terça-feira, 7 de maio de 2024

Histórias antigas

No fim do cavaquismo, pouco depois da chegada do governo de Guterres, toca o meu telefone e uma grande amiga minha diz-me que vai para a presidência do Instituto de Conservação da Natureza e precisava de alguém que conhecesse bem o instituto e em quem tivesse confiança.


Eu tinha trabalhado muitos anos nesse instituto, a minha mulher ainda lá trabalhava, mas eu estava fora, naquela altura, com licença sem vencimento, não pelas razões invocadas no boneco que ilustra a forma como a imprensa tratou essa presidência do ICN, mas simplesmente porque precisava de pagar as minhas dívidas aos meus irmãos, e portanto tinha ido trabalhar para o privado (eu nunca quis misturar as coisas, portanto, ou trabalhava no Estado, o que sempre gostei de fazer, ou trabalhava no privado, as duas coisas nunca fiz, a não ser coisas pontuais como dar umas aulas ou coisa do género).


teresa e os boys.jpg


A presidência que ia ser substituída estava em funções quase há dez anos, saiu muito a contragosto e era inevitável o confronto com um modelo de gestão rolhista, isto é, um modelo de gestão cuja principal ideia era a de evitar quaisquer ondas que pudessem pôr em causa os equilíbrios de poder que mantinham o poder instalado. Inevitavelmente era uma direcção secretista, ao ponto de cada director não fazer ideia do orçamento de qualquer das outras áreas protegidas.


Estive muito pouco tempo na vice-presidência do ICN (talvez um ano e meio) e foi um curto intensivo sobre a natureza humana, a administração pública portuguesa e o exercício dos pequenos poderes, com um grande número de equívocos a potenciar os problemas de gestão.


O meu primeiro equívoco decorria da percepção, errada, de que António Guterres, e o Partido Socialista, estavam interessados em mais alguma coisa que simplesmente substituir o cavaquismo e alterar a distribuição dos pequenos poderes pelos seus fiéis.


Acreditei que Guterres estava a ser sério quando disse que não havia “jobs for the boys” e que as regras da administração pública iriam ser alteradas para que a nomeação de chefias fosse por concurso e não por escolha.


Logo que tomámos posse, preparávamo-nos para fazer concursos para as direcções de todos os parques e reservas (a regra geral era a nomeação, mas o concurso prévio estava previsto como opção, portanto bastaria aplicar essa norma, de forma sistemática, para se cumprir o que Guterres tinha prometido, enfaticamente, na campanha eleitoral) quando nos informam, do governo, que não, não se ia fazer concursos nenhuns, primeiro era preciso fazer nova legislação, discutir com sindicatos, etc., entretanto faziam-se as nomeações que era preciso fazer, consultando os governadores civis para assegurar a auscultação dos interesses locais.


Mais tarde, muito mais tarde, lá apareceu a legislação em que a regra era o concurso, mas se podia nomear alguém em substituição por seis meses, não renováveis.


Acontece que apesar da lei explicitamente dizer que esses seis meses não eram renováveis, a direcção geral da administração pública explicou que os lugares de chefia na administração pública não podem ser abandonados sem substitutos, portanto, apesar dos seis meses não serem renováveis, a situação tinha de se manter até nova nomeação.


Claro que a regra passou a ser a aplicação da excepção, sem nomeação subsequente, pelo tempo que fosse preciso, frequentemente, anos suficientes para que qualquer concurso fosse ganho pelo substituto com base na experiência desses anos.


Entretanto Jorge Coelho, ministro da administração interna e penso que também tutelava a administração pública (era primeiro-ministro de facto em muitas questões), tinha nomeado grande parte dos presidentes das distritais do PS como governadores civis…


De entre todos as histórias de que tive conhecimento nessa altura – e não se imagina a quantidade delas, desde o director que quer sair, aponta como boa uma solução de substituição, que se aceita, e vem para os jornais dizer que era uma escolha partidária miserável, aos directores que se diziam cansados e fartos do lugar, pedindo para ser substituídos, aceitando relutantemente o pedido para aguentarem até se encontrar uma solução razoável, para depois, logo que substituídos, se queixarem publicamente de terem sido saneados – a mais espantosa diz respeito a um director de uma área protegida, a quem eram ilegalmente pagas uma série de alcavalas (incluindo casa de função, com todas as despesas pagas).


Essa área protegida era claramente beneficiada pela direcção anterior do ICN (a ponto de dos 30 mil contos anuais para indeminizações do lobo, 27 mil eram pagos nessa área, que tinha as indeminizações em dia, quando havia outras áreas com atrasos de pagamento de cinco anos, o que era usado como demonstração de boa gestão por esse director) e quando se começaram a tomar decisões no sentido de um mínimo de justiça e equilíbrio financeiro, estalou uma guerra aberta que culmina numa reunião muito tensa, em que é dada uma instrução concreta e razoável sobre uma matéria, que o dito director explícita e claramente afirma que se recusa a cumprir, apesar do seu cumprimento ser uma mera decorrência da lei.


Naturalmente a presidente do ICN acaba a reunião e faz um despacho de exoneração que submete à ministra, que o homologa, dando origem a um processo judicial (o advogado era Garcia Pereira, sempre, sempre do lado dos trabalhadores) que é ganho pelo dito director (anos depois), com o argumento de que não foi ouvido no processo de exoneração (já não me lembro se era preciso um processo disciplinar prévio para demitir um director que pura e simplesmente se recusa a cumprir uma instrução que não era ilegal, pelo contrário, decorria do cumprimento da lei).


Tudo isto são histórias antigas, com quase trinta anos, mas daí para cá a administração pública não melhorou, nem um bocadinho, na protecção que dá aos rolhas que enxameiam os seus lugares de dirigentes, com o único objectivo de garantir que não são removidos desses lugares, sem ser para lugares melhores ou semelhantes.
Tal como nessa altura, a imprensa passa o tempo a discutir o momento de saída de algumas pessoas de quem a imprensa gosta (o que coincide, frequentemente, com pessoas de que o público gosta), sem nunca terem perdido um minuto a perguntar o que estavam aquelas pessoas a fazer ali, e porquê.


Lembrei-me disto a propósito de Ana Jorge, não porque tenha qualquer ideia sobre se era ou não uma boa provedora da Santa Casa, mas porque nunca consegui perceber por que razão a nomearam provedora da Santa Casa (o mesmo diria de Santana Lopes, já agora).


Ana Jorge é uma médica pediatra, longamente envolvida em lugares de administração de entidades ligadas à saúde, sem nunca se ter distinguido particularmente como gestora, seja em cargos mais administrativos, como Presidente da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, seja como Ministra da Saúde, seja como presidente da Cruz Vermelha.


Assim sendo, qual a razão para ser nomeada para presidente de uma instituição financeira com serviços de apoio social, sem qualquer experiência prévia no sector?


Sem responder a esta pergunta de forma clara, a discussão sobre a forma como foi afastada desse lugar é uma discussão forçosamente desequilibrada: o afastamento pode ter sido muito injusto, pode até ter sido ilegal, isso não sei, mas ficamos sem saber por que razão estava Ana Jorge naquele lugar.


O problema, caros jornalistas, não está em saber os pormenores sobre a saída, seja de quem for, de lugares da administração pública, o problema está na vossa distracção que vos impede de se perguntarem como apareceu esta pessoa neste lugar, e o que fez com ele.


E isto durante anos e anos a fio.

26 comentários:

  1. As pessoas até podem ser escolhidas sem terem competência técnica (hão de ter equipas adequadas). O diabo está nos detalhes, como, por exemplo, o que outras estruturas lhes permitem fazer...

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  2. aos 75 anos devia estar reformada.
    um caso entre milhares que enxameiam o MOSTRO do ps no estado?

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  3. As Democracias querem-se transparentes e escrutinadas, com órgãos de Comunicação Social livres de "amarras", que cumprem a sua função de forma séria e isenta, sem indulgências..
     

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  4. aos 75 anos devia estar reformada


    É bem verdade. E tem agora uma excelente ocasião para isso.


    (Não fazia a mínima ideia que ela fosse tão idosa. As notícias nunca o dizem.)

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  5. Há uns anos uma senhora chamada Dalila Rodrigues também foi demitida da direção do Museu das Janelas Verdes e caiu o Carmo e a Trindade por causa disso, nunca percebi por quê. Sei que a direita ficou agastadíssima. Agora que a direita regressou ao poder, a senhora já adquiriu outro emprego qualquer (secretária de Estado salvo erro).
    A minha mulher, que costuma frequentar esse museu, não tem nada de especialmente bom a dizer do trabalho de Rodrigues quando esteve à frente dele.

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  6. Tudo passa à margem de assumir  responsabilidades  e cai em saco roto.
    Ana Jorge como ministra importou milhões de vacinas que perderam validade. Nada aconteceu e até tem sido premiada.
    João Cravinho assina um orçamento de 750.000€ e derrapa em 3 milhões. Nada aconteceu e até é premiado.
    São tudo bons rapazes!

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  7. Anda muito desatento, Balio! A senhora em questão é a actual Ministra da Cultura.
    Ao contrário do seu comentário, formei uma muito boa impressão sobre  Dalila Rodrigues desde que a ouvi, pela 1ª vez, no programa "Visita guiada" ao Museu Grão Vasco, onde a sua prestação revelou uma interlocutora notável como pode ouvir aqui, se quiser "perder tempo" com uma impressionante aula sobre História e Arte. 
    Se certos cargos institucionais fossem ocupados por pessoas criteriosamente escolhidas pelo seu mérito e competência, então sim, seria caso para ficarmos agastadíssimos com as suas substituições. Se não, não!


     https://www.youtube.com/watch?v=AO-bQJ0fh7o

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  8. Em 2019 a Santa Casa tinha lucros a rondar os 40 Milhões e em 2023 fechou as contas com um prejuízo de mais de 62 Milhões. É obra tendo em conta que têm o monopólio dos jogos, não há concorrência. 
    A covid não explica tudo. Basta pensarmos nos 540 cargos e dirigentes (que Ana Jorge reduziu "consideravelmente" para uns escassos 523), mais os arriscados investimentos em negócios no Brasil, fora o mais que virá a destapar-se.

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  9. Para lá das pessoas... e o fazer e desfazer de "reformas" de governos anteriores? Se mudar um mero logo tem custos e dores de cabeça,  quanto mais modelos de organização. Mas está tudo bem. A culpa é do Marquês e do ouro do Brasil. 

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  10. Anda muito desatento, Balio! A senhora em questão é a actual Ministra da Cultura.


    Não ando desatento, sabia que ela agora estava no Governo, aliás referi-o no meu comentário, mas julgava que ao nível de secretaria de Estado.





    Acredito que ela seja (muito) competente em matéria de arte. Mas uma coisa é saber-se (muito) de arte, outra é ser-se diretora de um museu ou ministra da Cultura. Como diretora do Museu das Janelas Verdes, Rodrigues organizou umas festas de divulgação que tiveram algum sucesso mas que, segundo a minha mulher, eram modernaças de mais para o Museu em causa. De qualquer forma, seja ela grande conhecedora de arte ou não, isso não justifica a barulheira que a direita fez quando a tiraram de diretora do Museu. A qual teve alguma analogia com a barulheira que o PS agora está a fazer por terem tirado Ana Jorge do lugar.

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  11. Entretanto, sobre o assunto Ana Jorge vale a pena ler isto:
    https://causa-nossa.blogspot.com/2024/05/gostaria-de-ter-escrito-isto-36-infamia.html


    Já agora, com o diretor do SNS passou-se, aparentemente, o mesmo: o ministro demitiu-o mas, logo a seguir, pediu-lhe que elaborasse um plano de emergência para o verão. Coisa que ele recusou, como é natural. Aparentemente, os ministros atuais não entendem muito bem o que significa demitir alguém.

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  12. Quer João Miguel Tavares, quer Vital Moreira, quer vossa senhoria, desconhecem, pelos vistos, a lei: é a lei que prevê que seja assim.

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  13. Sobre a Santa Casa pouco ou nada sei. Vi recentemente que as remunerações absorviam 70% da receita (li já não sei aonde e não fui confirmar). Também li que, logo a seguir a ser demitida Ana Joreg assinou contratos de publicidade no valor de 5 milhões de euros, Também não garanto a veracidade (não é culpa minha mas da desacreditada imprensa que temos) mas, a ser verdade, poderia explicar o que Ana Jorge estava a fazer na Santa Casa- É que, depois dos 15 milhões da Covid, terem caído mal na opinião pública, o governo já não queria fazê-lo directamente e precisava de quem o fizesse por ele. É apenas uma hipótese.
    De qualquer forma, com 70% de remunerações, gastos fixos e consumos , e com as despesas de publicidade que todos vemos, não deve sobrar muito para obras de misericórdia.

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  14. é a lei que prevê que seja assim


    Talvez. Porém, se é para querer que uma pessoa continue a efetuar o seu trabalho, mais vale não a demitir: arranja-se um substituto e, quando esse substituto tiver sido arranjado, efetua-se a demissão e nomeia-se imediatamente o substituto. Mais ou menos como a ministra da Administração Interna fez agora (muito corretamente) com o comandante da PSP: demitiu-o e, imediatamente, empossou o novo.


    Agora, demitir uma pessoa mas, logo a seguir, dar-lhe ordens para fazer mais isto e mais aquilo, não está bem. É pôr a carroça à frente dos bois.

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  15. Enquanto estiver em funções, é natural que tenha de cumprir essas funções

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  16. Se a lei prevê que as pessoas têm de ficar em funções até serem substituídas então não teria sido má ideia já ter um substituto na manga quando se pede a demissão de alguém por incompetência.
    Isto diz muito sobre a falta de competência polítca da ministra.
    Não sei se a lei em questão será constitucional. Se a senhora nunca for substituída de facto é obrigada a trabalhar até morrer? Pensava que os trabalhos forçados eram proibidos.

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  17. Fez bem em utilizar organizações voluntárias. O dinheiro da Santa Casa e para pagar aos provedores, não é para esbanjar.

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  18. Realmente, é fascinante — e por fascinante, quero dizer absolutamente alarmante — observar a evolução financeira da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Em 2017, a instituição nadava em mais de 200 milhões de euros em tesouraria e aplicações financeiras. Avançamos para 2024, e o que temos? Resultados que qualquer contabilista criativo descreveria como "desafiadores". E essa tal valorização do património criada para, supostamente, "tapar buracos"? Não esquecer que, no início, nem era contabilizada.


    1. Digamos que na Santa Casa existe uma "pequena" rede de peões, estratégica e permanentemente colocados, que parecem gerir os contratos mais gordos de bens e serviços. Curiosamente, defendidos por qualquer administração (PSD/PSD).


    2. Quanto ao património da instituição, este parece ser um principado à parte, onde as zonas cinzentas são mais comuns que as áreas claramente definidas. Rendas sociais, novas habitações e obras pessoas, um aspecto comum a alguns trabalhadores deste serviço.


    3. E os Recursos Humanos? Esses parecem jogar num campeonato onde as regras do bom senso e das boas práticas foram claramente esquecidas.


    Todos os trabalhadores da SCML têm perceção disto. É o que choca ainda mais.


    Mas dando especial atenção ao primeiro ponto, este é o momento perfeito para que toda esta guerra de comadres traga finalmente alguma luz a essas questões, não só ao escrutínio público mas, com sorte, ao judicial também.


    É lamentável, é triste. Espero que esta instituição possa um dia conseguir gerir todo o seu potencial em prol dos mais desfavorecidos.

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  19. A demissão imediata tem um efeito concreto: as decisões que toma restringem-se à gestão corrente, logo, limita o efeito negativo que possa existir de decisões estratégicas.
    Neste caso concreto, esperar três dias para a demissão, tinha um efeito de criar uma obrigação de indemnização de milhares de euros.
    A decisão tomada limita as implicações de decisões estratégicas e poupa milhares de euros à Santa Casa (muitos milhares, porque era a multiplicar pelo número de membros da mesa), ao mesmo tempo que dá tempo para se procurar uma pessoa que responda ao caderno de encargos que se defina.
    Felizmente João Miguel Tavares, Vital Moreira e vossa senhoria estão limitados a mandar bitaites, se tivessem de decidir com os critérios que enunciam tinham de escolher alguém à pressa, aguentar decisões estratégicas desalinhadas com o que se pretende e milhares de euros transferidos da Santa Casa para os bolsos dos membros da mesa da Santa Casa.
    Brilhante.

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  20. Neste caso concreto


    Não há um mas sim dois casos concretos: o de Ana Jorge e o do diretor do Serviço Nacional de Saúde.


    O caso de Ana Jorge não é especialmente grave: demitiram-na e depois pediram-lhe que apresentasse um relatório a fazer o ponto da situação, coisa que de facto qualquer pessoa que abandone um lugar é suposta fazer antes de se ir embora.


    Não sei em detalhe qual a situação na "Santa Casa" (raio de nome...), a Ministra faz uma descrição dela, mas eu geralmente não acredito facilmente em ministros nem no Estado em geral, qualquer que ele seja. Talvez a Ministra esteja a dizer só verdades, mas talvez não.



    O caso mais gritante, em meu entender, é o do diretor do SNS, que foi demitido mas que, já depois disso, lhe pediram para elaborar um plano de funcionamento do SNS durante o verão (coisa que decididamente não encaixa no conceito de "gestão corrente"). Se ainda queriam que ele elaborasse tal plano, por que raio o demitiram logo?

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  21. Só falei de Ana Jorge. Realmente, pedir a alguém um plano para o Verão, estando em Maio, é mesmo uma coisa estranha.

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  22. António Estrela Teixeira8 de maio de 2024 às 19:23

    Que me desculpem o comentário distanciado, mas esta discussão que acabei de aqui ler é um verdadeiro monumento à estupidez! 


    Fase 1: temos um comentador, que se assina "balio" e que, num ataque de "whataboutismo" atira para a discussão o nome de uma senhora chamada Dalila Rodrigues - «





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  23. Confrontei Vital Moreira com este facto. Eis a resposta que recebi:


    "não pus em causa nem a demissão nem a obrigação de continuação em funções, mas sim os termos injuriosos usados pela Ministra para uma coisa e outra, destratando publicamente a visada. Que eu saiba, nunca nenhum ministro teve de injuriar um dirigente público para o demitir, nem de o ameaçar com processo crime para ele continuar em funções. Todos sabem que, salvo dispensa ministerial, têm de ficar até serem substituídos. E se Ana Jorge era péssima, devia ter sido mandada para casa sem demora. Pura arrogância e má-educação ministerial."

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  24. Santana Lopes [...] mandou fazer o levantamento de idosos [a viver sozinhos sem apoio familiar]


    E depois do levantamento feito, que fez Santana Lopes?


    É que fazer um levantamento, só por si, não resolve problema nenhum.

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  25. muito boa impressão sobre Dalila Rodrigues desde que a ouvi, pela 1ª vez, num programa...» da tv.










    :
    "verdadeiro monumento à estupidez" ?



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