segunda-feira, 25 de março de 2024

A tenaz

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A vozearia sobre a viabilidade do governo AD sem maioria absoluta ainda vai aumentar mais uns decibéis. Se a esquerda à espera de melhores dias se distancia higienicamente dos “retrocessos” e de fantasmas fascistas (sempre assim foi), do outro lado, André Ventura vitimiza-se por não lhe darem lugar numa dança que na verdade não quer dançar. Se é verdade que para um Tango são precisos dois, definitivamente não é nesses maus modos que se pede a uma senhora para dançar, insultando-a, caluniando-a sistematicamente em público. É preciso mostrar boas maneiras e um módico de empatia para inspirar confiança num parceiro de dança. O esforço do Chega tem sido no sentido contrário, num jogo de equilibrismo tático da vitimização e reivindicação, ostracizado pelas linhas vermelhas que são o seu seguro de vida. O irrevogável “não é não” de Montenegro constitui o seguro de vida do Chega, que vive dessa marginalidade. Marginalidade em relação aos media tradicionais que são irrelevantes para o seu eleitorado, marginalidade em relação ao parlamento que os seus eleitores desprezam, marginalidade a qualquer solução de governo que tornaria o partido cúmplice do sistema que os seus militantes execram. O Chega é o único partido que está onde quer, por isso é que se chama “chega”. Não tem razões de queixa, o descontentamento (pobreza, desencanto) tende a ser maioritário e vêm aí umas eleições para o Parlamento Europeu.


Vêm aí tempos interessantes.

10 comentários:





  1. https://ionline.sapo.pt/artigo/811593/de-eleicoes-em-eleicoes-ate-a-derrota-final?seccao=Opiniao_i (https://ionline.sapo.pt/artigo/811593/de-eleicoes-em-eleicoes-ate-a-derrota-final?seccao=Opiniao_i)

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  2. O seguinte texto é a parte final do artigo 'O Seu Portugal ' no Observador:








    https://observador.pt/opiniao/o-seu-portugal/

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  3. Sei que alguns estão sempre prontos a dizer que em Portugal não há terroristas islamicos,portanto vejamos só um caso(e posso ir buscar outros casos reportados nos últimos anos,inclusive dos irmãos iraquianos que tiraram selfies com Costa e Marcelo há uns poucos anos e entretanto foram acusados de terrorismo e de associação ao estado islamico) que é o caso do indivíduo checheno-russo que saiu de cá sem responder à justiça(depois de ser detido pelo Sef)e fugindo para a Europa acabou por cometer o terrorismo da "praxe" em nome de Alá.
    Aqui https://ionline.sapo.pt/artigo/807557/sef-deteve-suspeito-do-ataque-em-bruxelas-na-guarda-em-2015?seccao=Portugal_i

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  4. "...o seguro de vida do Chega, que vive dessa marginalidade". Se não estou em erro, vive de mais de um milhão de votos...por enquanto...
    Juromenha

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  5. E há o caso,ainda mal explicado, do ataque no centro ismaeli https://onovo.sapo.pt/noticias/ministerio-publico-deduziu-acusacao-contra-autor-de-ataque-ao-centro-ismaili/
    Seja como for,com terrorismo ou sem terrorismo, a situação está muito perigosa para o futuro das sociedades europeias. Só não vê quem não quer ver ou quem é tolinho.

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  6. "Eu tenho de me rir de si".
    "Eu tenho de me rir de si".
    "Eu tenho de me rir de si".


    Em matéria de boas maneiras, qual dos dois parceiros terá assim mimoseado o outro, em directo e ao vivo, 3 vezes como Pedro?

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  7. Para o PSD a ideologia genocida, totalitária é irrelevante.

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  8. Posso estar enganado, mas há uma coligação de facto entre a AD e o Chega. Para mais não dá, pelo menos por agora. Não dá do lado do PSD porque o parceiro é companhia duvidosa e não dá do lado do Chega porque precisa de guardar a imagem de "estar contra isto tudo". Em suma: não estão casados de papel selado mas estão em concubinato. Razão tem  a IL: três na cama é demais e logo então com o Chega.
    Está seguro o governo? Está. Pelo menos até que haja novo PR. Isso é o que conta agora. Tudo o mais é conversa.

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  9. O João Távora é membro do PPM? Quero dizer, está politicamente comprometido com a Aliança que ganhou as eleições? OU é um monárquico não-PPM?

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  10. "...ao parlamento que os seus eleitores desprezam" - há alguma evidência disto ou é mais um dos muitos dogmas que agora proliferam?

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