quarta-feira, 15 de junho de 2011

Nova oportunidade


Nos últimos anos, têm surgido em Portugal muitas pessoas, sobretudo na faixa dos 30/40 anos, mais à direita, com um pensamento bem fundamentado, naturalmente democrático, actualizado com as ideias que se discutem no mundo ocidental, geralmente com vidas profissionais de mérito, quando não brilhantes. O grande problema dessas pessoas (é claro que tudo isto é uma generalização, há muitas excepções) tem sido a recusa em entrar na vida partidária, quem sabe se por reacção ao excessivo envolvimento da geração anterior, que viveu o 25 de Abril, deixando espaço para políticos profissionais muito menos preparados do que eles, contentando-se em brilhar nos blogues, na Comunicação Social e em pequenos círculos protegidos.
Mas o principal dano que esta recusa de participação causou foi a incapacidade destas pessoas em agir de acordo com o momento fatal que Portugal viveu nos últimos cinco anos. Isso ficou bem patente no excessivo criticismo ou na indiferença com que a direcção de Manuela Ferreira Leite foi acolhida, sem perceberem que, independentemente dos erros que ela possa ter cometido, era a última oportunidade de travar o caminho para o abismo em que nos encontramos.
Essa “geração” tem agora a oportunidade de participar numa espécie de “refundação” da nossa sociedade, que poderá ir muito mais além da mudança de ciclo político, sem olhar a cargos ou assessorias no futuro Governo, mas contribuindo com o seu saber para a melhoria do país. É claro que convém que o PSD e o CDS estejam abertos a estes apoios e contributos, e vamos esperar que Passos Coelho consiga fazer frente aos apetites do aparelho laranja (para isso foi óptimo o Governo ser de coligação e não de maioria absoluta), mas não vale a pena ficar a idealizar outros protagonistas para dirigir o novo ciclo. É com Passos Coelho e Paulo Portas que teremos superar a situação em que nos encontramos e aproveitar a oportunidade para que o país volte a aproximar-se dos padrões de desenvolvimento pelos quais a geração anterior se bateu.

8 comentários:

  1. O melhor governo inclui um socialista, um brasileiro e um direitista assumido.

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  2. Na faixa do 30/40
    Fernando Nogueira
    Eduardo Catroga
    Dias Loureiro

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  3. Não é desses que estou a falar. Os nomes que refere não recusaram participar na política partidária.  

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  4. Não percebi, MBO.Talvez possa explicar melhor.

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  5. E fazem eles muito bem...15 de junho de 2011 às 19:44

    Quem está disposto a entrar num mundo onde se trepa por fidelidade ao chefe, onde se ganha mal, onde se tem de andar a engraxar aparelhos e aturar militantes idiotas, para um dia chegar a deputado e falar uns minutos de 6 em 6 meses e fora isso levantar e baixar o traseiro ao mando do chefe da banda, onde honestamente não chega a lado nenhum, onde a discussão é invariavelmente sobre «pintelhos»...

    Só se for, tendo bons padrinhos, para ser boy ou girl e ter um tacho de presente, isso, sim, vale a pena...

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  6. Adenda ao anterior...15 de junho de 2011 às 19:47

    ...isto digo eu, que não tenho o menor espírito partidário nem, para meu azar, clubista...

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  7. Caro Duarte

    A capacidade de Portugal encetar um novo caminho à direita é inversamente proporcional à percentagem de Cavaquistão do novo executivo!!!

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  8. Quantos dessa brilhante "direita" fala em Défice Zero?
    E de tangente digo que com 9% de défice a Dona MFL disse que não era prioridade combatê-lo. Aliás foi ela que deixou passar o Orçamento de 2010 e fez pressão para a aprovação dos diversos PEC's.


    Por isso a sua ideia que MFL iria travar alguma coisa não tem fundamento algum.

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