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Quando no feriado do 1º de Maio à tarde atravessei a pé a Alameda D. Afonso Henriques, em pleno encontro do “povo trabalhador”, deu para constatar que a média de idades dos participantes, longe das grandes multidões dos anos 70 e 80, não andará distante dos sessenta anos. Ou seja, a grande maioria daqueles com que me cruzei, são os mesmos que andam nessa vida, de manifs, greves e reivindicações, há cerca de cinquenta anos - curiosamente exibindo o mesmo trajar e estética capilar. Se por um lado me apraz a constatação de que esse fenómeno revolucionário nascido da militância sindical do pós 25 A se encontra em vias de extinção, como um fenómeno geracional que foi, a expressão do novo esquerdismo progressista que vai tomando forma, aquilo a que se vai definindo (de forma grosseira) como “movimento Woke” com as suas diferentes mecânicas e formas de expressão, não me deixa nada descansado. Não tenho nada a certeza de que o sistema liberal representativo em que vivemos no ocidente em geral, cada vez mais polarizado e socialmente atomizado, consiga absorver e integrar estes movimentos minoritários de ruptura, que em tempos, em Portugal, eram “domesticados” pela esquerda institucionalista e os seus sindicatos satélites. Pelas discussões e fracturas que vão tomando lugar no espaço público receio vir a ter saudades deles…
* "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades" Luís Vaz de Camões
Fotografia Miguel A. Lopes - Lusa
Saudades?!
ResponderEliminarForam eles que desconstruíram a sociedade a um nível que permitiu os neo-marxistas vulgo wokes hoje.
O Comunismo foi derrotado na Guerra Fria, o Marxismo não. Os conservadores, liberais, democratas acreditaram no Fim da História e entregaram o ensino dos filhos e o jornalismo à aliança Islão-Marxista...
E para piorar a politica e jornalismo uniram-se, acabou o 4º poder e a democracia liberal está a tornar-se numa democracia totalitária.
Os centristas e a direita "moderada" ainda não percebeu que terá sair para as ruas, porque deixar as ruas á extrema esquerda só assegurará a vitória da intimidação da extrema esquerda.
ResponderEliminarAinda vão a tempo de perceber que quem detém a capacidade de violência em democracia conta muito. Em Inglaterra a policia já dá quase tudo aos Islamistas.
Olhe que isto tende a piorar...
ResponderEliminarTudo dependerá do que acontecer nos "States", nos tempos mais ou menos próximos.
ResponderEliminarDesde a queda do Muro que substituíram, e ultrapassaram , a França no negócio da "moda ideológica", à falta de melhor expressão - e , além de Hollywood, imbatível nas campanhas publicitárias , contam com a ONU , e "terminais" vários disseminados por todo o "Ocidente" como difusores e amplificadores da "boa palavra"...Pensemos, termos estritamente domésticos, em agremiaçôesinhas como o PAN, o Livre ( que já foi negócio unipessioal... ), o cosmeticamente reciclado BE ( com um hoje em dia indispensável - e "endogâmico"...- , penduricalho eco/climático ) . tudo acarinhado , promovido e publicitado por aquilo a que se chama "comunicação social"...
Aguardemos , interessadíssimos, o que vão decidir , a 9 de Junho, os habitantes desta pequena península da Ásia...
Juromenha
Estou de acordo, mas não teríamos chegado aqui sem a "esquerda institucionalizada". Foi ela que construiu os wokes nas suas, mas pagas por todos, Universidades e jornais.
ResponderEliminarAntes os comunas do pous soviete que os liberais americanizados.
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ResponderEliminar"...Não tenho nada a certeza de que o sistema liberal representativo em que vivemos no ocidente em geral...".
Sim, "representativo", mas representativo de quem ?.
Da feliz nomenclatura bruxelênce em auto-ostentação?.
Da assaz caricata nomenclatura portuguesa em auto-satisfação?.
Certamente que não do eleitor comum.
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ResponderEliminar1 - impediu que a Rússia do czares, em rápido desenvolvimento, se tornasse a potência dominante da Eurásia.
2 - depois impediu que a Alemanha idem.
3 - com o discurso anti-colonialista, ajudou a correr os europeus de África e da Ásia.
4 - magnifico espantalho para "investir" no complexo militar-industrial.
A contribuição para o Dow-Jones deve ter sido fenomenal.
Artigo do Observador
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