domingo, 19 de fevereiro de 2012

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Tem razão o João Ferreira do Amaral quando conclui, aqui em baixo, que Portugal não precisa de um chefe de Estado que assuma o propósito de fazer difícil a vida ao governo. (...) Que sentido fará eleger, por sufrágio directo e universal, o chefe de Estado, que assim carrega uma legitimidade em tudo idêntica à de outros órgãos de soberania? Não faria mais sentido que o chefe de Estado estivesse revestido de uma legitimidade diferente e historicamente qualificada? Não seria preferível termos um Chefe de Estado independente e que fosse, a cada passo, mais do que ele próprio? Que fosse ao mesmo tempo, ele e todos os que o antecederam? É que muito mais importante do que o poder - necessariamente sempre limitado- é a autoridade. E a autoridade do Rei é dos mais preciosos activos políticos.  


 


Nuno Pombo no 31 da Armada

7 comentários:

  1. E não seria preferível eleger um chefe de estado por método indirecto e que lá não ficasse mais a família e a descendência?

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  2. é engraçado que a Monarquia Pedrista, defende a actual podridão do sistema politico português, só ataca a Presidência da Republica...fraca Monarquia, quando o Governo, Assembleia da Republica e mesmo o sistema judicial estão minados de Maçons e Jacobinada...e esta se entretem a atacar o unico orgão de Soberania liderado por um Cristão...o chefe de Governo, um grande defensor do aborto e do relativismo de valores, a presidenta da Assembleia da Republica segue pelo mesmo diapasão, as actuais lideranças politicas são de tal modo progressista que vem em Cavaco um retrogrado em termos de valores...e a comunicação social, essa..., que não se cansou de chamar cobarde a Cavaco Silva, quando esta se manteve conscientemente caladinha enquanto Socrates fodia o país...Cavaco ao contrário de outros cobardes, Pinto Balsemão, Mário Soares, Manuel Alegre, Boaventura Sousa Santos...quando o país o chamou para ir para o Ultramar, cumpriu...Cavaquista até ao fim...até chegar o novo D.Miguel...um Rei como moderador de um sistema politica é uma Monarquia Podre, com a actual Republica! ou o Rei manda...ou não serve para nada! Monarquias Liberais é uma treta...é apenas um acordo politico entre a Monarquia e a Maçonaria, ou seja, uma traição à história...é uma Monarquia podre...

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  3. Se é a linhagem que dá legitimidade, então o rei de Portugal deverá ser o descendente de Filipe IV de Espanha (III de Portugal) e não o descendente do bastardo de D. João I, ele próprio um descendente bastardo de D. Pedro I.

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  4. Filipe IV era "descendente dos bastardos" que menciona, para não falar de outros mais. Como vê, a coisa está bem encadeada. Para cúmulo, a própria Isabel (a Católica), era filha de uma Bragança, a tal casa que descendia em bastardia de D. João I). Piora as coisas (no seu próprio ponto de vista), não?

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  5. A questão é haver um PR eleito por sufrágio directo e cujos poderes são praticamente os da rainha de Inglaterra.

    Agora termos um rei obviamente não eleito e sem poderes não adiantaria nadica...

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  6. Três coisas:
    1 - Todos somos descendentes de bastardos mas só os sangues azuis fazem gala disso.
    2 - Se a sucessão não é determinada de forma unívoca pela linhagem então não será preferível fazer o povo pronunciar-se sobre ela.
    3 - Existem otimos reis mas também perfeitos idiotas com coroa, o sistema não dá garantias nenhumas. Falando só de Portugal e sem ser exaustivo que dizer da excelência de D. Sancho II (seposto por D. Afonso III), D. Beatriz (deposta por D. João I), D. Afonso VI (depostop por D. Pedro II), D. Sebastião (o Desejado), D. Filipe III(deposto por D. joão IV), D. Maria I(terminou a vida louca), D. Miguel (Deposto por D. Pedro IV e expulso de Portugal). Se este sistema garante a excelência então a excelência anda muito por baixo.

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  7. Em termos orçamentais, uma casa real traria despesa bem inferior à actual solução...

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