segunda-feira, 9 de maio de 2011

Ainda o voto útil

 


Acho profundamente errado que o PSD e o CDS acendam entre si demasiado o despique eleitoral, correndo o risco de se desfocarem do principal alvo a abater, o protagonista do criminoso descalabro a que o país chegou. De resto, o apelo ao voto útil que vem sendo apregoado pelas hostes sociais-democratas incorre num pequeno grande equívoco: para a obtenção duma maioria absoluta à direita é de extrema importância o CDS ultrapassar a barreira dos 16% de votos, momento em que por causa do método de Hondt a proporcionalidade da eleição dos deputados sobe significativamente. Dir-me-ão alguns dos meus amigos que estas contas não garantem a deposição de José Sócrates. Pois é verdade, pensassem nisso mais cedo: com o mesmo método de Hondt, uma aliança pré eleitoral teria sido bem mais eficiente para a tal desígnio, mas essa oportunidade já caducou. 

15 comentários:

  1. João, a verdade é que ninguém do PS ataca Paulo Portas e elogiam até o CDS. É o velho princípio de que "o inimigo do meu inimigo meu amigo é"...
    aliás, ainda gostava de saber se Paulo portas admite ou exclui qualquer tipo de aliança com Sócrates e o PS. A bem da clareza.

    ResponderEliminar
  2. Isto é uma tristeza.

    O sr. PPC afirmou repetidamente que mesmo que tivesse a maioria convidaria o CDS para o governo.

    Depois veio o sr. PP declarar-se pronto para ser o futuro PM.

    Agora, o PSD já se refere ao CDS como pau de cabeleira (sic).

    Eu acho que me vou limitar a uma ida à praia, ai acho, acho.

    ResponderEliminar
  3. Está equivocado: PPC não chamou pau de cabeleira ao CDS, mas ao partido que, de entre o PSD e o PS, for para o Governop perdendo as eleições.
    E esquece também que os ataques do CDS ao PSD são repetidos e insistentes (coisa que apenas faz o jogo do PS...), enquanto o PSD se limita a não lhes responder.
    A verdade é que o CDS, para tentar captar votos, não está a ir pela positiva, que seria o melhor caminho.

    ResponderEliminar
  4. Estou irritado com PSD's e CDS's. Deviam ter ido numa frente, acrescidos do MPT e do PPM. Ninguém pode ficar de fora e uns tantos milhares de votos, são cruciais para o método de Hondt. Esperneiem Passos e Portas à vontade, mas esta é uma verdade incontornável. 


    Pois... estamos longe dos tempos da AD de 79 e à altura, o nível era outro.

    ResponderEliminar
  5. O sr. até sabe mais que o Relvas, eheh9 de maio de 2011 às 15:43

    Instado a esclarecer se a expressão “pau de cabeleira”, usada pelo líder do partido, Pedro Passos Coelho quando se referiu à formação de um próximo Governo, se referia ao CDS, Relvas apenas frisou que “a 05 de junho não se podem desperdiçar votos” e que a opção é “entre dois projetos distintos”.

    ResponderEliminar
  6. Sim, e?
    Quem não percebeu ainda que Sócrates apenas perde se o PSD tiver mais votos do que o PS, desculpe mas não percebe nada e prepara-se para repetir 2009, eleição ganha por Sócrates muito devido aos equívocos e dissenções no centro-direita.

    ResponderEliminar
  7. Pelo menos, percebo que se, de caras e sem margem para dúvidas, a expressão pau-de-cabeleira não se referisse ao CDS, o sr. Relvas teria esclarecido a coisa na hora.

    ResponderEliminar
  8. Só se o CDS fosse louco é que se uniria ao PSD. E mesmo para o Governo deve ter muito cuidado e assegurar que os seus objectivos são atingidos no primeiro  ano.

    ResponderEliminar
  9. Caro João Távora, como penso que sabe, eu não me revejo politicamente no PSD, porém, tenho que ter em mente, que para evitar o total descalabro do país, é fundamental que Sócrates não seja primeiro ministro, sendo para isso necessário que outro partido tenha pelo menos mais um voto que o PS, ora a lógica leva-me a considerar que o unico nessas condições é o PSD, pois muito dificilmente o CDS conseguirá tal resultado. Tenha em conta que este é um exercicio de pura racionalidade politica, sem que aqui entrem quaisquer considerações de mérito ou demérito politico e muito menos ideológico, relativamente ao PSD e CDS, pois tem apenas um objectivo e um só, impedir Socrates de ser primeiro ministro, sendo essa a forma de acabar com a sua carreira politica, pois está já bem definido que caso ele não ganhe as eleições, será varrido da direcção do PS.

    ResponderEliminar
  10. Reconheço que o CDS se tem esforçado por beneficiar objectivamente o PS, atacando o seu aliado natural. A não ser que não feche as 'portas' a entendimentos com o PS, o que é bem possível.

    ResponderEliminar
  11. Caro velho da Floresta: Não acredito que, havendo maioria absoluta entre cds e o psd, e sendo inviável um governo liderado por Sócrates, que o presidente da republica não convoque esses dois partidos para formarem governo. 

    ResponderEliminar
  12. Aliança Democrática.


    Com rasco ainda se chegava lá. Mas esse não é um bem que abunde.


    http://supraciliar.blogspot.com/2011/05/alianca-democratica.html

    ResponderEliminar
  13. Até já devem pensar criar um bloco central, no fundo o Portas não é muito diferente do Sócrates!!!

    ResponderEliminar
  14. Ora caro João 16%!? Nem 10% o CDS consegue ter... seria preferível a direita democrática votar toda no PSD, a única força liberal e capaz de garantir o progresso da Nação!

    ResponderEliminar
  15. Caro João Távora, se há uma coisa (entre outras...), que eu tenho como certa sobre o homem de Boliqueime, é de que ele segue as regras estabelecidas pelo formalismo constitucional, pelo que muito dificilmente o Sr. Silva de Boliqueime, não chamará o "engenheiro" da Covilhã a formar governo minoritário, mesmo num cenário de maioria PSD/CDS, a não ser que "alguém" atalhe caminho e dê o braço a torcer, consentindo previamente num acordo, protocolo, aliança, o que quer que se lhe queira chamar, entre o PSD e o CDS, aí sim, o Presidente já poderá mesmo com um PS individualmente mais votado, optar por ignorar Sócrates e devolve-lo à proveniência, visto dessa forma, poder agir de acordo com a (assim o penso, mas não tenho a certeza) sua consciência, tendo a sua retaguarda política salvaguardada constitucionalmente. Em qualquer outro cenário que não este, eu irei votar PSD, pois sinceramente é mesmo necessário que alguém tenha mais um voto que o PS, e se esse voto fosse o meu, nunca me iria perdoar não o ter feito.

    ResponderEliminar

No centenário da "Revolução Nacional"

  Em 1915, um obscuro periódico provinciano, " Os Ridículos ", preconizava acerca da República, que dizia encontrar-se « no seu es...