Calculo que o qualificativo de boçal tenha que ver com o qualificativo de pindéricas. Mas, caro João, foi o mais suave que eu consegui arranjar.
Então não se vê que isto (o tal poema/cantiga) é puro onanismo religioso? Sugiro uma experiência: imagine-se a ser infiel à sua esposa; depois, a ter de a olhar nos olhos consciente da merda que fez; e a começar a cantar uma balada sobre perdão, cujas palavras e música o deixariam no fim, a si, num estado de perfeito consolo, enquanto os seus filhos exclamavam "Que lindo!", batiam palmas e quase choravam de felicidade. O que é que acha que pensaria a sua mulher? Certamente que você estava a gozar com a cara dela. Não chegava a sacanice praticada, e você ainda queria sentir-se bem, fazer uma experiência de bem-estar, de beleza e tranquilidade por pedir desculpa? O mais certo era ela ir buscar uma faca à cozinha. E quem poderia censurá-la?...
E pior ainda por ser ontem. Se o caro João foi à igreja, terá ouvido, como eu, um texto a falar do momento em que já não haverá mais desculpas nem perdões, nem oportunidades, nem recomeços; o dia em que cada um assumirá por inteiro as suas responsabilidades por aquilo que fez ou deixou de fazer, e será tratado em conformidade; dia esse que pode estar aí ao virar da esquina. Ontem, para um cristão, não era dia de pedir desculpas; mas de tomar a decisão de mudar, ou de fazer melhor, enquanto é tempo.
Hoje, um Kyrie bem cantado seria imbatível.
ResponderEliminarUm poema/cantiga sobre desculpas pindéricas, logo hoje, no dia do "Juízo Final"? Não pode ser.
É muito difícil ser complacente com comentários assim boçais...
ResponderEliminarCalculo que o qualificativo de boçal tenha que ver com o qualificativo de pindéricas. Mas, caro João, foi o mais suave que eu consegui arranjar.
ResponderEliminarEntão não se vê que isto (o tal poema/cantiga) é puro onanismo religioso? Sugiro uma experiência: imagine-se a ser infiel à sua esposa; depois, a ter de a olhar nos olhos consciente da merda que fez; e a começar a cantar uma balada sobre perdão, cujas palavras e música o deixariam no fim, a si, num estado de perfeito consolo, enquanto os seus filhos exclamavam "Que lindo!", batiam palmas e quase choravam de felicidade. O que é que acha que pensaria a sua mulher? Certamente que você estava a gozar com a cara dela. Não chegava a sacanice praticada, e você ainda queria sentir-se bem, fazer uma experiência de bem-estar, de beleza e tranquilidade por pedir desculpa? O mais certo era ela ir buscar uma faca à cozinha. E quem poderia censurá-la?...
E pior ainda por ser ontem. Se o caro João foi à igreja, terá ouvido, como eu, um texto a falar do momento em que já não haverá mais desculpas nem perdões, nem oportunidades, nem recomeços; o dia em que cada um assumirá por inteiro as suas responsabilidades por aquilo que fez ou deixou de fazer, e será tratado em conformidade; dia esse que pode estar aí ao virar da esquina.
Ontem, para um cristão, não era dia de pedir desculpas; mas de tomar a decisão de mudar, ou de fazer melhor, enquanto é tempo.