinhos, os Zorros e os Zorrinhos desta cidade do almocinho promíscuo entre políticos, gestores de empresas protegidos, banqueiros e advogados. Este quadro lisboeta é o meu problema. E o pior é que o governo revela, cada vez mais, uma impotência juvenil perante o pântano. Se o leviatã socialista não tinha vergonha na cara, o leviatã da AD não tem coragem. O estado da AD é assim um pouco amaricado, porque as gentes do PSD e do CDS também são oriundas daquele quadrado alfacinha. Boa parte dos laranjinhas e  azulinhos tem a marca dos escritórios de advogados que inventaram as PPP e afins. E, na volta, ainda vamos descobrir que o Dr. Gaspar é ex-aluno, ex-professor, amigo, primo, cunhado, quiçá, irmão do Dr. Mexia. Não, não é Portugal que cansa. O que cansa é esta endogamia almoçarista de Lisboa. (...)


 


Henrique Raposo hoje no jornal Expresso 

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