quinta-feira, 24 de maio de 2012

O pescador que não gostava do mar

 


Os esclarecimentos de Miguel Relvas à Entidade Reguladora para a Comunicação Social não chegam para explicar algo de muito importante em todo este “caso” com o Público: como é que o líder do gabinete governamental responsável pela comunicação social, tão experiente no relacionamento com os média cai numa esparrela destas. Não me custando a acreditar nas explicações do ministro, certo é que alguma coisa correu muito mal nesta história toda: este foi um acontecimento que infringiu pesadas perdas de reputação, não só ao seu gabinete, mas a todo um governo vergado na hercúlea tarefa de executar um impopular e doloroso programa de resgate financeiro no País. Miguel Relvas conhece melhor do que ninguém as regras do jogo, os jornalistas que temos e as sensibilidades imperantes na comunicação social. E contra factos não há lamentos: falhado parece o pescador que não gosta do mar.


 


Publicado originalmente aqui.

3 comentários:


  1. Só mais um exemplo da incapacidade comunicacional do Governo, sujeito a tiros de toda a ordem e sem uma estratégia c oerente de defesa e... prevenção.

    Um factor estratégico de valor incomensurável negligenciado da forma mais amadora e pese a disponibilidade ingénua do ministro que só o trai.

    Sócrates durou por ter toda a máquina afinada à frente da trincheira!

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  2. O que é demais é demais24 de maio de 2012 às 19:19

    O que sobremaneira me irrita neste caso é que, num país positivamente à rasquinha e com gravíssimos problemas a resolver, não só tenha sucedido como se percam com ele intermináveis espaços em todos os media.

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  3. Gravasse as chamadas. De qualquer modo, neste caso está visto que está em marcha o principio do "culpado até prova em contrário". É quase como se a jornalista tivesse gravado e mostrado a toda a gente.

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