A verdade só pode surgir num contexto de liberdade. (...) Eis o verdadeiro dom (talvez divino): ser livre. Poder dar sentido à vida, dando-lhe um ponto de partida, um rumo, um sustento e um verdadeiro fim.
José Luís Nunes Martins, hoje na sua crónica dos sábados no jornal i
é um dito de Heidegger.
ResponderEliminarVeja o caso de um julgamento.
Numa ditadura, tudo estaria imposto, regras probatórias, juiz parcializado ao ambiente do tempo, etc..
Na liberdade, todos dão a sua versão, os documentos existem bastando lê-los, os peritos concluem, e finalmente os técnicos pronunciam-se: o MP e os Advogados alegam, i.e., invocam o seu juizo perante o que viram de forma livre, e o Juiz decide perante o que tem pela frente (não adivinha, nem se pronuncia sobre o que não existe).
Se as provas forem falsas, é muito provável que o Juiz decida erradamente, pois só se pronuncia perante o existente.
Ora, na politização do decidir, numa ditadura, é provável que a decisão seja errada porque imposta por cima.
Numa democracia, a decisão pode ser errada por baixo, pelo povo (que mentiu p. ex.), mas por isso a justiça é também para o povo.
Mas a vda é feita de riscos.
Só sabemos é que na liberdade, os riscos de errar são menores...