quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

Debates

Nem pensar em ver todos os debates e muito menos os debates sobre os debates eleitorais.


Mas vou vendo quando quero ou me aparece diante dos olhos.


O mais extraordinário é ver comentadores dizerem, por exemplo, sobre o debate entre Mariana Mortágua e Luís Montenegro (espero que Mariana Mortágua, na improvável hipótese de me ler, não fique ofendida por a designar primeiro que ao homem com quem debateu, como faria com qualquer mulher), que Mariana Mortágua apareceu muito combativa, ou preparada, e outras apreciações do mesmo tipo.


O que me mais me impressionou foi vê-la a mentir descaradamente sobre o conteúdo das avaliações do Tribunal de Contas às PPP da saúde e, sabendo perfeitamente que estava a mentir, reforçar que estava a fazer citações, citando meia dúzia de factos escolhidos que não relevam especialmente para as conclusões inequívocas do tribunal de contas e que são contrárias ao que ela estava a pretender dizer que eram essas conclusões.


Acharia normal que esta facilidade em mentir descaradamente, usando técnicas sofisticadas de mentira, fosse uma das traves mestras da apreciação do desempenho de Mariana Mortágua.


Estranhamente há muito quem nem sequer refira isto e, dos que referem, que ainda são alguns, o façam frequentemente como se fosse um pecadilho sem centralidade no desempenho de Mariana Mortágua.


Depois queixem-se da falta de qualidade dos debates quando mentiras desta dimensão, conhecidas e reconhecidas por todos, pesam tão pouco na apreciação global do desempenho de um político.

20 comentários:

  1. Com tanto amor às PPP presumo que vá votar PS. Assim quase sem dar por isso, antes de marchar, já em gestão, Costa fez uma PPP de 30 anos com a Mota-Engil para a construção do novo hospital de Lisboa e esticou por mais uns anos a da Fertagus. Ninguém abriu bico. Imagino a sua alegria. No caso do hospital de Lisboa ainda há mais para repartir: falta depois a PPP da gestão. Essa já terá que ser outro. Um novo milagre dos pães. Aliás, muito melhor porque Cristo só tapou a fome a cinco mil.

    ResponderEliminar

  2. Não vi, nem verei (presumo que estejam online?).
    Nem acho que se diga algo de jeito, nem acho que o desempenho seja motivo de orientação de voto.
    As notas e desempenho são um tópico agrdável, na linha dos programas da bola. Uns ganham, outros perdem, a arbitragem foi isenta.

    Li algures que o Ventura foi toureado pela Dra do PAN, presumo que siga em último na classificação e nem à Liga Europa chegue.

    ResponderEliminar
  3. Henrique, a MM é comunista ( trotskista mas ainda assim comunista).
    Mentir e distorcer,  está-lhes no ADN por isso não é para admirar.
    ADOREI a história da avozinha, que, à data dos factos, teria uns 100 anos... ou seja, história da Carochinha... Qualquer pessoa sabe que nenhum, nenhum inquilino com mais de 65 anos pode ser despejado, mesmo que não resida no locado pu não pague a renda.

    ResponderEliminar

  4. Não sou ou alguma vez fui utente de um desses, mas de Loures toda a gente falava bem, já do de Cascais, PPP, era o contrário.
    Também terá a ver com o número de utentes, dimensionamento da instituição, cobertura, etc...
    Não acho que ser SNS ou PPP seja sinónimo de boa ou má gestão, ou de bom ou mau serviço; acredito que embora dependa também do sistema, cada caso é um caso. Mas que sei, nem a mim sei gerir quanto mais outras coisas, deixo isso para os péritos.

    Adiante

    ResponderEliminar
  5. A sra do Pan sabe quantas tendas tem à porta da "loja" na Almirante Reis? 

    ResponderEliminar
  6. Pior que os debates entre os candidatos, são os jornalistas que lideram os mesmos.
    Incompetentes, ignorantes convencidos. 
    E depois a panela de comentadores imbecis mal formados sem nível nem conhecimentos para debater uma partida de berlinde, revolta qualquer cidadão é, aposto, vai fazer muita gente não por os pés nos locais de voto 

    ResponderEliminar

  7. A excepção será o debate entre o representante do PSD e do do PS mas, mesmo assim, poucochinho.



    Quanto ao resto tudo é e será um enjoativo, inconsequente show sem o mínimo interese político. Apenas anedotário, em política. E não só pelas deturpações da realidade que abundam no linguajar de tais "debatentes". 
    Debates entre figuras secundárias -em futebol ou em política- não resultam.



    Representatividade política real só a têm os candidatos eleitos uninominalmente vencedores no seu círculo eleitoral. 

    ResponderEliminar
  8. A M.Mortágua e o BE são gente populista e ainda mais perigosa que o Chega. Aconselho a que leiam os factos referidos pelo Alexandre Homem Cristo no Observador. 

    ResponderEliminar

  9. Costa fez uma PPP de 30 anos com a Mota-Engil para a construção do novo hospital de Lisboa




    30 anos?! Está previsto a construção do hospital demorar 30 anos?

    ResponderEliminar

  10. Qualquer pessoa sabe que nenhum, nenhum inquilino com mais de 65 anos pode ser despejado


    Sim, mas também qualquer pessoa sabe que se criou em Portugal um clima de inimizade e profunda desconfiança entre senhorios e arrendatários. A reação de um inquilino ao receber uma carta do senhorio deve ser similar à reação de um contribuinte ao receber uma carta das Finanças. Creio que foi desse tipo de reação que Mortágua falou (não vi o debate).

    ResponderEliminar

  11. Pior que os debates entre os candidatos, são os jornalistas que lideram os mesmos. Incompetentes, ignorantes convencidos.


    Sim, o debate entre Ventura e Rocha foi "moderado" por uma tal Rosa, da SIC, que passou imenso tempo a tentar interromper Ventura, falando ao mesmo tempo que ele. Uma grosseira inqualificável, a meu ver.
    No meu critério, a principal coisa que não se deve fazer num debate é interromper os outros ou falar ao mesmo tempo que eles. E então que seja o moderador a fazê-lo, é inadmissível.

    ResponderEliminar
  12. Qual é o espanto?! Os bloquistas mentem. Ponto final. 
    Como também é provavelmente mentira a história da Avó da Mortágua a receber cartas de despejo da sua casa. Circula pela internet esse esclarecimento e toda a gente já o deve ter lido. 
    A Mortágua referia-se ao Novo Regime de Arrendamento Urbano (NRAU) de 2011 que resultou das imposições da Troika quando foi chamada pelos socialistas. Mas de qualquer modo tinha uma ressalva: as pessoas de mais de 65 anos estavam protegidas de aumentos significativos . Assim como aqueles com menos de 65 anos que auferissem de um rendimento inferior a 5 salários mínimos e beneficiariam de um período de transição de 5 anos, Mais tarde, este período diminuiu e _espanto dos espantos!_ já com o governo socialista apoiado pelo BE!!! 
      
    Mas a Mariana recorre a tudo e não resistiu à velha táctca do BE, de apelo à lágrima fácil e à comoção.
    Já o F.Louçã a tinha usado numa discussão com o P.Portas sobre um dos temas fracturantes tão do seu gosto e disse-lhe com voz quase embargada: «O Sr. não tem o direito [de opinar, suponho] porque não sabe o que é gerar uma vida, nem sabe o que é o sorriso de uma criança». (Não diria melhor a Carmo Afonso nas suas loas aos passarinhos e às florzinhas a esmorecer de tristeza nos bosques).
    Mas se aquele argumento fosse usado hoje... seria uma rotunda incongruência com as próprias agendas actuais de que o BE é um acérrimo promotor e defensor. Mas adiante!...  

    ResponderEliminar
  13. relembrando o General Gomes Freire de Andrade
    «infeliz-mente há LUAR»
    a esquerda chispa INVEJA e ÓDIO

    ResponderEliminar
  14. recomendo a leitura do livro de Harry  Frankfurt / Sobre falar Merda

    ResponderEliminar

  15. Está lá tudo descrito sobre o populismo de esquerda: são gente exacerbadamente radical, impregnada de extremismos


    Não. Ser radical ou ser extremista não é o mesmo que ser populista.


    Um populista é um político que se identifica com o "povo" em contraposição à "casta". Em Portugal há vários tipos de populismo bem documentados: o populismo militar (exemplos: Sidónio Pais, Humberto Delgado, Ramalho Eanes), o populismo autárquico, e o populismo político (do qual Sá Carneiro foi um expoente). Os populistas, em geral, não são extremistas nem radicais.

    ResponderEliminar
  16. Não há nada como o tira-teimas. Vamos aos factos e peço desde já desculpa pela extensão do texto transcrito.
    Vejmos entao:






    ResponderEliminar

  17. Gouveia e Melo ainda não se assumiu como político populista. Mas, se o vier a fazer, certamente que terá algum sucesso.
    No entanto, o populismo militar tem caído em desuso em Portugal. As fardas já não têm o charme de outrora.

    ResponderEliminar

No centenário da "Revolução Nacional"

  Em 1915, um obscuro periódico provinciano, " Os Ridículos ", preconizava acerca da República, que dizia encontrar-se « no seu es...