segunda-feira, 16 de maio de 2011

Tocar a rebate

Pelo que me é dado observar por amigos meus, mas principalmente por algumas declarações públicas, como a de ontem de Marcelo Rebelo de Sousa na TVI ou hoje de Fernando Nogueira, o debate televisivo entre Paulo Portas e Passos Coelho teve uma tão imprevisível quanto benigna consequência:  um toca a reunir das até hoje displicentes hostes sociais-democratas: num saudável assomo de amor-próprio, levantam agora a voz indignada contra o populismo e a egolatria do dirigente centrista. 
Pela minha parte, espero que as duas partes recentrem quanto antes as suas atenções no verdadeiro adversário, que é José Sócrates, o partido socialista e ninguém mais. Parece-me que aqui chegados, quando descobrimos um PSD resgatado às suas raízes socialistas e convertido a uma salutar estética liberal, se torna evidente que o centro direita em Portugal deveria falar claro e a uma só voz
E porque os sinais que as sondagens indicam são verdadeiramente trágicos, desvendado um país alucinado que se prepara para reeleger os irresponsáveis que trouxeram o país à bancarrota, é urgente que as lideranças do CDS e do PSD se concentrem no que é essencial: em terrenos que não conflituam os seus interesses mutuos, disputando os votos aos socialistas e à abstenção. Porque o meu CDS é um partido de convicções e valores, não um partido de charneira ou populista, é impensável concebe-lo avassalado numa aliança com José Sócrates. Por tudo isto, penso que é chegada a hora do partido recentrar a sua luta nesse adversário. Sem demagogias e pelo resgate da nossa Pátria, que a empresa é incomensurável.


 


Em estéreo

7 comentários:

  1. Deus te ouça, caro João. Espero bem que Portas deixe de atacar o PSD para que o PSD deixe de ter de responder a esses ataques.
    Portugal não resistirá a mais um ano que seja de Sócrates, principalmente agora que vamos ser colocados sob vigilância estrangeira!

    ResponderEliminar
  2. Independentemente de tudo que se possa analisar e para quem viu o debate, percebeu, apenas pelo semblante (método empírico e com falhas) que PPC não tem arcaboiço para nenhum interlocutor, por razões que cada um interpretará. Não era este, de certeza, o líder do PSD necessário para esta disputa, o que nos deixa meio intrigados e só essa pode ser a razão da "energia" de JS, de PP, que nos põe a pensar se PPC aguenta 1 ano, no caso de vencer, até porque os seus maiores adversários estão dentro do seu partido...

    ResponderEliminar
  3. Meu caro tem toda a razão. Não ha melhor solução que uma única força à direita com escolha do líder numas primárias (não apenas por voto directo simples mas por "caucus").


    Mas para situações de emergência são precisas soluções de emergência.


    Pode ir contra interesses e tradições mas uma AD ainda era possível:
    http://supraciliar.blogspot.com/2011/05/alianca-democratica.html

    ResponderEliminar
  4. Desaparecido há muito, Fernando Nogueira ressuscitou ontem e a troca de palavras entre PSD e CDS sobe sobe de tom sobe.

    Engraçado é que isso aconteceu numa terra onde os tiros nos pés do PSD levaram a que Capucho tivesse andado com paradeiro desconhecido, assim a modos do ministro das finanças demissionário.

    Isto vai lindo, vai...

    ResponderEliminar
  5. Julga alguém pelo 'semblante'?
    Então vote Sócrates que não há político em Portugal com um 'semblante' mais directo e determinado!
    É por causa desses 'julgamentos' profundos e sustentados que estamos na bancarrota.
    Porreiro, pá!

    ResponderEliminar
  6. Pois é : a entrada em cena de Fernando Nogueira num ataque disparatado a Paulo Portas, não ajuda nada ao projecto para o derrube de Sócrates ( mesmo com essa do Votos no PP são votos no PS !!! )

    Caramba PPC - arranje lá gente mais conveniente para o acompanhar ou proiba-os de falar para os media, pura e simplesmente.

    ResponderEliminar
  7. Se pretende que nunca votaria em Sócrates pergunte-se em quem é que este gostaria menos que votasse (presumindo que o faça). E depois, se quer mesmo correr com Sócrates, vote em conformidade.

    ResponderEliminar

No centenário da "Revolução Nacional"

  Em 1915, um obscuro periódico provinciano, " Os Ridículos ", preconizava acerca da República, que dizia encontrar-se « no seu es...