Os esclarecimentos de Miguel Relvas à Entidade Reguladora para a Comunicação Social não chegam para explicar algo de muito importante em todo este “caso” com o Público: como é que o líder do gabinete governamental responsável pela comunicação social, tão experiente no relacionamento com os média cai numa esparrela destas. Não me custando a acreditar nas explicações do ministro, certo é que alguma coisa correu muito mal nesta história toda: este foi um acontecimento que infringiu pesadas perdas de reputação, não só ao seu gabinete, mas a todo um governo vergado na hercúlea tarefa de executar um impopular e doloroso programa de resgate financeiro no País. Miguel Relvas conhece melhor do que ninguém as regras do jogo, os jornalistas que temos e as sensibilidades imperantes na comunicação social. E contra factos não há lamentos: falhado parece o pescador que não gosta do mar.
Publicado originalmente aqui.
ResponderEliminarSó mais um exemplo da incapacidade comunicacional do Governo, sujeito a tiros de toda a ordem e sem uma estratégia c oerente de defesa e... prevenção.
Um factor estratégico de valor incomensurável negligenciado da forma mais amadora e pese a disponibilidade ingénua do ministro que só o trai.
Sócrates durou por ter toda a máquina afinada à frente da trincheira!
O que sobremaneira me irrita neste caso é que, num país positivamente à rasquinha e com gravíssimos problemas a resolver, não só tenha sucedido como se percam com ele intermináveis espaços em todos os media.
ResponderEliminarGravasse as chamadas. De qualquer modo, neste caso está visto que está em marcha o principio do "culpado até prova em contrário". É quase como se a jornalista tivesse gravado e mostrado a toda a gente.
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